Mostrando postagens com marcador Algumas Histórias. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Algumas Histórias. Mostrar todas as postagens
27 de janeiro de 2015
Algumas histórias - Parte VIII
Algumas histórias - Parte VIII
(André Anlub - 12/2/12)
Curitiba e Santa Felicidade
Outro dia bebendo um bom vinho lembrei-me de uma viagem a Curitiba:
Na época (1989) eu tinha uma tia que morava (e congelava) naquela bela cidade.
As passagens de avião ainda eram exclusivas pra rico,
Mas a juventude me fez encarar um ônibus com facilidade.
Curitiba, cidade limpa,
Segura e de transporte perfeito,
O prefeito na época
Era mais que um político querido.
No chão nem um papel ou palito de sorvete,
Mas o frio ainda seria meu fiel inimigo.
Cheguei no inverno
E se lá fosse o inferno, congelava!
De dia eu pedalava pela cidade em uma Caloi 10...
De luva, gorro e três meias no pé.
À noite um filme com um bom vinho me esquentava.
Fiquei conhecido nas locadoras da área,
E já conhecia uns skatistas no parque Barigui.
Todos os filmes do momento eu já havia visto,
Naquela época eu queria morar ali.
Antes de voltar para casa fui conhecer Santa Felicidade
Bairro que foi um antigo caminho
(tropeiros paulistas que iam em direção ao sul).
Lugar de boa comida, vinhos de qualidade e visuais ambíguos,
Não esqueci de comprar algumas garrafas (presentear os amigos).
No dia da volta até o momento tudo era só alegria...
Coloquei as garrafas normais bem embrulhadas na mala.
Levei comigo uma grande de vinho tinto
(cinco litros)
Mas que com duas horas de viagem
Estaria vazia.
Ao passar por um buraco o ônibus deu uma pulada,
A garrafa no chão e deu apenas uma trincada.
Esvaziou em poucos segundos
O chão parecia um mar...
O vinho se espalhou no lugar,
O cheiro dominou o recinto.
O motorista resolveu não parar,
E eu fingindo que estava dormindo.
3 de fevereiro de 2013
22 de outubro de 2012
"Ébano e marfim vivem juntos em perfeita harmonia,
Lado a lado no
teclado do meu piano, Oh, Senhor, por quê nós não?"
(Trecho traduzido
de Ebony and Ivory de Paul McCartney)
Algumas
Histórias XIV
Batendo
de frente com a “Ku Klux Klan”
É
um grande amigo
Faz
parte do pequeno hall dos meus melhores
De
fantástica índole e prestativo
Sincero,
leal e com excelente humor.
Conhecemos-nos
ainda bem novos
Ainda
pré-adolescentes
Jogamos
bola e surfamos
Escalamos
montanhas e árvores para pegar frutas
Fomos
em festas e viajamos
Fizemos
besteiras e “viajamos”.
Foram
outras épocas
Idos
dos anos oitenta
Eu
ainda não conhecia muitas crueldades do ser humano
Arrisco
a dizer que algumas poucas ainda me faltam conhecer
Mas
por certo meu amigo as conhecia
Pois
já devia sofrer com esse absurdo.
Sem
querer ser eloquente...
Uma
das coisas que mais abomino é o preconceito!
Pior
quando exacerbado e militante.
E
esse meu amigo é negro.
A
questão da cor para mim, nunca foi, e nunca será, empecilho para nada
Pois
a receita para um péssimo cidadão é simples...
Misturar
preconceito com altivez e uma pitada de prepotência
Forma-se
um lixo de pessoa.
Na
escola e com a divulgação de filmes e noticiários
Comecei
a entender mais o racismo
Reparei
nos olhares de certas pessoas
O
tratamento nos lugares
O
cinismo
E
o podre DNA da KKK.
Continua...
André
Anlub®
6 de setembro de 2012

Algumas histórias XIII
Uma tal fazenda
Outra noite me flagrei relembrando
Uma época, em uma fazenda em Minas
A cidade de Santana do Deserto
Aprendi a fazer queijo, exercitei rir à toa
Novamente criei amizade com a natureza e pessoas
E na beleza do lugar avistei a esperança.
Acordava cedo, comia bem e gostava de ir selar o cavalo
No tempo muito raro o que só preocupava era estar feliz
Saia em direção ao centro, mas antes uma ponderação...
Era de praxe!
No caminho havia um pequeno lago, um açude
Lá fiz um balanço e um pequeno banco
Comumente me sentava e pensava na vida
Ah, o que eu não faria para já estar apaixonado...
Já ter o amor pela escrita nessa época.
Em uma noite a trupe voltava de uma sinuca em Três Rios
Percebemos a entrada de três ou quatro pirilampos pela janela do carro
Então algo mais curioso aconteceu
Eram centenas deles, que chegamos a parar e desligar os faróis...
O assombro!
Saímos do carro e na estrada, sem iluminação
Vimos como uma árvore de Natal acesa
Eram pequenas luzes verdes, por todos os lados
Colidiam em nossos corpos, podíamos pegá-los facilmente.
Estavam em cima, e voavam também rente ao chão.
Não houve registro físico
Mas da mente dificilmente sairá.
André Anlub
Uma tal fazenda
Outra noite me flagrei relembrando
Uma época, em uma fazenda em Minas
A cidade de Santana do Deserto
Aprendi a fazer queijo, exercitei rir à toa
Novamente criei amizade com a natureza e pessoas
E na beleza do lugar avistei a esperança.
Acordava cedo, comia bem e gostava de ir selar o cavalo
No tempo muito raro o que só preocupava era estar feliz
Saia em direção ao centro, mas antes uma ponderação...
Era de praxe!
No caminho havia um pequeno lago, um açude
Lá fiz um balanço e um pequeno banco
Comumente me sentava e pensava na vida
Ah, o que eu não faria para já estar apaixonado...
Já ter o amor pela escrita nessa época.
Em uma noite a trupe voltava de uma sinuca em Três Rios
Percebemos a entrada de três ou quatro pirilampos pela janela do carro
Então algo mais curioso aconteceu
Eram centenas deles, que chegamos a parar e desligar os faróis...
O assombro!
Saímos do carro e na estrada, sem iluminação
Vimos como uma árvore de Natal acesa
Eram pequenas luzes verdes, por todos os lados
Colidiam em nossos corpos, podíamos pegá-los facilmente.
Estavam em cima, e voavam também rente ao chão.
Não houve registro físico
Mas da mente dificilmente sairá.
André Anlub

5 de setembro de 2012

Algumas Histórias XII
Um grande amigo de botequim
Dez da noite bate o ponto
Uma coxinha, cerveja e a cachaça
Álcool resolve, em outra dimensão, a sua peleja
Coça a carteira e só moedas, migalhas
Mas ao olhar para a saída do bar
Avista uma sorrateira nota de cem.
Duas garrafas de pau pereira
Porção de batatas fritas
A conta paga
Mata meia garrafa
Incha e cora
Chora.
Resolve espernear
Resolve falar sozinho
Conversa com estranhos
Só ele pode vê-los, mas sempre respondem
Ele diz que são homens de branco
Geralmente mascarados
Ele diz que quando os vê nasce uma sensação sufocante
Mesclada com amargura.
Tem ânsia de vomito
Vai ao banheiro e transborda
Volta suado e sedento
Pede um sal de frutas
Coloca sal nas fritas
Me oferece um copo.
André Anlub
Um grande amigo de botequim
Dez da noite bate o ponto
Uma coxinha, cerveja e a cachaça
Álcool resolve, em outra dimensão, a sua peleja
Coça a carteira e só moedas, migalhas
Mas ao olhar para a saída do bar
Avista uma sorrateira nota de cem.
Duas garrafas de pau pereira
Porção de batatas fritas
A conta paga
Mata meia garrafa
Incha e cora
Chora.
Resolve espernear
Resolve falar sozinho
Conversa com estranhos
Só ele pode vê-los, mas sempre respondem
Ele diz que são homens de branco
Geralmente mascarados
Ele diz que quando os vê nasce uma sensação sufocante
Mesclada com amargura.
Tem ânsia de vomito
Vai ao banheiro e transborda
Volta suado e sedento
Pede um sal de frutas
Coloca sal nas fritas
Me oferece um copo.
André Anlub
Assinar:
Postagens (Atom)
Biografia quase completa

Escritor, locador, vendedor de livros, protético dentário pela SPDERJ, consultor e marketing na Editora Becalete e entusiasta pelas Artes com uma tela no acervo permanente do Museu de Arte Contemporânea da Bahia (MAC/BA)
Autor de sete livros solo em papel, um em e-book e coautor em mais de 130 Antologias poéticas
Livros:
• Poeteideser de 2009 (edição do autor)
• O e-book Imaginação Poética 2010 (Beco dos Poetas)
• A trilogia poética Fulano da Silva, Sicrano Barbosa e Beltrano dos Santos de 2014
• Puro Osso – duzentos escritos de paixão (março de 2015)
• Gaveta de Cima – versos seletos, patrocinado pela Editora Darda (Setembro de 2017)
• Absolvido pela Loucura; Absorvido pela Arte
(Janeiro de 2019)
• O livro de duetos: A Luz e o Diamante (Junho 2015)
• O livro em trio: ABC Tríade Poética (Novembro de 2015)
Amigos das Letras:
• Membro vitalício da Academia de Artes, Ciências e Letras de Iguaba (RJ) cadeira N° 95
• Membro vitalício da Academia Virtual de Letras, Artes e Cultura da Embaixada da Poesia (RJ)
• Membro vitalício e cofundador da Academia Internacional da União Cultural (RJ) cadeira N° 63
• Membro correspondente da ALB seccionais Bahia, São Paulo (Araraquara), da Academia de Letras de Goiás (ALG) e do Núcleo de Letras e Artes de Lisboa (PT)
• Membro da Academia Internacional De Artes, Letras e Ciências – ALPAS 21 - Patrono: Condorcet Aranha
Trupe Poética:
• Academia Virtual de Escritores Clandestinos
• Elo Escritor da Elos Literários
• Movimento Nacional Elos Literários
• Poste Poesia
• Bar do Escritor
• Pé de Poesia
• Rio Capital da Poesia
• Beco dos Poetas
• Poemas à Flor da Pele
• Tribuna Escrita
• Jornal Delfos/CE
• Colaborador no Portal Cronópios 2015
• Projeto Meu Poemas do Beco dos Poetas
Antologias Virtuais Permanentes:
• Portal CEN (Cá Estamos Nós - Brasil/Portugal)
• Logos do Portal Fénix (Brasil/Portugal)
• Revista eisFluências (Brasil/Portugal)
• Jornal Correio da Palavra (ALPAS 21)
Concursos, Projetos e Afins:
• Menção Honrosa do 2° Concurso Literário Pague Menos, de nível nacional. Ficou entre os 100 primeiros e está no livro “Brava Gente Brasileira”.
• Menção Honrosa do 4° Concurso Literário Pague Menos, de nível nacional. Ficou entre os 100 primeiros e está no livro “Amor do Tamanho do Brasil”.
• Menção Honrosa do 5° Concurso Literário Pague Menos, de nível nacional. Ficou entre os 100 primeiros e está no livro “Quem acredita cresce”.
• Menção Honrosa no I Prêmio Literário Mar de Letras, com poetas de Moçambique, Portugal e Brasil, ficou entre os 46 primeiros e está no livro “Controversos” - E. Sapere
• classificado no Concurso Novos Poetas com poema selecionado para o livro Poetize 2014 (Concurso Nacional Novos Poetas)
• 3° Lugar no Concurso Literário “Confrades do Verso”.
• indicado e outorgado com o título de "Participação Especial" na Antologia O Melhor de Poesias Encantadas/Salvador (BA).
• indicado e outorgado com o título de "Talento Poético 2015" com duas obras selecionadas para a Antologia As Melhores Poesias em Língua Portuguesa (SP).
• indicado e outorgado com o título de Talento Poético 2016 e 2017 pela Editora Becalete
• indicado e outorgado com o título de "Destaque Especial 2015” na Antologia O Melhor de Poesias Encantadas VIII
• Revisor, jurado e coautor dos tomos IX e X do projeto Poesias Encantadas
• Teve poemas selecionados e participou da Coletânea de Poesias "Confissões".
• Dois poemas selecionados e participou da Antologia Pablo Neruda e convidados (Lançada em ago./14 no Chile, na 23a Bienal (SP) e em out/14 no Museu do Oriente em Lisboa) - pela Literarte
André Anlub por Ele mesmo: Eu moro em mim, mas costumo fugir de casa; totalmente anárquico nas minhas lucidezes e pragmático nas loucuras, tento quebrar o gelo e gaseificar o fogo; não me vendo ao Sistema, não aceito ser trem e voo; tenho a parcimônia de quem cultiva passiflora e a doce monotonia de quem transpira melatonina; minha candura cascuda e otimista persistiu e venceu uma possível misantropia metediça e movediça; otimista sem utopia, pessimista sem depressão. Me considero um entusiasta pela vida, um quase “poète maudit” e um quase “bon vivant”.
Influências – atual: Neruda, Manoel de Barros, Sylvia Plath, Dostoiévski, China Miéville, Emily Dickinson, Žižek, Ana Cruz Cesar, Drummond
Hobbies: artes plásticas, gastronomia, fotografia, cavalos, escrita, leitura, música e boxe.
Influências – raiz: Secos e Molhados, Chico Buarque, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Mutantes, Jorge Amado, Neil Gaiman, gibis, Luiz Melodia entre outros.
Tem paixão pelo Rock, MPB e Samba, Blues e Jazz, café e a escrita. Acredita e carrega algumas verdades corriqueiras como amor, caráter, filosofia, poesia, música e fé.
-
Filha e esposa de Edir Macedo dando, aula de desapego:
-
Poemas de Manoel de Barros Via: Templo Cultural Delfos SEU MARGENS Seu Zezinho-margens-plácidas, célebre fazedor de discursos patr...
-
Ontem tarde esqueci seu nome... Mas hoje cedo me lembrei de que isso não faz/fazia/fará a menor diferença. As melhores opções nem sempre s...




