21 de outubro de 2018
Das Loucuras (ao vê-la passar, o farol acesso o deixa sem jeito)
Das Loucuras (ao vê-la passar, o farol acesso o deixa sem jeito)
Nem sempre foi assim, ele todo rubro – ou qualquer outro adjetivo;
Sempre foi vermelho e verde, Fluminense.
Mas agora – mais velho – há uma conjetura subjetiva,
E nela sente-se constrangido nesse nonsense.
Ficou mais difícil lidar com o instinto – antes admissível.
Sem sua atitude natural, maldade de juventude,
Descontração que se tornava combustível,
Sente-se o homem de ferro, enferrujado, talvez o homem-invisível.
A ganancia do corpo passa a fazê-lo querer voltar no tempo,
Um sofrimento que o faz arrumar qualquer jeito.
Mergulha em entretenimentos na tela da erotização,
Tudo fútil, cruel, efêmero, mané, sem noção...
Antes tiro no pé, agora tiro no peito.
Algazarra da alma fraca que faz mal o fazendo cego;
A loucura da luta sem nexo contra o relógio biológico...
Insiste na marcha à ré, achando que está de “quinta” no ego,
Mais um “prego”, pego em fragrante por si próprio.
A braguilha emperrada, a calça quase mijada
Pois não há tempo para outra “distração”.
O ontem foi tudo, o amanhã não é nada,
Ansiedade, idiotice, mesquinharia, ostentação...
A realidade o rouba a cada minuto que fica repassando as telas,
Acendendo as velas para o inverno de seu velório interno.
Perde o timbre, descarta a inspiração,
Torna-se mendigo sem-vergonha...
A luz no fim do túnel é o farol na contramão
Do caminhão-cegonha.
André Anlub®
(21/10/18)
20 de outubro de 2018
Das Loucuras (barulho e silêncio; lenço e bagulho)
Das Loucuras (barulho e silêncio; lenço e bagulho)
Flora e fauna – há de reconstruir essas almas e corpos.
Identifica o caminho, faz as malas e parte sozinho...
Tempo bom, um sol lascando no céu azulzinho,
Maçarico tirando as camisas e ressuscitando os mortos.
Relógio quebrado – nem liga;
Celular sem bateria – nem liga.
Bebe mais um cantil de água – tá na hora;
Sorri e agradece aos deuses – da hora.
O poema engenhoso que foi da cabeça para o papel,
Alegra ainda mais o seu suntuoso rapel...
Deixa brilhante o local – a seus olhos – com a energia que emana.
Desceu ligeiro pelo meio da cachu;
Parou para ver a vista e avista um tatu...
(o tatu o lembrou de um poema que escrevera há uma semana).
O lobo mau abre diversas portas, mas não agrada;
O lobo bom fornece um molho de chaves.
O mal lhe mostra saídas para todos os seus entraves...
O bem o faz saber de cor a chave para toda a entrada.
Seus escudos em dia o transformam num camaleão;
Ressuscita um leão por dia – é só por o amor e a mão.
Vive a vicissitude, tem atitude; abiscoita o biscoito do coito...
Perde e ganha, crê na malícia e na astúcia de jogar o jogo.
André Anlub®
(20/10/2018)
Dia do Poeta
Dos Bardos
É pensante, mas sóbrio poeta insurgente
Daqueles que anseiam tirar poesia de tudo...
Menos do que o toca no absoluto profundo
Pois nele, o mesmo, é extremamente faltante.
Precisos são seus pontos, vírgulas e aspas
Às vezes palavras ásperas que consternam o humilde
Notória sincronia com o público que aclama
Forca em praça pública com linchamento e chamas.
O bardo é liberdade, Ícaro que deu certo
Sem normalidade, sem torto e sem reto
Eqüidistante do mundo mora no cerne da alma
E com doação e calma, conquista os sinceros.
Mas há poeta que grita abraçado ao berrante
Só vê perfeição nos seus soberbos espelhos
Pois Narciso é conciso e sem siso é errante.
Cai por terra, dúbio, e vê-se de joelhos.
André Anlub®
19 de outubro de 2018
Eventos próximos
Mais um evento maravilhoso em Salvador!
Também terá o lançamento em POA, na 64° Feira do Livro.
Vem ai: Coletânea Movimento Nacional Elos Literários - Salvador (BA)
Antologia Talento Poético 2018 - Salvador (BA)
Meus rabiscos estarão presentes em todos eles!
Não há razão para encarar essa estrada insana, alucinada...
Dizem que vale a recompensa e o amor é tudo.
Se pegar o caminho será apenas de mala, cuia, bota de couro e queixo erguido.
A bota protege das cobras...
Quais? - Cobras travestidas de amizade, segurança e boas intenções.
A princípio não precisará de mais nada, pois se há mergulho é unicamente de cabeça...
variando entre sorrisos e seriedades durante a queda.
Larga-se quietude – pega-se insegurança –, e determinado vai-se seguindo.
A estrada muitas vezes sangra: fortes chuvas que parecem horizontais.
O barro vermelho surge e se acumula nas beiradas formando esculturas de devaneios
que arregalam e alegram os olhos.
Às vezes levam a um sorriso – a uma alegria –, e dão mais força no delírio do caminho.
Às vezes a estrada enche, há a necessidade de nadar e se nada muito.
Sem barcos, sem boias, sem joias, sem glórias, somente com os sonhos.
Às vezes é seca e solo rachado, com inúmeras voçorocas dando a impressão que nos fitam e chamam para transpô-las.
E mesmo com chuva forte, vento, buracos, percalços, se segue em frete com força ou fraco, coragem ou covardia e quase sempre sem perceber.
André Anlub®
(8/5/13)
Na casualidade dos caminhos tortos
Na casualidade dos caminhos tortos
Parece sinóptico tal gesto simples,
Esse teu, que brilha num todo.
Precata, de jeito torto,
Serem delicadas quaisquer escolhas.
Aberto o enorme fosso,
Que aos brados chama aflito.
Equidistante é carne e osso,
Pequena fenda que flerta,
Num zunido.
Vejo estática tua íris,
Por compreenderes tamanha epístola.
Voas feito águia, tão majestosa,
Tal qual a vida.
Há brilho demais no inconformismo,
Sufoca e cega. Há equilíbrio e imagem,
E na miragem não há cegueira.
E qual atitude seria mais certa,
Senão entregar-te ao próprio destino?
Vai-te logo, fizeste o prólogo,
Sigo-te, em linha reta, feito menino.
(A sedução existe em várias formas e a diplomática será sempre a mais fascinante.)
Atenção imagens + 18
18 de outubro de 2018
Manhã de 29 de abril de 2015 (com um quê de barba feita)
A animação acorda junto! Coisa rara atualmente, mas sempre muito bem-vinda.
Abri meu jornal eletrônico, o qual assino, e li sobre política.
É, politica. Aquela coisa que muitos odeiam, alguns participam e muitos não entendem. Todas as vezes que faço uma postagem com algum cunho político me arrependo!
Acho que realmente fica complicado quando se fala o que as pessoas não querem ouvir (até mesmo quando se está do lado delas).
Vou me ater em escrever meus singelos rabiscos e continuar me expondo politicamente somente no meu voto e no boteco da esquina onde bato meu ponto, jogo gamão e derramo meus copos.
Lavo o rosto e vejo aquela cara de ontem, meu cabelo está carecendo de um corte curto, é mais prático e o calor abranda. Escovo meus dentes, lavo novamente o rosto, faço meus alongamentos e vou-me ao banheiro de fora, da área dos fundos.
Lá já tem um livro me esperando e o meu trono que adoro. Agora vamos falar em poesia, em algo romântico que me toca, me desmancha e me conserta, me dobra e desdobra, me faz feliz e moleque. Já estou pintado de guerra, já ouço tambores e ao fundo a água cai de um céu pardo e enterra meu otimismo.
A espada é das Cruzadas, a roupa de soldado negro, as botas de couro bem grosso e o olhar de quem já morreu de véspera.
Dilacerei meus fantasmas em praça pública ao som de Björk, a luz de holofotes com canapés diversos e uma vodca da boa.
Era uma manhã como a de hoje, quarta feira; era Maomé indo à montanha e Maria indo à feira; um carro avança um sinal, outro estaciona erroneamente em vaga de deficiente; uma criança cai muito doente e de repente cai meu astral.
Fui caminhar e me perdi no tempo e no espaço, deixei a cabeça divagando até romper em uma dimensão paralela. De repente me deparei com um belo castelo de cor púrpura, cercado por orquídeas raras, uma mangueira alta e com um capacho enorme na porta escrito: “Essa casa é sua”.
André Anlub
Das Borboletas
Ao findar a chuva aparecem os primeiros olhos
Curiosos olhos felizes e esfomeados
Donos dos seus devidos solos.
Com o retornar do astro rei
Insetos retomam voo, formigas voltam ao trabalho.
E as borboletas...
Borboletas sem rumos fazem sombras e voam através dos tempos
Com objetivos incógnitos, vão em coloridos enlouquecidos.
Se vão, como os ventos jamais esquecidos...
São arco-íris vivos, sem agonias ou contratempos.
Borboletas são tão frágeis e enamoradas
Imponência e imanência do majestoso
Com seu voar ébrio desconcertante
Deuses levantam de seus tronos e aplaudem.
Borboletas vão de encontro à perfeição
Trovões se calam e vulcões resfriam-se
No infinito do espaço se faz um silencioso eco
Tão perto da magnitude sem emitir um só som.
Nos anéis de saturno o soturno definha
Amplo brilho se faz ofuscando a vida
Nas suas asas a essência, aquarelas no tom
Tudo isso só visto aos olhos do bom.
André Anlub®
Pequenas empáfias
Pequenas empáfias
Aves que voam no além-mar
A dois, três metros da água
Sentindo a salinidade existente
Liberdade de tocar a epiderme da vida.
Aves migratórias de voos extensos
Atravessam continentes com suas asas enérgicas
Veem de um modo que nem em sonho o homem vê
A brisa é sua amiga e confidente.
Tudo se torna fácil na simplicidade
O belo, salutar e o generoso são corriqueiros
O natural é unicamente natural
E nada faz falta ter o intelecto.
Alguém lá em cima sorri
Ri de nossa soberba
Ri quando vemos um colibri
Ri quando voamos em asas de aço.
André Anlub
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Biografia quase completa

Escritor, locador, vendedor de livros, protético dentário pela SPDERJ, consultor e marketing na Editora Becalete e entusiasta pelas Artes com uma tela no acervo permanente do Museu de Arte Contemporânea da Bahia (MAC/BA)
Autor de sete livros solo em papel, um em e-book e coautor em mais de 130 Antologias poéticas
Livros:
• Poeteideser de 2009 (edição do autor)
• O e-book Imaginação Poética 2010 (Beco dos Poetas)
• A trilogia poética Fulano da Silva, Sicrano Barbosa e Beltrano dos Santos de 2014
• Puro Osso – duzentos escritos de paixão (março de 2015)
• Gaveta de Cima – versos seletos, patrocinado pela Editora Darda (Setembro de 2017)
• Absolvido pela Loucura; Absorvido pela Arte
(Janeiro de 2019)
• O livro de duetos: A Luz e o Diamante (Junho 2015)
• O livro em trio: ABC Tríade Poética (Novembro de 2015)
Amigos das Letras:
• Membro vitalício da Academia de Artes, Ciências e Letras de Iguaba (RJ) cadeira N° 95
• Membro vitalício da Academia Virtual de Letras, Artes e Cultura da Embaixada da Poesia (RJ)
• Membro vitalício e cofundador da Academia Internacional da União Cultural (RJ) cadeira N° 63
• Membro correspondente da ALB seccionais Bahia, São Paulo (Araraquara), da Academia de Letras de Goiás (ALG) e do Núcleo de Letras e Artes de Lisboa (PT)
• Membro da Academia Internacional De Artes, Letras e Ciências – ALPAS 21 - Patrono: Condorcet Aranha
Trupe Poética:
• Academia Virtual de Escritores Clandestinos
• Elo Escritor da Elos Literários
• Movimento Nacional Elos Literários
• Poste Poesia
• Bar do Escritor
• Pé de Poesia
• Rio Capital da Poesia
• Beco dos Poetas
• Poemas à Flor da Pele
• Tribuna Escrita
• Jornal Delfos/CE
• Colaborador no Portal Cronópios 2015
• Projeto Meu Poemas do Beco dos Poetas
Antologias Virtuais Permanentes:
• Portal CEN (Cá Estamos Nós - Brasil/Portugal)
• Logos do Portal Fénix (Brasil/Portugal)
• Revista eisFluências (Brasil/Portugal)
• Jornal Correio da Palavra (ALPAS 21)
Concursos, Projetos e Afins:
• Menção Honrosa do 2° Concurso Literário Pague Menos, de nível nacional. Ficou entre os 100 primeiros e está no livro “Brava Gente Brasileira”.
• Menção Honrosa do 4° Concurso Literário Pague Menos, de nível nacional. Ficou entre os 100 primeiros e está no livro “Amor do Tamanho do Brasil”.
• Menção Honrosa do 5° Concurso Literário Pague Menos, de nível nacional. Ficou entre os 100 primeiros e está no livro “Quem acredita cresce”.
• Menção Honrosa no I Prêmio Literário Mar de Letras, com poetas de Moçambique, Portugal e Brasil, ficou entre os 46 primeiros e está no livro “Controversos” - E. Sapere
• classificado no Concurso Novos Poetas com poema selecionado para o livro Poetize 2014 (Concurso Nacional Novos Poetas)
• 3° Lugar no Concurso Literário “Confrades do Verso”.
• indicado e outorgado com o título de "Participação Especial" na Antologia O Melhor de Poesias Encantadas/Salvador (BA).
• indicado e outorgado com o título de "Talento Poético 2015" com duas obras selecionadas para a Antologia As Melhores Poesias em Língua Portuguesa (SP).
• indicado e outorgado com o título de Talento Poético 2016 e 2017 pela Editora Becalete
• indicado e outorgado com o título de "Destaque Especial 2015” na Antologia O Melhor de Poesias Encantadas VIII
• Revisor, jurado e coautor dos tomos IX e X do projeto Poesias Encantadas
• Teve poemas selecionados e participou da Coletânea de Poesias "Confissões".
• Dois poemas selecionados e participou da Antologia Pablo Neruda e convidados (Lançada em ago./14 no Chile, na 23a Bienal (SP) e em out/14 no Museu do Oriente em Lisboa) - pela Literarte
André Anlub por Ele mesmo: Eu moro em mim, mas costumo fugir de casa; totalmente anárquico nas minhas lucidezes e pragmático nas loucuras, tento quebrar o gelo e gaseificar o fogo; não me vendo ao Sistema, não aceito ser trem e voo; tenho a parcimônia de quem cultiva passiflora e a doce monotonia de quem transpira melatonina; minha candura cascuda e otimista persistiu e venceu uma possível misantropia metediça e movediça; otimista sem utopia, pessimista sem depressão. Me considero um entusiasta pela vida, um quase “poète maudit” e um quase “bon vivant”.
Influências – atual: Neruda, Manoel de Barros, Sylvia Plath, Dostoiévski, China Miéville, Emily Dickinson, Žižek, Ana Cruz Cesar, Drummond
Hobbies: artes plásticas, gastronomia, fotografia, cavalos, escrita, leitura, música e boxe.
Influências – raiz: Secos e Molhados, Chico Buarque, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Mutantes, Jorge Amado, Neil Gaiman, gibis, Luiz Melodia entre outros.
Tem paixão pelo Rock, MPB e Samba, Blues e Jazz, café e a escrita. Acredita e carrega algumas verdades corriqueiras como amor, caráter, filosofia, poesia, música e fé.
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Filha e esposa de Edir Macedo dando, aula de desapego:
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Vacina #Vacina Das Loucuras (boomboclaat) Aos prantos já sabia devidamente os desencontros que virão Na contramão do tempo que passava sem...
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