4 de outubro de 2014

HOJE (4) É O DIA MUNDIAL DOS ANIMAIS

 Veja o trabalho para preservar o soldadinho-do-araripe... 



Ótimo Sabadão - Flor de lis, de lírio e lírico




Flor de lis, de lírio e lírico
(André Anlub - 6/1/13)

Chegando do silêncio veio como tempestade
E mordia suas ideias.
Tirava os laços dos futuros presentes,
Mostrava o onipresente,
Que ao botar pra fora os dentes,
Provava não ser um Oni enfim:

Nomeada como imperatriz de amores,
Que ganha de súbito
Sua coroa, trono e sonho,
Se aproximando do súdito
Com suas suntuosas flores.

Ouço você falar em público:
- o que seria mais certo - onde estaria o erro - qual a importância disso

A resposta vem com o ar fecundo,
Quebrando o coeso silencio,
Queimando mil brancos lenços,
Prevendo o fim dos futuros lamentos.

A resposta bateu de frente,
Com seu cheiro de alfazema,
Com seu humor de hiena
E interpretação eloquente.

Na tela do cinema da esquina
Já se viu esse filme antigo
De um multicor lírico
Com tons de pura boemia.

3 de outubro de 2014

Núcleo Acadêmico de Letras e Artes de Lisboa



Pássaros que vem e que passam também são pássaros que ficam




Pássaros que vem e que passam também são pássaros que ficam

Indo bem mais profundo no nosso universo,
Habita o ponto cego da felicidade.
Ela vive numa espécie de vilarejo antigo, 
De casebres de pedra,
E dias tranquilos de sol dócil,
Ar sempre puro e vida que se vive.

Às vezes cai leve garoa,
Pois há a tal da nostalgia.
Nada combina mais com melancolia,
Do que uma garoa,
Acompanhada de um pouco de vinho e frio.

Para explicar melhor...
Fica na triangulação da apatia, a razão e o amor.
Alguns poetas sabem exatamente onde fica,
E alguns filósofos escondem.
Mas existe,
E algo me diz que é por lá, numa casa,
Que terminarei os meus dias.

Tem inúmeros pássaros que passam os dias rondando a região,
Mesmo sabendo que há comida suficiente por lá.

Já me vejo numa velha poltrona de couro,
Alguns tragos e um bom queijo,
Mas me contentaria com castanhas.
Vejo alguns vasos caros, com belas flores.
Mas poderiam ser de argila - comuns.

Ao surgir da lua cheia,
A expectativa da inspiração.
Sentaria na pequena varanda,
Na velha cadeira de balanço,
Com meu novo cão companheiro.

Pegaria minhas folhas e lápis,
E debaixo da mesma lua de anos,
Escreveria algo realmente interessante,
Depois, num gesto de saudação...
Soltaria ao vento.

André Anlub®
(14/7/13)
ALGUNS MINICONTOS

Em todos os tempos, desde que houve tempo, a fada brincou de não ser fada mas foi traída pela realidade. A realidade sempre quer a fada brincando de si mesma, e a realidade é dura e cruel quando se impõe. A fada então nunca tem outra alternativa.


A dor solitária quis fundar um clube de dores solitárias, congraçar os sofrimentos, provar umas às outras que havia outras como cada uma. O clube existiu, mas a dor solitária continuou existindo.


- Tudo isso é tudo isso mesmo?
- Não, só em parte.
- Então por que tudo isso?
- Porque, em parte, tudo isso é só o que há.


Por um sinal que tinha na testa, Juslira nunca deixava de ser reconhecida.
- Você é a Jusmara, não é, reconheci pelo sinal na testa.
- Não, eu sou a Juslira.
- Mas não é a Jusmara que tem um sinal na testa?
- Não, a Jusmara tem um sinal na bunda.
- Ah, bom, é por isso que tô confundindo, nunca vi o sinal de Jusmara.
Juslira respirava fundo e partia para outro reconhecimento infalível.


Discurso mais mentiroso não podia haver. O padre estava colocando Carlos Milho nas alturas como pai, filho, marido e amigo. E Carlos Milho fora um patife rematado, quase todos ali tinham ódio ou desprezo por ele. Muitos vieram só para desrecalcar. A maioria aguentara a obrigação com aborrecimento, olhando o relógio de meio em meio minuto. Mas o padre parecia encantado com o som da própria voz. Se estivesse enterrando o demônio em pessoa, seria um demônio tão bom quanto Carlos Milho.


- Vapores que dançam? Do que é que você está falando?
- De um efeito sensacional. Vi num filme. A gente podia aproveitar para a festa da Loló.
- E o que mais você viu neste filme? Não, não me conte...


O Nunca Mais olhou para o Outra Vez e disse:
- Nunca mais!
O Outra Vez devolveu o olhar e retrucou:
- Outra vez?


- E agora?
- José...
- Que José?
- Do poema do Drummond.
- Que Drummond?
- Tá, tem razão: e agora?


Bópilo vinha um tanto distraído e quase tropeçou em um pacote de boçalidade. Meio desamarrado, era um convite para a curiosidade. Mas Bópilo já havia tropeçado em um muito parecido anos atrás. Passou de largo e deixou a coisa lá.


- Em quem você vai votar?
- Não te interessa.
- Como, não me interessa? Se você vai votar errado, me interessa e muito, pois é por causa de gente como você que o país não sai do buraco. É preciso ter consciência cívica e...
- Tá, tudo bem. Só que o teu interesse não me interessa.

(Rogério Camargo)

2 de outubro de 2014

Lembrete do autoexame nas redes sociais

Abrindo o mês de conscientização sobre o câncer de mama, uma campanha de Cingapura apresentou uma releitura dos ícones de aplicativos das redes sociais (que sempre lembramos de conferir) para chamar atenção da mulherada a ficar antenadas ao autoexame:

1 de outubro de 2014

Concurso de Poesia Autores S/A

De 562 poetas inscritos, 80 poetas foram classificados na semana passada, com 3 desistências.

Restam 77 poetas na disputa. Veja, abaixo, como o nosso mapa do Brasil ficou ilustrado em suas respectivas representações:



Leia todos os poemas classificados no site: http://autoressa.blogspot.com.br/2014/09/a-prova-dos-seis-temas.html

Fantástico, cão voador! Ah, e um singelo rabisco!




Miúda, Van Gogh e Matisse

Meus cães são meus amores
Senhores, donos da situação.
Não guardam rancores
Nunca me deixam na mão.

Vivem com a língua para fora
Mendigando carinho.
Brincar? Só se for agora!
Detestam ficar sozinhos.

A Miúda peguei na estrada,
Estava ensopada e com frio.
Com certeza foi abandonada
Por algum individuo sombrio.

Van Gogh eu adotei pelo GAPA
(Grupo de Assistência e Proteção Animal)
Eles cuidam de animais maltratados,
Fazem um trabalho legal.

Matisse é o rebento dos dois,
Cão lindo, parceiro e afável.
Cresceu parrudo e profícuo
E tem um humor instável.

Assim sigo com os meus filhos
Dando afeição, ração e amor.
Sou uma pessoa de sorte
Por deles receber o calor.

(André Anlub - 3/2/09)

Biografia quase completa






Escritor, locador, vendedor de livros, protético dentário pela SPDERJ, consultor e marketing na Editora Becalete e entusiasta pelas Artes com uma tela no acervo permanente do Museu de Arte Contemporânea da Bahia (MAC/BA)

Autor de sete livros solo em papel, um em e-book e coautor em mais de 130 Antologias poéticas

Livros:
• Poeteideser de 2009 (edição do autor)
• O e-book Imaginação Poética 2010 (Beco dos Poetas)
• A trilogia poética Fulano da Silva, Sicrano Barbosa e Beltrano dos Santos de 2014
• Puro Osso – duzentos escritos de paixão (março de 2015)
• Gaveta de Cima – versos seletos, patrocinado pela Editora Darda (Setembro de 2017)
• Absolvido pela Loucura; Absorvido pela Arte
(Janeiro de 2019)

• O livro de duetos: A Luz e o Diamante (Junho 2015)
• O livro em trio: ABC Tríade Poética (Novembro de 2015)

Amigos das Letras:
• Membro vitalício da Academia de Artes, Ciências e Letras de Iguaba (RJ) cadeira N° 95
• Membro vitalício da Academia Virtual de Letras, Artes e Cultura da Embaixada da Poesia (RJ)
• Membro vitalício e cofundador da Academia Internacional da União Cultural (RJ) cadeira N° 63
• Membro correspondente da ALB seccionais Bahia, São Paulo (Araraquara), da Academia de Letras de Goiás (ALG) e do Núcleo de Letras e Artes de Lisboa (PT)
• Membro da Academia Internacional De Artes, Letras e Ciências – ALPAS 21 - Patrono: Condorcet Aranha

Trupe Poética:
• Academia Virtual de Escritores Clandestinos
• Elo Escritor da Elos Literários
• Movimento Nacional Elos Literários
• Poste Poesia
• Bar do Escritor
• Pé de Poesia
• Rio Capital da Poesia
• Beco dos Poetas
• Poemas à Flor da Pele
• Tribuna Escrita
• Jornal Delfos/CE
• Colaborador no Portal Cronópios 2015
• Projeto Meu Poemas do Beco dos Poetas

Antologias Virtuais Permanentes:
• Portal CEN (Cá Estamos Nós - Brasil/Portugal)
• Logos do Portal Fénix (Brasil/Portugal)
• Revista eisFluências (Brasil/Portugal)
• Jornal Correio da Palavra (ALPAS 21)

Concursos, Projetos e Afins:
• Menção Honrosa do 2° Concurso Literário Pague Menos, de nível nacional. Ficou entre os 100 primeiros e está no livro “Brava Gente Brasileira”.
• Menção Honrosa do 4° Concurso Literário Pague Menos, de nível nacional. Ficou entre os 100 primeiros e está no livro “Amor do Tamanho do Brasil”.
• Menção Honrosa do 5° Concurso Literário Pague Menos, de nível nacional. Ficou entre os 100 primeiros e está no livro “Quem acredita cresce”.
• Menção Honrosa no I Prêmio Literário Mar de Letras, com poetas de Moçambique, Portugal e Brasil, ficou entre os 46 primeiros e está no livro “Controversos” - E. Sapere
• classificado no Concurso Novos Poetas com poema selecionado para o livro Poetize 2014 (Concurso Nacional Novos Poetas)
• 3° Lugar no Concurso Literário “Confrades do Verso”.
• indicado e outorgado com o título de "Participação Especial" na Antologia O Melhor de Poesias Encantadas/Salvador (BA).
• indicado e outorgado com o título de "Talento Poético 2015" com duas obras selecionadas para a Antologia As Melhores Poesias em Língua Portuguesa (SP).
• indicado e outorgado com o título de Talento Poético 2016 e 2017 pela Editora Becalete
• indicado e outorgado com o título de "Destaque Especial 2015” na Antologia O Melhor de Poesias Encantadas VIII
• Revisor, jurado e coautor dos tomos IX e X do projeto Poesias Encantadas
• Teve poemas selecionados e participou da Coletânea de Poesias "Confissões".
• Dois poemas selecionados e participou da Antologia Pablo Neruda e convidados (Lançada em ago./14 no Chile, na 23a Bienal (SP) e em out/14 no Museu do Oriente em Lisboa) - pela Literarte

André Anlub por Ele mesmo: Eu moro em mim, mas costumo fugir de casa; totalmente anárquico nas minhas lucidezes e pragmático nas loucuras, tento quebrar o gelo e gaseificar o fogo; não me vendo ao Sistema, não aceito ser trem e voo; tenho a parcimônia de quem cultiva passiflora e a doce monotonia de quem transpira melatonina; minha candura cascuda e otimista persistiu e venceu uma possível misantropia metediça e movediça; otimista sem utopia, pessimista sem depressão. Me considero um entusiasta pela vida, um quase “poète maudit” e um quase “bon vivant”.

Influências – atual: Neruda, Manoel de Barros, Sylvia Plath, Dostoiévski, China Miéville, Emily Dickinson, Žižek, Ana Cruz Cesar, Drummond
Hobbies: artes plásticas, gastronomia, fotografia, cavalos, escrita, leitura, música e boxe.
Influências – raiz: Secos e Molhados, Chico Buarque, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Mutantes, Jorge Amado, Neil Gaiman, gibis, Luiz Melodia entre outros.
Tem paixão pelo Rock, MPB e Samba, Blues e Jazz, café e a escrita. Acredita e carrega algumas verdades corriqueiras como amor, caráter, filosofia, poesia, música e fé.