4 de abril de 2015

Dos matrimônios

Golfinhos surfistas – lindo de verGolfinhos pegam onda na costa australiana.Curta: Ecosurf©Jennene & Dave Riggs
Posted by Ecosurf on Segunda, 23 de junho de 2014


Dos matrimônios 
(André Anlub - 3/4/12)

Uma vez li uma sábia frase de Dalai Lama e, 
Pelo menos na minha estirpe foi comprovada...
Dizia que o certo é se casar com alguém
Que você goste de conversar...
Pois ao envelhecerem isso é o que vai restar.

Mas proseando:

Ele era louco pela menina mais bonita do bairro,
Um daqueles lugares de casas antigas, 
Chão de pedras portuguesas e ruas arborizadas;
Ela passeava pela praça...
(toda manhã com seu cachorro de raça)
Sempre cheia de graça, de bons costumes
E muito simpática.

Já volto com a prosa!

O casamento é uma mera reciprocidade,
Em qualquer idade tem que haver uma troca;
Como uma porca que não tem utilidade sem o parafuso...
E as duas partes estarem preparadas para qualquer eventualidade.

Fidelidade é essencial, porque vem do cerne
Requer boa índole, ser bom ouvinte e ser bom aprendiz;
No dia a dia ser companheiro e atuante
E a libido estar resolvido (ser bom amante).

Voltando a prosa:

Certo dia ele tomou coragem e no meio do passeio Abordou a mocinha... mas naquele momento, nada! (depois de dois longos anos ela finalmente disse sim)
Já fazem trinta anos que estão casados
E cada dia é um romance, dormem em quartos separados, Não são mais tarados, são felizes assim.

É brisa:

Brisa que abre o portão, vem do vai e vem das ondas;
Ultrapassando o varal, acalentando as roupas...
Moveu o barco pesqueiro, mudou de lugar uma duna,
Fez levitar uma pluma e dispersou o nevoeiro.
Brisa gélida de inverno, alegrou o dente de leão,
Soprou ao rosto, encheu o pulmão... e nas manhãs Corriqueiras espalhou o aroma do pão. 

A vida é uma delirante professora

Sick surf video of one of the swell's at the wedge in California!!
Posted by Extreme on Sexta, 3 de abril de 2015


A vida é uma delirante professora 
(André Anlub - 5/1/12)

A vejo assim: jeito terno e a pele como rara seda, olhos redondos iguais jabuticabas, cabelos longos e escuros e a voz direta e amena; às vezes chega a ser macabra.
- Mas isso é outra história.
Na luz da lua o amor é mais esplêndido, não há fome, não há sono e não há lamento. Como um eco a razão
transcende o vale, vara a noite além do tempo e no auge do entendimento no breu noturno despenca.
Tão insensata professora é a vida: na lida com o apego e o amor, ponderação e questionamento, ela ensina. Mas não se iluda achando que aprendeu o suficiente, pois nos seus erros eloquentes ela castiga.
Atualmente ando com ideias antigas de modernizar meus conceitos. No fundo são adágios superados...
Há tempos que tenho a teimosia de querer ser atualizado.

Imoral

From Red Carpet of OSCAR to Sky!My Cola Space Shuttle!
Posted by Mavi Kocaeli on Sexta, 3 de abril de 2015


Imoral 
(André Anlub - 12/3/10)

Dos fascínios de uma única pura sorte,
Entrando em uma farta imensidão.
Preparando-me para o seu ego absoluto:
- estou chegando maior que o mundo e menor que a palma de sua mão... 
quero ser dono da sua alma, do seu coração; 
um pouco do absurdo de nunca ter tido uma vida pura.

Da pureza que lhe é rara e na redundância de minhas palavras, 
friso-as bem, antes que emudeço.
Suga tudo que é de bom de tudo
E do seu próprio sangue, mesmo que ralo:
- Assim que é falha, assim que é fogo
Pois assim na palha, tudo é um jogo.

(incendiou a sua casta)

Caminhada perdida e alma penada,
Feliz, de encontro ao avesso.
Nunca há derrota, pois de certo a merece.
Em todos os seus pecados, padece.
(Imoral, impura, inquieta, imortal)
Uma vida de lama se perpetua,
No desdém que sua chama queima,
Colecionando paixões às escuras...

(nomes não interessam a ninguém)

A religião é descartável?
Ou um deus só para chamar de pai?
Órfão já na barriga magra,
Aquela raiva que sempre lhe trai.

Dueto da tarde (CXIV)

Eterno Cartola, em Reencontro emocionado com seu Pai após 40 anos sem se falar. Por: Cartola. <3
Posted by Cifras on Terça, 24 de fevereiro de 2015


Dueto da tarde (CXIV)

A grandeza do mais miudinho olha para o imensurável das grandezas outras e constata que no mundo o rabo abana o cachorro, enquanto que na esquina o cachorro abana o rabo e o vento fresco abana a todos.
Volta para casa e relê a “Tabacaria” do Fernando Pessoa. Identifica-se: Lá vai o Miudinho, sem filosofia.
Gosta dos grandes poetas, mas lê bastante os pequenos também. Só não sabe e nem quer saber distinguir quem é quem.
Trabalho demais. Inconsequência demais. Muito barulho. Liga o rádio em estação nenhuma e escuta.
No som do silencio vem à divergência de vozes – o barulho altivo era inativo e nulo; a nudez do calado falava delicado aos ouvidos.
O som do som nenhum cai-lhe bem. A palavra da palavra nenhuma lhe diz tudo.
Volta para a praça e lê “Invernáculo” de Paulo Leminski. O faz sentir-se moleque com toda sua grandeza miúda.
E de repente não precisa ler mais nada. Só precisa ser lido. Por ele mesmo. Procura suas páginas então, atravessando o branco e subindo no banco em excitação, aceitação e uma recitação interna total de autoconhecimento.
Separa grandeza de miudeza sem muita certeza, senta à mesa, espera a sobremesa e mantém acesa uma esperança.
Faz aliança entre a rosa e a lança e lança seu adágio balsâmico aos quatro cantos, ouvindo os cantos doces, comendo frutas doces e desfrutando o momento.
A grandeza do mais miudinho não tem tamanho. Sem medir e sem pesar, apesar de medir e pesar, ele aprende e guarda para si sua autoridade, aceitando os galardões sem sentir-se um dos grandões. Espalha seu conhecimento e lavra sua humildade como o vento fresco que abana a todos.

Rogério Camargo e André Anlub
(4/4/15)

3 de abril de 2015

Trem de perfume e fumaça

What a wonderful world...www.artfido.com/popular-art
Posted by artFido - fetching art on Domingo, 16 de novembro de 2014


Trem de perfume e fumaça 
(André Anlub - 25/03/13)

Não se sabe se o perfume se espalhou
Pelos bosques coloridos e imagéticos.
Na nossa aldeia, logo, logo, deflagrou:
O colírio, canto lírico e poético.
A proeza dos sãos bardos atracou
Lá no cais latem os cães dos letrados.
Viu-se o verso no reverso - só versar.
Fez-se a música que alindou o ser amado.
Bela a rima morro acima – No luar.
Brilho forte do sorriso – A majestade.
O vai e vem ao som do trem deixou saudade.
De joelhos o anel da união, juramento que testemunha
A branca garça.
Iluminou o casto amor do sim sem não.
E foi-se o trem - longa estrada... fica fumaça...

Le Petit Maurice

Intervenção militar já existe!Intervenção militar já existe!Pra vocês que pedem intervenção militar no Brasil. Assistam esse vídeo e pensem...Este vídeo mostra a realidade de onde a PM matou uma criança. "Como informamos ontem a noite, a Delegacia de Homicídios veio ao Complexo do Alemão realizar a perícia da morte do pequeno Eduardo. Neste vídeo, você pode acompanhar como foram esses momentos." Fonte Papo Reto: https://youtu.be/OdBSLcjwtIE#GuerraNoAlemao
Posted by Podemos Mais on Sexta, 3 de abril de 2015


Le Petit Maurice 
(André Anlub - 1/10/12)

Depois de sair do seu banho...
    Reparte o cabelo ao meio,
        passa um pouco de Gumex,
           no pulso seu belo Rolex.
               Separa um trocado pra cerva,
                  não se esquece da erva
                    e a chave de seu Chevrolet Veraneio.
                Coloca uma bermuda de marca,
               um chinelo de dedo,
             mesmo sabendo que é cedo, 
              um uísque e dois cubos de gelo.
                  Vai sem rumo pra Urca,
                        louco varrido na praia,
                          depois uma pizzaria famosa,
                             com gente bonita faz prosa
                            (nunca soube o que é uma árdua labuta!)
                          Esse ano fez trinta anos,
                         (nunca na vida fez planos!)
                       mede um metro e noventa,  
                    um par de olhos azuis,
                ama bala de menta,
             pai rico, famoso juiz
         Estudou nos melhores ensinos,
          fez inglês nos Estados Unidos;
               mulheres ele coleciona aos quilos,
                    é inteligente e feliz.
                       Fundou uma confraria de solteiros,
                        charutos e bebidas 
                            - prostitutas e cavalos
                                Quando chegou aos quarenta,
                                   dinheiro e saúde pro ralo.
                                      A vida ficou antipática,
                                        empilhando contas em sua mesa,
                                           o burguês que migrou pra pobreza,
                                              morreu de cirrose hepática.

Dueto da tarde (CXIII)

Como você lida com a solidão?Às 12h, o premiado ator Ricardo Darín expõe sua maneira de enxergar o mundo no programa Sangue Latino. Veja o vídeo na íntegra >> http://bit.ly/RicDarin
Posted by Canal Brasil on Domingo, 1 de fevereiro de 2015


Dueto da tarde (CXIII)

Aleatória e imagética, dentro e indo afora da moldura da janela advinha à vida frenética.
Um pouco de estática torna a comunicação apática. Ela então muda a tática e fica de frente para si mesma.
Beijo no próprio reflexo é afago no côncavo e convexo – alívio de qualquer forma de ver o planeta.
Pairando um metro acima do chão, perde-se do chão e é tudo o que deseja, (ir)realmente.
Abraço na própria alma é alento e conforto de um extremo ao outro – calmante para quaisquer desapontamentos.
Ela sabe o que é abrir as mãos e o vento não estar mais ali. Ela sabe o que é abrir o coração e ele continuar fechado.
Pairando agora por cima das colinas se vê ainda mais menina; retorna à sua alada adolescência e veste-se de loucuras e boemias.
Beber a vida aos toneis, às caixas dágua. Injetar vida nas veias como gasolina, como diesel, como cabo de fibra ótica.
Dentro da robótica e da lobotomia sem lógica ela (sobre)(sub)vive e se divide na brevidade sóbria e a sobrevida ébria.
Febre que estoura termômetros. Eletricidade que exorbita usinas. Força que força e, enfim, a fraqueza: não poder resistir.

Rogério Camargo e André Anlub
(3/4/15)

O Chile em defesa da mulher

Cuidémonos entre todas. ¿Qué opinas de esta campaña que lanzaron en Chile, en contra del acoso a las mujeres? #primaverasaludable
Posted by Revista Saludable on Segunda, 30 de março de 2015

2 de abril de 2015

Minha imaginação inventa



Minha imaginação inventa 
(André Anlub - 13/3/13)

Apenas achou o caminho
nem louco, nem santo
fez casa como João de Barro
falou línguas, tirou sarro
cantou melodias famosas
outras nem tanto.

Os caminhos ardilosos
que evitam os precavidos
são vazios, nada faceiros
sem amores, sem anseios
e a rotina asfaltou.

Nas estradas abstrusas
com alcunha de “caminho”
passa o birrento
passam o forte e o neutro
passam nuvens de feltro
num céu azul marinho.

Alguns tolos de exposta lamúria
escalam montanhas de fogo
vulcões que são seus espelhos
na realeza da calúnia.

Mas na sinceridade da entrega
o amor que mais alto berra
tocando a ponta da estrela
na penúria da cratera
na adaptação do obstáculo
diz-se a avenida da espera.
Arrisco-me nessa rodovia
na jornada bela e florida
com brisa que forte venta
com tulipas e margaridas
que minha imaginação inventa.

Biografia quase completa






Escritor, locador, vendedor de livros, protético dentário pela SPDERJ, consultor e marketing na Editora Becalete e entusiasta pelas Artes com uma tela no acervo permanente do Museu de Arte Contemporânea da Bahia (MAC/BA)

Autor de sete livros solo em papel, um em e-book e coautor em mais de 130 Antologias poéticas

Livros:
• Poeteideser de 2009 (edição do autor)
• O e-book Imaginação Poética 2010 (Beco dos Poetas)
• A trilogia poética Fulano da Silva, Sicrano Barbosa e Beltrano dos Santos de 2014
• Puro Osso – duzentos escritos de paixão (março de 2015)
• Gaveta de Cima – versos seletos, patrocinado pela Editora Darda (Setembro de 2017)
• Absolvido pela Loucura; Absorvido pela Arte
(Janeiro de 2019)

• O livro de duetos: A Luz e o Diamante (Junho 2015)
• O livro em trio: ABC Tríade Poética (Novembro de 2015)

Amigos das Letras:
• Membro vitalício da Academia de Artes, Ciências e Letras de Iguaba (RJ) cadeira N° 95
• Membro vitalício da Academia Virtual de Letras, Artes e Cultura da Embaixada da Poesia (RJ)
• Membro vitalício e cofundador da Academia Internacional da União Cultural (RJ) cadeira N° 63
• Membro correspondente da ALB seccionais Bahia, São Paulo (Araraquara), da Academia de Letras de Goiás (ALG) e do Núcleo de Letras e Artes de Lisboa (PT)
• Membro da Academia Internacional De Artes, Letras e Ciências – ALPAS 21 - Patrono: Condorcet Aranha

Trupe Poética:
• Academia Virtual de Escritores Clandestinos
• Elo Escritor da Elos Literários
• Movimento Nacional Elos Literários
• Poste Poesia
• Bar do Escritor
• Pé de Poesia
• Rio Capital da Poesia
• Beco dos Poetas
• Poemas à Flor da Pele
• Tribuna Escrita
• Jornal Delfos/CE
• Colaborador no Portal Cronópios 2015
• Projeto Meu Poemas do Beco dos Poetas

Antologias Virtuais Permanentes:
• Portal CEN (Cá Estamos Nós - Brasil/Portugal)
• Logos do Portal Fénix (Brasil/Portugal)
• Revista eisFluências (Brasil/Portugal)
• Jornal Correio da Palavra (ALPAS 21)

Concursos, Projetos e Afins:
• Menção Honrosa do 2° Concurso Literário Pague Menos, de nível nacional. Ficou entre os 100 primeiros e está no livro “Brava Gente Brasileira”.
• Menção Honrosa do 4° Concurso Literário Pague Menos, de nível nacional. Ficou entre os 100 primeiros e está no livro “Amor do Tamanho do Brasil”.
• Menção Honrosa do 5° Concurso Literário Pague Menos, de nível nacional. Ficou entre os 100 primeiros e está no livro “Quem acredita cresce”.
• Menção Honrosa no I Prêmio Literário Mar de Letras, com poetas de Moçambique, Portugal e Brasil, ficou entre os 46 primeiros e está no livro “Controversos” - E. Sapere
• classificado no Concurso Novos Poetas com poema selecionado para o livro Poetize 2014 (Concurso Nacional Novos Poetas)
• 3° Lugar no Concurso Literário “Confrades do Verso”.
• indicado e outorgado com o título de "Participação Especial" na Antologia O Melhor de Poesias Encantadas/Salvador (BA).
• indicado e outorgado com o título de "Talento Poético 2015" com duas obras selecionadas para a Antologia As Melhores Poesias em Língua Portuguesa (SP).
• indicado e outorgado com o título de Talento Poético 2016 e 2017 pela Editora Becalete
• indicado e outorgado com o título de "Destaque Especial 2015” na Antologia O Melhor de Poesias Encantadas VIII
• Revisor, jurado e coautor dos tomos IX e X do projeto Poesias Encantadas
• Teve poemas selecionados e participou da Coletânea de Poesias "Confissões".
• Dois poemas selecionados e participou da Antologia Pablo Neruda e convidados (Lançada em ago./14 no Chile, na 23a Bienal (SP) e em out/14 no Museu do Oriente em Lisboa) - pela Literarte

André Anlub por Ele mesmo: Eu moro em mim, mas costumo fugir de casa; totalmente anárquico nas minhas lucidezes e pragmático nas loucuras, tento quebrar o gelo e gaseificar o fogo; não me vendo ao Sistema, não aceito ser trem e voo; tenho a parcimônia de quem cultiva passiflora e a doce monotonia de quem transpira melatonina; minha candura cascuda e otimista persistiu e venceu uma possível misantropia metediça e movediça; otimista sem utopia, pessimista sem depressão. Me considero um entusiasta pela vida, um quase “poète maudit” e um quase “bon vivant”.

Influências – atual: Neruda, Manoel de Barros, Sylvia Plath, Dostoiévski, China Miéville, Emily Dickinson, Žižek, Ana Cruz Cesar, Drummond
Hobbies: artes plásticas, gastronomia, fotografia, cavalos, escrita, leitura, música e boxe.
Influências – raiz: Secos e Molhados, Chico Buarque, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Mutantes, Jorge Amado, Neil Gaiman, gibis, Luiz Melodia entre outros.
Tem paixão pelo Rock, MPB e Samba, Blues e Jazz, café e a escrita. Acredita e carrega algumas verdades corriqueiras como amor, caráter, filosofia, poesia, música e fé.