4 de julho de 2015

E o ar corre solto

Tem que ter coragem para surfar Teahupoo de peito. Henrique Pistilli, Kai Santos e Rogério Cajú fazem uma sessão épica. Confira hoje, às 20h, no Homem Peixe.www.canaloff.com/homempeixe
Posted by Canal OFF on Sábado, 4 de julho de 2015


E o ar corre solto       
(André Anlub - 12/5/13)

Qual o problema em não ser tão óbvio? Será visto com maus olhos e/ou cairá na boca das más línguas? Tenha a liberdade para viver abrindo a porta do amanhã, do seu fado, lapidado, bem acabado na arte final do mais talentoso e fantasioso artista. Venha aqui para perto, quero lhe contar um segredo - O final do filme da sua existência. Não sou um deus ou algo parecido, é sua obviedade que é tão transparente a ponto de ser redundante e ficar escrito nos seus olhos, na sua voz e suas pegadas - a cada instante. Mude e diga-me o que sente ao rasgar o tempo sem clemência, sem apreensão, totalmente à vontade despretensioso (ou não). Diga-me que é um prazer não ver as horas passando quando cada segundo é aproveitado, cada mexer dos ponteiros, sem serem notados. Mas não achincalhe com o tempo, nem por um minuto... Os ventos vivem nos dizendo coisas novas, trazendo novos cheiros, aforismos, sorrisos e insultos. Diga-me o que sente vendo o ar correndo solto, batendo as janelas, balançando as árvores, ondulando o lago. Quiçá uma revolta que nunca dá em nada, mas que mantem a alma vivendo.

Dueto da tarde (CXCV)


FLIP 2015: MÁRIO DE ANDRADE POR BERNARDO CARVALHOO canal Arte 1, em parceria com a Associação Casa Azul, organizadora...
Posted by Arte 1 on Sábado, 4 de julho de 2015


Dueto da tarde (CXCV)

Quisera eu permear pelo pomar da sua casa, pelas entranhas da sua casta, pelo castanho do seu olhar.
Também era bom se eu quisera algo mais realizável. Me frustraria menos. 
Sou um rebuscado buscando barcos naufragados em mares irreais; anfitrião de sonhos e feirante de frutas cítricas celestiais.
Sonhar e perseguir o sonho. Ação e reação. Quase condenação. Nunca o passo atrás para tomar distância e enxergar melhor.
Enxerga melhor quem se enxerga primeiro. É só o início da conversa a sola dos pés até o último fio de cabelo.
E quando quem se enxerga primeiro também se enxerga antes – de agir, de reagir, de reagir à reação –, o castanho de todos os olhares opacos brilha.
A camuflagem da noite confessa que há frustração também quando nada lhe frustra, nada se arrisca e nada se vive.
Covardia não é prudência. A prudência sabe o que está fazendo, a covardia não.
A exposição do dia confessa que não há frustração quando se aceita do jeito que é, se mostra com orgulho e não há embaraço no amanhecer.
Então, enquanto permeio o pomar da tua casa, enquanto vagueio pelas entranhas da tua casta, enquanto sou quem não deveria ser, me aceito sendo.

Rogério Camargo e André Anlub
(4/7/15)

Cordão umbilical



Cordão umbilical
(André Anlub - 30/5/13)

Sinto-me próspero quando não sou tapeado
E a inspiração, por fim, deixa minha mente.
Ela não é indigente, tampouco empregada,
É minha filha e amada,
Meu sentimento mapeado
Que foge do meu masculino ventre.

Mas a mesma não quer viver de vaia
Ou aplauso desacerbado.
Não quer ficar arquivada
Em uma gaveta empoeirada
Ou no raio que o parta.

Ela quer ser mais um elo da corrente
Ir longe, logo e ir pra frente,
Criar um leal - legal - legado,
Ser um dos 300 de Esparta.

Ela quer viver pequena ou colossal,
Onde habita a multidão e a solidão.
Ir ao limite que estica a emoção
E o meu cordão umbilical.

3 de julho de 2015

Ótimo final de semana aos amigos

Alice Caymmi abre a 10ª temporada do Zoombido com Paulinho Moska! Vinda de uma família extremamente talentosa, a neta de...
Posted by Canal Brasil on Sexta, 3 de julho de 2015


Sou assim enquanto o sistema for assado. E quando eu estiver assado é porque o sistema está frito.

A estrada do fracasso e a do sucesso é uma só; o fracasso é tão somente quando se abandona a caminhada, e o sucesso é quando se chega ao lugar nenhum. 

De toda a imensidão do planeta, só quero estar nesse mar belo de Iemanjá, Iracema, Otelo. Mar de perfeitos sonhos, folclores, tesouros e viços, dos nautas, vikings, corsários, navegadores fenícios... Mar de amores lendários, imaginários, antigos, concretos, ambíguos 
de interminável poesia que em toda alma habita.

André Anlub

Dueto da tarde (CXCIV)



Dueto da tarde (CXCIV)

A borboleta pousou na haste da grama como quem anuncia um encantamento. Sobre ela pousaram meus olhos.
Asas precisas que são como uma bailarina dançando de frente ao espelho.
Asas em repouso, como a respiração de um gigante prestes a partir para a aventura de salvamento do mundo.
Dois olhos alertas que não piscam, mas às vezes se escondem e se beijam num clandestino segredo sem fim.
Há todo o pulsar no universo na presença diáfana, forte na delicadeza, imbatível na fragilidade.
Meus olhos agora também não piscam com a vinda sorrateira e silenciosa de um grande iguana.
Iguanas comem borboletas. Iguanas estão comendo borboletas a toda hora, sempre que há borboletas para comer. Mas aquela eu via. Aquela era “minha”.
Mas o que seria meu que não fosse de um todo, do mundo? Quem seria eu se atrapalhasse a refeição de alguém?
O iguana não vê o que eu vejo. Eu não vejo o que o iguana vê. Eu não como borboletas. O iguana não faz poemas baseado em fragilidades. 
Ele é filósofo pacato de ressalvas antigas, e nas horas vagas gosta de relaxar meditando entre as folhas de urtiga.
O que vaga entre uma hora e outra de um iguana? Não sei. O que vaga entre um almoço e outro de um iguana? Não sei.
Especular as duas vidas que não vivo, me faz especular minha vida e descobrir o inócuo oportuno e abstruso vazio.
Como vazio está meu estômago. A borboleta que me perdoe, mas o exemplo do iguana é irrefutável. Despeço-me da beleza para encarar o prosaísmo.

Rogério Camargo e André Anlub
(3/7/15)

Muitos poetas...

John John Florence x Kelly Slater em Copacabana P5Bem-vindos ao confronto entre o Homem e o Garoto!O mito Kelly Slater, o fenômeno John John Florence e o ex-top Ross Williams aproveitaram o dia de ontem sem competição para um free surf em Copacabana. O mar estava com ondas pesadas e difíceis até mesmo para eles, mas mesmo assim mandaram bem!Confira o ~duelo~ no vídeo :D #vemprapraia #riopro #wsl
Posted by Canal OFF on Quinta, 14 de maio de 2015


Muitos poetas crescem para dentro numa implosão da alma, como nitroglicerina cálida do pranto em autocombustão... 
E, por sua vez, na aura o brilho eclode num parto, expõe-se o filho, o fio e o farto, num alto salto muito além da concepção.

Sentada à mesa ao jantar, perfeita na metáfora dos gestos: pegando o suco, molhando os lábios, encanto abrupto nos calores honestos. 
Sei dessa vida o meu vagar, sinto-me amar e vou dizer: tenho prazer nos excessos dos seus ardentes hinos, sendo inteiramente felina nas horizontais de prazer.

Lá vem ela! 
Essa bela, chata e insistente luz
Que entra pela janela
Convidando-me para sair e viver.

Os versos sempre dormirão ao relento,
Esperando um vento que os levem em sossego...
Caso isso não aconteça,
Amanhecerão sedentos
E entrarão na cabeça
Do ser sem impedimento. 

André Anlub

2 de julho de 2015

Ótima noite aos amigos

SOBREMESA FLIP. SESSÃO DE ABERTURA: AS MARGENS DE MÁRIO. A crítica literária portenha Beatriz Sarlo compara Mário de Andrade aos autores argentinos contemporâneos a ele. #flip2015
Posted by Arte 1 on Quinta, 2 de julho de 2015


Para não engordar
Não é preciso fazer “piti”;
Basta apenas trocar 
Seu Petit Gateau por Petit Pois.

Sendo o céu infinito
Deixarei nele todo meu amor por ti,
Repousando à vontade enquanto não chegas.

Sua boca é a mais linda
A mais contundente.
Boca que se exprime, 
Nutre-se e declama poesias;
Boca dos meus sonhos,
Beijos, desejos e fantasias.

A respiração é ofegante,
As almas se abrem ao som da ordem.
Dizem que tão minuciosa é a vida
Que sempre certa e transcendental
Caminha toda a história.

Escute a voz que vem de dentro,
Vem do centro, do eixo.
Ela dará apoio,
Consertará o jarro, mesmo que tire sarro,
Que seja um soco no queixo.
A voz só se cala quando falta o intento.

O embuste e o arcano
Entram pelo cano quando se descobre o amor!

Meu mundo já acabou inúmeras vezes,
Sempre o reinvento com mais candura e encantamento.

Pra matar o tempo sem correr o risco de morrer junto, troca-se:
- correr dirigindo na pista, às cegas e vários beijos em altas farras...
Por:
- comer, dividindo a pizza de acelga
com vários queijos e alcaparras.

André Anlub

noite de 2 de julho de 2015



Pensamento vago, em voga e em vaga para idosos. 
(noite de 2 de julho de 2015)

É fantástico, e isso não é bordão não. Tenho o corpo em transe e transo bem com isso. Já nas devidas proporções acho que tenho absoluto direito de me alongar. Até porque – atenção – ginastica mental, poesia, versos e prosas, sem aquecimento e alongamento podem causar uma câimbra ou distensão. Hoje demasiadamente cedo vi a mais bela imagem: o dia; ao olhar-me no espelho constatei estar vivo... hoje e sempre... até porque eu só começo a acordar depois de lavar a fuça. Em seguida fui urinar e beber água, comer torrada e beber café (agora sim, acordei). Li as notícias, fiz as coisas corriqueiras e pus-me a escrever – fiz uma coisa e outra – revezando – até a hora do almoço. Nesse ínterim saíram alguns capítulos do meu romance, saíram a prévia dessas linhas, saíram alguns comentários online, saiu meu dueto com o amigo Rogério e também saiu um texto sobre feminismo. Bem, sobre esse último só tenho a dizer que está impublicável; sim, quase obsceno... Pelo simples e direto fato de eu não ter a visão extrema e pessimista de muitos. Mas deixe estar, deixe estando e deixe o estado estagnado. Vou-me para a varanda jogar bola com os cães, costuma desopilar meu fígado, cansá-los e também melhora nossa digestão (não só a do corpo, mas também a da mente). Sobre carecas e maquiagem: tira-se o chapéu com facilidade: aplausos hipócritas e sorrisos rosa com tons de violeta (o amarelo perdeu a graça). Põe-se a máscara com facilidade: aplausos ainda mais hipócritas e sorrisos de costas (daquele tipo: já fui). Chega-se e cega-se a seguinte conclusão: ninguém é mais real! E não por causa de implantes de silicones, cirurgias plásticas, viagras, piercings e tatuagens pelo corpo todo; mas sim por essa armadura – que de dura nada tem – que usamos no nosso dia a dia para tentarmos ser o que não somos e jamais seremos. Eu poderia falar de rosas e prosas (porque rima), de flor e amor (porque rima²); eu poderia colocar uma dúzia de belas palavras, apenas catando-as fragmentadas em um livro de Cecília Meireles... Mas não! Cansei de ler gente assim, de aplaudir falsos moralistas, cansei de bater palmas para maluco dançar (coitado dos malucos). Agora é ferro e fogo... E vou começar apontando dedos aos que estacionam em vagas de deficientes ou idosos (fico fulo); isso é bem mais importante que minhas meras palavras. O rastro, o resto e os restos deixarei para mais tarde e aos mais fortes.

André Anlub

Biografia quase completa






Escritor, locador, vendedor de livros, protético dentário pela SPDERJ, consultor e marketing na Editora Becalete e entusiasta pelas Artes com uma tela no acervo permanente do Museu de Arte Contemporânea da Bahia (MAC/BA)

Autor de sete livros solo em papel, um em e-book e coautor em mais de 130 Antologias poéticas

Livros:
• Poeteideser de 2009 (edição do autor)
• O e-book Imaginação Poética 2010 (Beco dos Poetas)
• A trilogia poética Fulano da Silva, Sicrano Barbosa e Beltrano dos Santos de 2014
• Puro Osso – duzentos escritos de paixão (março de 2015)
• Gaveta de Cima – versos seletos, patrocinado pela Editora Darda (Setembro de 2017)
• Absolvido pela Loucura; Absorvido pela Arte
(Janeiro de 2019)

• O livro de duetos: A Luz e o Diamante (Junho 2015)
• O livro em trio: ABC Tríade Poética (Novembro de 2015)

Amigos das Letras:
• Membro vitalício da Academia de Artes, Ciências e Letras de Iguaba (RJ) cadeira N° 95
• Membro vitalício da Academia Virtual de Letras, Artes e Cultura da Embaixada da Poesia (RJ)
• Membro vitalício e cofundador da Academia Internacional da União Cultural (RJ) cadeira N° 63
• Membro correspondente da ALB seccionais Bahia, São Paulo (Araraquara), da Academia de Letras de Goiás (ALG) e do Núcleo de Letras e Artes de Lisboa (PT)
• Membro da Academia Internacional De Artes, Letras e Ciências – ALPAS 21 - Patrono: Condorcet Aranha

Trupe Poética:
• Academia Virtual de Escritores Clandestinos
• Elo Escritor da Elos Literários
• Movimento Nacional Elos Literários
• Poste Poesia
• Bar do Escritor
• Pé de Poesia
• Rio Capital da Poesia
• Beco dos Poetas
• Poemas à Flor da Pele
• Tribuna Escrita
• Jornal Delfos/CE
• Colaborador no Portal Cronópios 2015
• Projeto Meu Poemas do Beco dos Poetas

Antologias Virtuais Permanentes:
• Portal CEN (Cá Estamos Nós - Brasil/Portugal)
• Logos do Portal Fénix (Brasil/Portugal)
• Revista eisFluências (Brasil/Portugal)
• Jornal Correio da Palavra (ALPAS 21)

Concursos, Projetos e Afins:
• Menção Honrosa do 2° Concurso Literário Pague Menos, de nível nacional. Ficou entre os 100 primeiros e está no livro “Brava Gente Brasileira”.
• Menção Honrosa do 4° Concurso Literário Pague Menos, de nível nacional. Ficou entre os 100 primeiros e está no livro “Amor do Tamanho do Brasil”.
• Menção Honrosa do 5° Concurso Literário Pague Menos, de nível nacional. Ficou entre os 100 primeiros e está no livro “Quem acredita cresce”.
• Menção Honrosa no I Prêmio Literário Mar de Letras, com poetas de Moçambique, Portugal e Brasil, ficou entre os 46 primeiros e está no livro “Controversos” - E. Sapere
• classificado no Concurso Novos Poetas com poema selecionado para o livro Poetize 2014 (Concurso Nacional Novos Poetas)
• 3° Lugar no Concurso Literário “Confrades do Verso”.
• indicado e outorgado com o título de "Participação Especial" na Antologia O Melhor de Poesias Encantadas/Salvador (BA).
• indicado e outorgado com o título de "Talento Poético 2015" com duas obras selecionadas para a Antologia As Melhores Poesias em Língua Portuguesa (SP).
• indicado e outorgado com o título de Talento Poético 2016 e 2017 pela Editora Becalete
• indicado e outorgado com o título de "Destaque Especial 2015” na Antologia O Melhor de Poesias Encantadas VIII
• Revisor, jurado e coautor dos tomos IX e X do projeto Poesias Encantadas
• Teve poemas selecionados e participou da Coletânea de Poesias "Confissões".
• Dois poemas selecionados e participou da Antologia Pablo Neruda e convidados (Lançada em ago./14 no Chile, na 23a Bienal (SP) e em out/14 no Museu do Oriente em Lisboa) - pela Literarte

André Anlub por Ele mesmo: Eu moro em mim, mas costumo fugir de casa; totalmente anárquico nas minhas lucidezes e pragmático nas loucuras, tento quebrar o gelo e gaseificar o fogo; não me vendo ao Sistema, não aceito ser trem e voo; tenho a parcimônia de quem cultiva passiflora e a doce monotonia de quem transpira melatonina; minha candura cascuda e otimista persistiu e venceu uma possível misantropia metediça e movediça; otimista sem utopia, pessimista sem depressão. Me considero um entusiasta pela vida, um quase “poète maudit” e um quase “bon vivant”.

Influências – atual: Neruda, Manoel de Barros, Sylvia Plath, Dostoiévski, China Miéville, Emily Dickinson, Žižek, Ana Cruz Cesar, Drummond
Hobbies: artes plásticas, gastronomia, fotografia, cavalos, escrita, leitura, música e boxe.
Influências – raiz: Secos e Molhados, Chico Buarque, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Mutantes, Jorge Amado, Neil Gaiman, gibis, Luiz Melodia entre outros.
Tem paixão pelo Rock, MPB e Samba, Blues e Jazz, café e a escrita. Acredita e carrega algumas verdades corriqueiras como amor, caráter, filosofia, poesia, música e fé.