6 de maio de 2021
Flor de lis, de lírio e lírico do Preto e da Branca (releituras de mim)
3 de maio de 2021
2 de maio de 2021
Manhã de 1 de janeiro de 2016
Manhã de 1 de janeiro de 2016
Nada como um peixe após o outro... um anzol no meio... e nada bem. Depois dos percalços vividos ficam calos e vestígios... carrego os ossos do ofício, com mais cálcio e cuidado; cuidado... na minha vida não entre sem aviso! Já na estrada, na esteira estreita do caminho desconhecido; voo de encontro ao mar e a mim mesmo; vou mergulhar nos mistérios de algo novo que na verdade é eco presumidamente vivido e esperado. Talvez absolvição, quiçá apenas passo à frente, colocando um tijolo na parede e milhões de batidas no coração. Chegou minha vez, outra vez, já é quase sempre; sorriso de orelha a orelha no misto de querer a vez com a poesia em excelência e essência. É bom demais, é gratidão, é usufruto, é ‘usufarto’. Olhar por cima do muro é xarope de bom humor concentrado, em estado sólido, massageia a alma e retoca a alegria; é o presente que se auto desembrulha. No final das contas, quando acabar o espetáculo, as lonas forem recolhidas, o circo enfim desarmado, a mulher barbuda faz a barba, o mágico erra a mão em fim trágico, o elefante faz dieta e fica magro, o leão domesticado, o equilibrista inebriado com a garrafa de vodca no sovaco, o anão vira rei num seriado, o atirador de faca é esfaqueado; no final do espetáculo... o único risonho é o Palhaço. Minha candura cascuda e otimista persistiu e venceu uma possível misantropia metediça e movediça; a vida é um teatro e faço de tudo para valer a pena; vivo na coxia, mas de quando em quando entro em cena. O Sol canta de galo; a lua canta de Gal. Não se fala em outra coisa; pelo menos aqui dentro da cachola redonda em cima desse pescoço cilíndrico, em cima da boca falante, sem educação; em cima das tatuagens matreiras, do corpo que já foi magro, foi trato, foi gordo; e assim roubou o sonho que havia sonhado, o bando bandido de aves que se diziam bem-vindas, traídas e atraídas ao céu enevoado. Estavam ligadas ou não no lance? Metendo o bico aonde não foram chamadas? Aves tudo podem! Há uma crença do cresça e apareça, depois meça sua largura, some com sua altura e esqueça o resultado... apenas descubra se o lago transborda... e quando as águas rolarem e os peixes sufocarem, apenas exponha se ainda é bem quisto ou preferia continuar sendo menino. Vê-se o translouco atravessando a ponte; só se é louco de perto, pois de longe se é pouco – não se importuna – ou se é monge, ou se ruge a face, rubra o rosto, range os dentes ajeitando os dedos: não se fala em outra coisa; pelo menos nesse passar das horas de supernovas, de supernovos, que seja pouca, mas a voz até que sai; no início fez-se o sacrifício de ser tudo sem nada ser; no meio tempo eram máscaras que caiam, disfarces, Descartes e sua filosofia certeira; no fim o grito não saiu vazio, o som se fez em música indo à noite, indo à cama, na farra, no banho sem sonho, sem rumo e sem par. Minha base é estar voando parado em tudo quanto é lugar; não se pensa em outra coisa.
André Anlub
22 de abril de 2021
Cuspindo marimbondos
Cuspindo marimbondos
Seria um simples atenuador
Um maracujá transformado na metamorfose das letras
Aquelas suas secas e dúbias palavras
Que acalmam e abrandam a dor?
Conheço cada vez melhor seu universo
Por entre seus céus e infernos
Por entre caveiras e terços
A galáxia se faz de berço
Velando seu sono eterno.
Mas e o falso silogismo existente
Tiram-nos do óbvio pendente
A razão de ser e de estar?
Se é um ser superior dominante
Que nada faz e tudo muda
Que faz moradia no equidistante
É o inexistente que chamam de lar?
Ás vezes a esfera entra em guerra
Cuspindo marimbondos, terremotos e tsunamis
Desafiando o poder imperante
Mostrando quem é a dona da terra.
André Anlub
17 de abril de 2021
Sorriso da Hiena
Sorriso da Hiena
Deitada sob a sombra da árvore de José
A lua aos poucos se movia para iluminá-la
Cantarolava uma melodia incomum, algo como uma sinfonia sem ritmo, sem fala
Odores de diversas origens se espalhavam
Para quem amava, eram prazerosos perfumes.
Como existe a variante do ganho e da perda do orgulho
É como ebulição da pura causa
Na hora que a água seca, mesmo que seja tarde, é valiosa
Como um embrulho sem fita, laço, cartão sem prosa.
Caminhando só com os pés no chão, perdeu a identidade
Perdeu a sinceridade
Achou amargura
Colheu perdão.
Seu olhar perpetua-se em um passado próximo
Uma época boa de ilusões não descobertas
Um passado de campos e doces sons
Passado que lhe agradava em todos os âmbitos e sentidos.
Mesmo que não desmascarado tal tempo
Nem tampouco o reconhecia como monstro surreal
Tornou-se real e palpável
Felicidade estável
Um sorriso de hiena.
André Anlub
15 de abril de 2021
Das Loucuras (Xerpas e Denisovanos)
Das Loucuras (Xerpas e Denisovanos)
A animação chegou com vontade
A força de uma energia que pode ter vindo do espaço
Nervos de aço; sangue díspar; disparidade
Todos num só, mas com outro caminho traçado
Terras sem dono; donos que muitos desenterram
O tempo fez seu serviço com o compromisso da espera.
Ouroboros, bolos confusos da história...
Bora saber mais dos tempos de gloria.
E dizem por aí que há resposta para tudo,
O absurdo do burro e achar que é a cenoura que quer enganá-lo.
Cada asno no seu cercado; cada bugio no seu galho
E o homem achando que é o dono do pedaço.
Quanta ironia nos cerca quando se joga a pedra
Pois não faz onda no congelado lago.
Por entre casas velhas e novos edifícios
Teimamos e focamos no ego medíocre
Que nos afasta do achado e aproxima do estrago.
“Nem margarida nasceu” – nasceu foi o imbróglio.
E assim passam-se os dias, em idas, uvas, vinhos, vinhas...
Única alquimia necessária, dentre tantas dispensáveis,
Procurando chifre em cabeça de unicórnio...
Talvez em Marte encontraremos a resposta...
Mas tem que estar bem explicadinha.
André Anlub®
12 de abril de 2021
Castelo violeta
Castelo violeta
Irmão do céu,
De pé em cima de uma alta nuvem;
Seus olhos aguçados, acuados,
Discretos em suas ferrugens,
Visualizam tudo de errado
E quase tudo de certo...
Mais nesses próximos parágrafos:
A tentação é ar puro,
É astuta e presente em todo o ambiente;
As pernas fortes das corridas
Invejadas pela alma fraca pelo tempo.
Um castelo é erguido
Com o seu aguerrido espírito;
Pulcro, imponente,
Mas cheio de tormentos e de inventivas mentes.
No porão há um covil escondido
Cheio de lobos dentro;
Famintos, sedentos,
Sonâmbulos e carentes de apreço.
Árvores nada raras
Se agitam e se ajeitam com os vendavais;
Nos varais as roupas
Se ensopam com a chuva fina que cai.
Barrancos descem pelas montanhas
Como a manta dos deuses...
Há poder; há alianças;
Há independência e – a ser pago – preço.
Por dentro do corpo lacunas se abrem
Implorando explicações convincentes;
Ações voluntárias,
Inadequações insolúveis – multiplique tudo mil vezes.
No mais, não é aceitável ter um modo de vida que nos têm,
Por muito menos e por muito mais – ao menos –,
Descarrilhamos mil trens.
Cavalos livres descem a montanha
Em uma bela manhã de dezembro...
É o caminho livre, cheiroso e extenso,
é o livre arbítrio para o castelo violeta.
André Anlub
9 de abril de 2021
Meu ponto final
Meu ponto final
Não ser um cidadão de posses não o torna mais frágil
Talvez alvo de preconceito idiota e um tanto tartufo
E o preconceituoso às vezes alcança sua acidez...
Tartuficando pelas ruas eles beiram o irracional e o desrespeito moral.
Sobre ser rico...
Rico na índole, a meu ver, é primordial e gigante
Rico na inteligência é admirável
Rico na demência tem mais que bactéria no ar.
Rico de espírito, metaforicamente falando, ser de aura ofuscante.
O que seria reescrever a história...
O mais importante acontecimento
A descoberta das descobertas
Ser o professor dos mestres
Ou ter uma gorda conta bancária notória?
Ganhar a vida é muito relativo
Seria para alguns viver o máximo de tempo feliz
Para muitos outros não.
Acho que escrevendo essas coisas...
Impondo-me, na escrita, limites...
Cometerei maus-tratos com minha inspiração.
E continuaria lutando mas passando mal
E não vendo as belezas que passam por sob meus olhos.
E o próximo ponto com absoluta certeza...
Seria meu ponto final.
André Anlub
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Nada habituado
Minha criança grande, meu bordão de marca maior
Na minha trajetória a vejo nos rostos de mulheres à revelia...
Geralmente moribundas nuas, com jeito de mal-amadas e sujas de rua...
Nada sensíveis e empenhando seu papel de heroína de quinta categoria.
Mas também sou assim, ou pelo menos perto disso
Jogo e rogo palavras ao nada, ao vento
Desde criança quando brincava no balanço
Jogando minhas pernas pro alto e a cabeça para baixo
Sem qualquer objetivo, tampouco fundamento.
Lembro-me de pisar mil jardins
Das pegadas nas areias das praias
Do medo de queimar-me com água-viva
Sem saber que tudo aquilo teria um fim.
Todos carregam a pedra que podem sustentar
Mas isso já foi mais que dito.
..
Até mesmo em outros planos.
Não sei se devo e quero me acostumar
Com a efemeridade desse mundo insano.
André Anlub
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Combatente amado
Esse sorriso é o meu maior retorno
Não preciso de abraço ou palavras de consolo
Basta ser sincera...
Querer-me ao seu lado.
Vou até onde posso por minha vida em jogo
Almejando vitória, valendo a guerra
Empáfias se entregam ao combatente amado
E desarmado, o amor está na fila de entrega.
André Anlub
Trago
Trago-lhe um arranjo de vidas,
Colhidas nos jardins das saídas
Nesse exato momento.
Espero alegrar o seu dia
Quebrando a evidente desarmonia
Dando luz ao asilado encantamento.
André Anlub
Biografia quase completa

Escritor, locador, vendedor de livros, protético dentário pela SPDERJ, consultor e marketing na Editora Becalete e entusiasta pelas Artes com uma tela no acervo permanente do Museu de Arte Contemporânea da Bahia (MAC/BA)
Autor de sete livros solo em papel, um em e-book e coautor em mais de 130 Antologias poéticas
Livros:
• Poeteideser de 2009 (edição do autor)
• O e-book Imaginação Poética 2010 (Beco dos Poetas)
• A trilogia poética Fulano da Silva, Sicrano Barbosa e Beltrano dos Santos de 2014
• Puro Osso – duzentos escritos de paixão (março de 2015)
• Gaveta de Cima – versos seletos, patrocinado pela Editora Darda (Setembro de 2017)
• Absolvido pela Loucura; Absorvido pela Arte
(Janeiro de 2019)
• O livro de duetos: A Luz e o Diamante (Junho 2015)
• O livro em trio: ABC Tríade Poética (Novembro de 2015)
Amigos das Letras:
• Membro vitalício da Academia de Artes, Ciências e Letras de Iguaba (RJ) cadeira N° 95
• Membro vitalício da Academia Virtual de Letras, Artes e Cultura da Embaixada da Poesia (RJ)
• Membro vitalício e cofundador da Academia Internacional da União Cultural (RJ) cadeira N° 63
• Membro correspondente da ALB seccionais Bahia, São Paulo (Araraquara), da Academia de Letras de Goiás (ALG) e do Núcleo de Letras e Artes de Lisboa (PT)
• Membro da Academia Internacional De Artes, Letras e Ciências – ALPAS 21 - Patrono: Condorcet Aranha
Trupe Poética:
• Academia Virtual de Escritores Clandestinos
• Elo Escritor da Elos Literários
• Movimento Nacional Elos Literários
• Poste Poesia
• Bar do Escritor
• Pé de Poesia
• Rio Capital da Poesia
• Beco dos Poetas
• Poemas à Flor da Pele
• Tribuna Escrita
• Jornal Delfos/CE
• Colaborador no Portal Cronópios 2015
• Projeto Meu Poemas do Beco dos Poetas
Antologias Virtuais Permanentes:
• Portal CEN (Cá Estamos Nós - Brasil/Portugal)
• Logos do Portal Fénix (Brasil/Portugal)
• Revista eisFluências (Brasil/Portugal)
• Jornal Correio da Palavra (ALPAS 21)
Concursos, Projetos e Afins:
• Menção Honrosa do 2° Concurso Literário Pague Menos, de nível nacional. Ficou entre os 100 primeiros e está no livro “Brava Gente Brasileira”.
• Menção Honrosa do 4° Concurso Literário Pague Menos, de nível nacional. Ficou entre os 100 primeiros e está no livro “Amor do Tamanho do Brasil”.
• Menção Honrosa do 5° Concurso Literário Pague Menos, de nível nacional. Ficou entre os 100 primeiros e está no livro “Quem acredita cresce”.
• Menção Honrosa no I Prêmio Literário Mar de Letras, com poetas de Moçambique, Portugal e Brasil, ficou entre os 46 primeiros e está no livro “Controversos” - E. Sapere
• classificado no Concurso Novos Poetas com poema selecionado para o livro Poetize 2014 (Concurso Nacional Novos Poetas)
• 3° Lugar no Concurso Literário “Confrades do Verso”.
• indicado e outorgado com o título de "Participação Especial" na Antologia O Melhor de Poesias Encantadas/Salvador (BA).
• indicado e outorgado com o título de "Talento Poético 2015" com duas obras selecionadas para a Antologia As Melhores Poesias em Língua Portuguesa (SP).
• indicado e outorgado com o título de Talento Poético 2016 e 2017 pela Editora Becalete
• indicado e outorgado com o título de "Destaque Especial 2015” na Antologia O Melhor de Poesias Encantadas VIII
• Revisor, jurado e coautor dos tomos IX e X do projeto Poesias Encantadas
• Teve poemas selecionados e participou da Coletânea de Poesias "Confissões".
• Dois poemas selecionados e participou da Antologia Pablo Neruda e convidados (Lançada em ago./14 no Chile, na 23a Bienal (SP) e em out/14 no Museu do Oriente em Lisboa) - pela Literarte
André Anlub por Ele mesmo: Eu moro em mim, mas costumo fugir de casa; totalmente anárquico nas minhas lucidezes e pragmático nas loucuras, tento quebrar o gelo e gaseificar o fogo; não me vendo ao Sistema, não aceito ser trem e voo; tenho a parcimônia de quem cultiva passiflora e a doce monotonia de quem transpira melatonina; minha candura cascuda e otimista persistiu e venceu uma possível misantropia metediça e movediça; otimista sem utopia, pessimista sem depressão. Me considero um entusiasta pela vida, um quase “poète maudit” e um quase “bon vivant”.
Influências – atual: Neruda, Manoel de Barros, Sylvia Plath, Dostoiévski, China Miéville, Emily Dickinson, Žižek, Ana Cruz Cesar, Drummond
Hobbies: artes plásticas, gastronomia, fotografia, cavalos, escrita, leitura, música e boxe.
Influências – raiz: Secos e Molhados, Chico Buarque, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Mutantes, Jorge Amado, Neil Gaiman, gibis, Luiz Melodia entre outros.
Tem paixão pelo Rock, MPB e Samba, Blues e Jazz, café e a escrita. Acredita e carrega algumas verdades corriqueiras como amor, caráter, filosofia, poesia, música e fé.
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Filha e esposa de Edir Macedo dando, aula de desapego:
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Poemas de Manoel de Barros Via: Templo Cultural Delfos SEU MARGENS Seu Zezinho-margens-plácidas, célebre fazedor de discursos patr...
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Ontem tarde esqueci seu nome... Mas hoje cedo me lembrei de que isso não faz/fazia/fará a menor diferença. As melhores opções nem sempre s...









