Dueto da tarde (XXXVI)


Dueto da tarde (XXXVI)

Quando a primeira luz do primeiro sol beijou a primeira praia
Criou o perdão, colocou a mão nas cabeças pensantes (e não).
Houve um rebuliço entre as estagnações. Criaram mais de quatro estações
E assim deu-se início ao sacrifício, ao precipício, rumo ao ser feliz.
A primeira luz/dificuldade foi saber o que era ser feliz.
A segunda foi reter/manter quem – qual – tal – o que vier.
A terceira foi o próprio sol beijando a primeira praia e não sabendo que nome dar a si mesmo.
O sol estava hesitante, pois nesse instante vinha o receio de que tudo que fizesse seria dedicado ao amor pela areia/praia/mar, tudo que compunha o lugar.
Talvez fosse o momento do vento intervir. Mas ele também estava amando, namorando a brisa, assim como a brisa beijava as folhas, levitando-as e levando-as para seus destinos, seus funerais.
Não foi a última vez que foi a primeira vez. Mas aquela sintonia-sinfonia-sincronia estava formada, estava predestinada a ser o que era para ser, sem precisar de porquês.

Rogério Camargo e André Anlub
(14/1/15)

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