Não me enfastio quando falo de amor
(André Anlub - 12/9/12)

Dizem que de nada vale uma luta 
Se não for por amor.
Mesmo que não seja
De um modo direto e/ou visível.

Por sobre barreiras,
Andando por cima das águas,
Atravessando penhascos
E aguentando o calor.

Elogiando e rasgando seda para o verdadeiro amor:

- intrínseco e salutar - precioso e impagável
O verdadeiro é quase sempre eterno.
Encontrado em variadas esferas,
Quando dividido é insuperável.

Andando na fina camada de gelo do lago congelado:

- é frágil, isso é incontestável!
Cristal fino – bebida rara em fina taça
É mágico, enfático, abracadabra!
Cada respirar – cada passo.

Lutando contra o tempo da saudade e da distância:

Se um segundo é piscar dos olhos,
Sozinho é uma eternidade.

Aperta o peito e cai uma lágrima.
Amor é aquém e além da realidade.

Tenho os pés muito estáveis
No chão... 
Mas minha cabeça excedeu há tempos
O mundo da lua.

O amor é intrínseco
No ser mais brioso.
Meticuloso com a mais esplendida jornada.
Eleva as nuvens, voando baixo, o ser vistoso; 
sempre o amparo da sensação resignada.

Brotaram no desabrochar dos lindos campos, 
Suas essências... 
Deixadas como folhas em vendavais;
Voando, vagando, sem destino; 
Por entre pensamentos, 
como mãos que tocam almas 
fazendo de harpas sons siderais.

Postagens mais visitadas deste blog

A chuva bem-vinda

Tempo de recomeço

Um Eu qualquer