Ode às que foram

O verde vivente evidente,
fez nuance nos raios dourados do sol,
que surgiam e sumiam
ao bailar de folhas, no cair de sementes,
das veementes jabuticabeiras.


Ode às que foram (21/8/14)

O enganado:
Sou um enganado pelos sentimentos,
Principalmente pelo amor imposto;
Peregrino entre dores e tormentos,
Mas sempre em todo o momento,
Com muito gosto.

Iludo-me, insisto e repito os mesmos erros;
É como uma desafinada melodia, cacofonia,
Falsete verdadeiro que sai altivo e em vão,
Para todos os ouvidos em sintonia,
Toda a plateia em agonia,
Ecoando para além do salão.

No passado:
Os amores (errados) passados
De quase nada serviram, nada aprendi;
Com meu coração em cacos sempre estive de bem.
Conheci a vil ambição, conheci o pérfido amor (me perdi),
Mas também me comprometi com o verdadeiro,
Fiz inteiros os relacionamentos esculpidos na essência,
Salvos nas memórias, eternizados no que sobrevém.

No futuro:
O baldio fez a carne ser mais forte,
Fez o porte do cavalo raçudo;
Duas estrelas que brilham forte no agora
E se apagam (ou não) num futuro.

André Anlub

Postagens mais visitadas deste blog

A chuva bem-vinda

Tempo de recomeço

Um Eu qualquer