O reinado em Pasárgada


O lampejo veio
Assim: de repente!
Breu nunca foi visto
Milhões de pensamentos 
Debelam as mentes
É inspiração
É poesia
Alegria
Um êxtase misto.

O reinado em Pasárgada

Tens todo o direito de errar
Fracassar, andar para trás.
Tens todo direito de não achar,
Calar – não ter opinião.
E se o acaso te fizer parar de escrever
Não irás dever nem um vintém
Nada, a ninguém.

Mas com o teu dom tens um pacto
A necessidade de expor sentimentos
Vomitar teus momentos
Teus tons, tuas lágrimas e sinas
Sair da rotina de um ser intacto.

Nunca temas as vozes
Algozes – atrozes
Travestidos de pouco caso.

Não és o rei deposto
Ainda tens um reinado
E coroado de alento
Tens a rainha de gosto.

Tens o direito de realçar o planeta
Desenhar o sorriso no papel
Tirar da prancheta
E colar num rosto.

André Anlub®

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