ótima noite

Dê-me seu melhor sorriso
Aquele intenso, meio sincero
Todo lero, mero siso
Que mexe com meu brio
Benevolente, incandescente
Que eu admiro.

Para 2017 não tenho previsão, mas sim provisão. Muitos livros para ler e degustar! 

A lança e a estrela (de vento em popa)
A plena ponta da lança aponta na direção qualquer de uma estrela; ao som suave da corneta, sua meta – ao sol. Sim, é o giro do mundo girando insano em fleuma, saindo dessa baldia engrenagem “careta”. Nos velhos veios, sangue intenso, vinho – vermelho; foi traçada na vida e na raça, em brasa, a paixão. Intensa tração nas subidas, gordas bigornas nas quedas... faz do branco, do preto, do cinza, da sina: aquarelas. Põe-se para assar na ponta da lança, o camarão; põe-se na balança a alma assaz infinda, porém breve; a consciência torna-se extremamente leve, mas não há – ‘de jeito maneira’ – maleficência que leve. É de praxe o que se presta ser implícito e querer exposição... essencial no pensamento, ignição que nunca é em vão; na fisiologia subjetiva, na filosofia, no simples, no afago, na dor, no corriqueiro, no fantasioso, na lança que alcança a estrela: amor. Na liberdade verdadeira há muitos fantoches e fetiches, mas é concorrência, é gangorra, Sodoma e Gomorra, vertigem... a incoerência e o paradoxo existem em se prender com prazer em tudo, pois os defeitos e achaques que te alimentam, também são os que te consomem. É hora, ao som de um Blues, canto para subir em voz baixa; consenso, sintonia, alma e mente salivantes... na língua, café. Tudo em cima, no clima, no ritmo, os pés estão na estrada, e a entrega enterra quaisquer angústias, astúcias de uma fé. Após o dobrar da esquina surge uma íngreme subida, encaro! Vou-me à rua da calmaria, ambiguidade. O corpo folgado no sentido “calmático” (é a idade); a verve folgada no estado “marrático” (é a saída). A busca sempre existe, e quem insiste permanece; nada inerte, tudo flerte; cada um na sua e na do outro. É na sincera alavanca que se avança ao próximo quadrado; é passando graxa na engrenagem que se cria o novo. Passou da hora, mas reinvento o tempo no tudo; qualquer absurdo não assusta o intento, nem tenta! A força vem de dentro, um “calvático” (a tinta é instrumento).

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