18 de setembro de 2011

Saudades

Tenho saudade da minha infância
Meus amores de adolescente
Da minha imaginativa elegância
Da minha fé crescente

Sinto saudade de grandes amizades
Amigos do peito
Sem desigualdades
Para tudo dá um jeito

Não me falta saudade do tempo livre
Não precisar de relógio algum
Mergulhar fundo na emoção que tive
Sentir uma felicidade incomum

Demasiada saudade do meus amigos que se foram
Uns muito cedo, outros não
Amigos que ficaram distantes
Até os que me deixaram na mão.

André Anlub

16 de setembro de 2011

(Texto Poético)


O ser notívago

Avenidas vazias, mãos e contramãos de molambos
Pelos mausoléus de fantasmas, passam colecionadores de isqueiros inúteis...
Catando lixos, latas e vidas ocas.

Sem pressa, arrastando corrente e levando seu corpo moribundo
Andam se esquivando de nada e balançando ao vento.

Ao som de motores noturnos, a luz dos postes e faróis...
Muitas vezes os remetem a uma vida de festas,
Uma existência regada a drogas que foram trocadas por comida e sexo.

Expectativas são contratempos de eras e momentos que não passam
Das bocas as mais puras conjecturas, dos olhos as bulas de remédios de leituras
Desenfeitam qualquer paisagem, enfeiam o que de pior que há.

Na fantasia de um deles surge um pássaro de bela penugem
O canto uma variação de tenor e gênero lírico, sublime delírio
Com o toque de um panorama, o inverno senta na primeira fila.

Não existem sapatos, pisa descalço em uma linda grama verde
Entre seus farrapos e uma velha esteira
Acabou o artefato, passou a bola, a doideira e a cola
Chega enfim o “canto” de uma britadeira.

André Anlub

15 de setembro de 2011



A Música Dos Dias (acróstico)

Amanhecer pesado

Musicas de pássaros agitados
Uma sinfonia desorganizada
Sons por todos os lados
Inicio de uma alvorada
Ciclo de uma jornada
A cada instante som irrelevante

Distante da calmaria das cidades grandes
Ostenta um verde ridículo
Selva, matas, coisas desse tipo

Destreza da mãe natureza
Invade com muita clareza
A minha paz juvenil
Sussurrando que estou senil.

André Anlub
Imagem: Web

13 de setembro de 2011


Cicatrizes

Sou eu...
Rosa com espinho que desabrocha
No silencio da gota do orvalho, sou eu...
Ontem o hoje e o amanhã, sou aquela
Ferida aberta que insiste a não cicatrizar.

Sou a lua, sou o sol, sou de carne, sou papel
A estrela mais linda nesse insensato céu
Criatura de mil fases, com alegria e tristeza.

Sou aquela que...
Ama como o cravo e a flor-de-lis
Amo-te por inteiro em você vejo a luz
Em mim o teu descanso de guerreiro...

Mas e eu? Eu sou...
O próprio guerreiro ferido
Mas que ainda peleja por teu amor e glória
Que te abraças, ergues e idolatra.

Por entre mundos e dimensões...
Enfrenta o frio, calor, demônios e dragões!

Sou a gentileza, e de tuas belezas as mais puras sedas
Ser mais amado, no âmago nunca enganado
O toque sutil, que te envolves em um prazer ínfimo
Sou tuas geleiras, em tempos acamados
Tuas cem cicatrizes de tuas vis veredas.

Somos um e outro
Brado e sossego
Sendo um no outro
A mais divina inocência!

Fabiana Mariano e André Anlub
Imegem: Web

28 de agosto de 2011

Disseram Por Ai: "Não Aguenta!, Bebe Leite"


PRABEBADO

Quem tudo pode-se enganar
Que disse que foi bode
Foi dono do céu e do mar
Comigo ninguém pode.

Que foi o rei da Espanha
Se tocar vai arranhar
Sempre bate nunca apanha
De Jesus vai duvidar.

Mas o bêbado coitado
Nem vai se lembrar
Com a vida no aloprado
Com a vida sem pensar.

Mas pra tudo há o lado bom
A merda que fede sempre tem que cheirar
Num grandioso som
De uma flatulência no ar

André Anlub

23 de agosto de 2011

Matéria Sobre o Cão Copie o Link Abaixo:

http://www.interney.net/blogs/inagaki/2007/10/17/o_cachorro_que_morreu_de_fome_em_nome_da/


Arte Contemporânea ou Morte da arte...?!

Mataram um cão...
e quem foi o cão?
o cão que morreu
ou a arte do ateu?

Sem alento e bem atento
Sem acerto e sem talento
Na busca da fama
Pela grana, fez-se lama.

Mataram a arte
jogaram no lixo
esfaquearam o trabalho
arte fácil é um risco

É a contemporânea
rasgando a distância
da beleza da criação
com a criação de um lixo!

Sem limite e piedade
Mostra no feio e no torto
Dizem ser realidade...
Faz o que é vivo cair morto

Nos empurram goela abaixo
Com prego e pimenta
Fazem por terem espaço
A exposição que ninguém aguenta!

E nós artistas, coitados,
Somos empurrados aos escombros
ou matamos a arte...
ou morremos como pombos.

Por André Anlub e Márcia de Sá

22 de agosto de 2011

22 de Agosto Dia Do Folclore


Nossas crianças

Criança que brinca com pião, pula corda e amarelinha
Às vezes solta uma pipa e no seu voo a imaginação vai junto.
Brinca de futebol de botão, jogar bola na rua, é o dono do mundo

Pensa, para que serve o relógio?

O tempo é infinito e o viver é além de bonito, subo sempre no pódio.

Cuidado que a Cuca vem ai, Bicho Papão, o Saci Pererê...
Se cuida eles podem lhe ver, suba logo na árvore!

Usando a imaginação, em um mundo só seu, tudo pode acontecer
Lendo Monteiro Lobato, as idéias no ato, vão no mato da vida...
Florescer.

Os adultos serão sempre crianças também
Só ficaram mais velhas, é o destino de todos.

Juntos nessa grande família, a brincadeira cria vida, voa além....

Se entender que papai e mamãe, viveram uma história, um conto de fadas
Se aproveitar a infância, aumenta a esperança, nascem almas aladas.

Querendo de todos o bem, para seguir trilhos certos, entrando em um trem
Esse é o trem da alegria, satisfação, o verdadeiro amor.
E por fim, guardados os brinquedos, benzidos os sonhos...
Durmam bem e amém.

André Anlub

Imagem:Web

20 de agosto de 2011


A(cama)da Mulher!

O gramofone e uma leitura, novo dia e nova jornada
Lá esta ela, com seus contra tempos, mas com demasiada calma
Paciente em recuperação, reabilitação que pinga lentamente
Do conta-gotas da existência...
Feito um veneno que não provem de uma serpente
Foi fabricado pela própria vítima.

Com os elos da corrente, que aos poucos se quebram
Já é tarde, mas não tarde demais
Riquezas e uma antiga beleza
Que se perdeu na memória...

Com sua boca mais contundente
Boca que exprime e se alimenta
A rosa que calou e novamente fala.

Santos nomes foram pronunciados
Pelas igrejas, mesquitas e casas santas que passou
Tugúrios, de madeiras podres, em que se apoiou e derramou o pranto
Que outrora usava para seus pecados.

Atualmente coleciona livros
Bíblias, alcorão, guita e outros livros santos
As estantes cheias, coração vazio
Sem respostas, cem perguntas
Segue sucumbido nesse calafrio!

André Anlub (20/08/11)

Biografia quase completa






Escritor, locador, vendedor de livros, protético dentário pela SPDERJ, consultor e marketing na Editora Becalete e entusiasta pelas Artes com uma tela no acervo permanente do Museu de Arte Contemporânea da Bahia (MAC/BA)

Autor de sete livros solo em papel, um em e-book e coautor em mais de 130 Antologias poéticas

Livros:
• Poeteideser de 2009 (edição do autor)
• O e-book Imaginação Poética 2010 (Beco dos Poetas)
• A trilogia poética Fulano da Silva, Sicrano Barbosa e Beltrano dos Santos de 2014
• Puro Osso – duzentos escritos de paixão (março de 2015)
• Gaveta de Cima – versos seletos, patrocinado pela Editora Darda (Setembro de 2017)
• Absolvido pela Loucura; Absorvido pela Arte
(Janeiro de 2019)

• O livro de duetos: A Luz e o Diamante (Junho 2015)
• O livro em trio: ABC Tríade Poética (Novembro de 2015)

Amigos das Letras:
• Membro vitalício da Academia de Artes, Ciências e Letras de Iguaba (RJ) cadeira N° 95
• Membro vitalício da Academia Virtual de Letras, Artes e Cultura da Embaixada da Poesia (RJ)
• Membro vitalício e cofundador da Academia Internacional da União Cultural (RJ) cadeira N° 63
• Membro correspondente da ALB seccionais Bahia, São Paulo (Araraquara), da Academia de Letras de Goiás (ALG) e do Núcleo de Letras e Artes de Lisboa (PT)
• Membro da Academia Internacional De Artes, Letras e Ciências – ALPAS 21 - Patrono: Condorcet Aranha

Trupe Poética:
• Academia Virtual de Escritores Clandestinos
• Elo Escritor da Elos Literários
• Movimento Nacional Elos Literários
• Poste Poesia
• Bar do Escritor
• Pé de Poesia
• Rio Capital da Poesia
• Beco dos Poetas
• Poemas à Flor da Pele
• Tribuna Escrita
• Jornal Delfos/CE
• Colaborador no Portal Cronópios 2015
• Projeto Meu Poemas do Beco dos Poetas

Antologias Virtuais Permanentes:
• Portal CEN (Cá Estamos Nós - Brasil/Portugal)
• Logos do Portal Fénix (Brasil/Portugal)
• Revista eisFluências (Brasil/Portugal)
• Jornal Correio da Palavra (ALPAS 21)

Concursos, Projetos e Afins:
• Menção Honrosa do 2° Concurso Literário Pague Menos, de nível nacional. Ficou entre os 100 primeiros e está no livro “Brava Gente Brasileira”.
• Menção Honrosa do 4° Concurso Literário Pague Menos, de nível nacional. Ficou entre os 100 primeiros e está no livro “Amor do Tamanho do Brasil”.
• Menção Honrosa do 5° Concurso Literário Pague Menos, de nível nacional. Ficou entre os 100 primeiros e está no livro “Quem acredita cresce”.
• Menção Honrosa no I Prêmio Literário Mar de Letras, com poetas de Moçambique, Portugal e Brasil, ficou entre os 46 primeiros e está no livro “Controversos” - E. Sapere
• classificado no Concurso Novos Poetas com poema selecionado para o livro Poetize 2014 (Concurso Nacional Novos Poetas)
• 3° Lugar no Concurso Literário “Confrades do Verso”.
• indicado e outorgado com o título de "Participação Especial" na Antologia O Melhor de Poesias Encantadas/Salvador (BA).
• indicado e outorgado com o título de "Talento Poético 2015" com duas obras selecionadas para a Antologia As Melhores Poesias em Língua Portuguesa (SP).
• indicado e outorgado com o título de Talento Poético 2016 e 2017 pela Editora Becalete
• indicado e outorgado com o título de "Destaque Especial 2015” na Antologia O Melhor de Poesias Encantadas VIII
• Revisor, jurado e coautor dos tomos IX e X do projeto Poesias Encantadas
• Teve poemas selecionados e participou da Coletânea de Poesias "Confissões".
• Dois poemas selecionados e participou da Antologia Pablo Neruda e convidados (Lançada em ago./14 no Chile, na 23a Bienal (SP) e em out/14 no Museu do Oriente em Lisboa) - pela Literarte

André Anlub por Ele mesmo: Eu moro em mim, mas costumo fugir de casa; totalmente anárquico nas minhas lucidezes e pragmático nas loucuras, tento quebrar o gelo e gaseificar o fogo; não me vendo ao Sistema, não aceito ser trem e voo; tenho a parcimônia de quem cultiva passiflora e a doce monotonia de quem transpira melatonina; minha candura cascuda e otimista persistiu e venceu uma possível misantropia metediça e movediça; otimista sem utopia, pessimista sem depressão. Me considero um entusiasta pela vida, um quase “poète maudit” e um quase “bon vivant”.

Influências – atual: Neruda, Manoel de Barros, Sylvia Plath, Dostoiévski, China Miéville, Emily Dickinson, Žižek, Ana Cruz Cesar, Drummond
Hobbies: artes plásticas, gastronomia, fotografia, cavalos, escrita, leitura, música e boxe.
Influências – raiz: Secos e Molhados, Chico Buarque, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Mutantes, Jorge Amado, Neil Gaiman, gibis, Luiz Melodia entre outros.
Tem paixão pelo Rock, MPB e Samba, Blues e Jazz, café e a escrita. Acredita e carrega algumas verdades corriqueiras como amor, caráter, filosofia, poesia, música e fé.