17 de fevereiro de 2015

Sicrano Barbosa




Sicrano Barbosa
(André Anlub - 14/5/14)

Chegou o tempo das convicções positivas
De amores desatados por mãos limpas
Lavadas com o suor da procura.

Eis mais um desafio no meio do povo 
“de andar semelhante”:
- barba bem feita,
O sapato novo
E alma nada desnuda.

Eis o semblante guerreiro,
Os filhos na escola e hora na labuta:
- comida na mesa e nove talheres
Para apenas duas mãos.

Chegou o tempo de desprender-se do básico
E não se sentir um traste por nada ter de praxe.

Fugindo da história:

Foi convicto à feira no domingo
E comprou seu peixe...

Subiu no velho caixote
E disse a todos os ouvintes:
- é bendito e bem-vindo o tal de Benvindo Nogueira...


Deputado do povo 
(eleito por ser um homem oprimido).

Voltando à história:

No arraste das horas a barba crescendo
E o sapato mais velho,
Vê-se esotérico ao som erudito
De um novo critério;

Agora homem simples,
Sicrano da vida
Em um mundo baldio.

A vida estava por um fio,
Mas as nuvens se foram
E tempestades sumiram.
(o chão é o limite)

O tempo chegou,
O clarão é mais vivo
Das asas no apoio
E o voo continuo.
(o céu é o limite).

Há estradas fáceis que levam ao pecado,
Mas há também caminhos íngremes 
Que estendem o tapete vermelho pro nada.

16 de fevereiro de 2015

Para ponderar... (brincadeira tem hora)

Brincadeira tem hora... e de mau gosto, preconceituosa e rasa não devem ter mais espaços.




Dueto da tarde (LXVII)



Dueto da tarde (LXVII)

Ainda não nasceu o dia mas a noite já se prepara. 
Um tailer transparente sobre a tez, um chapéu chique de praia e uma saia rendada de puro algodão egípcio. 
Não há nada que ela não saiba e não há nada que ela conheça. Tudo é velho novo. Tudo é novo velho. 
A noite foi morar uns tempos na Noruega, lá sentia-se mais ativa, participativa, mais mulher pura – dona de casa e da rua. Morou lá por doze horas. Voltou com a cabeça cheia de ideias que o dia ouviu com muita paciência; e na inocência de menina velha, quis transformar o mundo todo, uma revolução quase guerra.
Poucos entenderam. As manhãs não entenderam. E continuaram a chamar todas as cores da alvorada em seu favor. 
Foi um “auê”: nuvens em frenesi louco faziam formas obscenas; os mares ficaram revoltos e descontaram sua raiva nas pedras e mariscos.
Todos queriam e não queriam. Todos queriam sem saber o que. Mas queriam firme, queriam forte.
E foi assim que o sul se uniu ao norte, e jogaram com a vida e com a própria sorte boicotando a louca lua atrevida.
Uma união de doze horas também. Tempo de outra estadia na Noruega. Tempo de meia volta ao mundo. Tempo de um temporal de cores ambíguas.

Rogério Camargo e André Anlub
(16/2/15)

Preto e branca



Preto e branca
(André Anlub - 5/6/13)

Garanto minha frágil presença
No pensamento mais estranho
Que remete ao pesadelo
Da minha pele pintada de branco.

Enxergo essa minha entrega
Em reflexos de uma lâmina cega.
E de maneira sutil, tão simples,
Transcendo ao corte seguinte.

Em doação que faz mistura,
Nossas cruas carnes nuas
Fez contraste no arraste,
Na queima que é de praxe,
Do protocolo em leitura.

Ah, minha branquinha!
Bebemos na água pura.

Pegue o banco e a caipirinha
Venha sentar-se ao meu lado...

(desnuda – noite - minha)

Etílico silêncio



Etílico silêncio
(André Anlub - 2/2/12)

Meus silêncios são pendentes dos seus,
Gritam sem som enquanto você não volta.
(as voltas pelos bares, garrafas, copos).

Espero-lhe... 
Madrugadas, mágoas e salmos. 

Minhas revoltas,
Andando pela casa
Marcando o carpete
E os olhos de águas...

Socando pontas de facas
Lembrando-me de épocas.

Amo você... 
Quero-lhe como era 
(abstêmio e calmo).

Sua vida é falência e desgosto,
Pelo menos agora,
Nostalgia desarrumada,
Procurando encosto e gastando saliva. 

E na relva brotam palavras ao vento;
Declama poesia mas não sonha com mais nada. 

Muitos silêncios se atrelam
Aos de nossos rebentos,
Sons de vários momentos
Que por dentro se abafam.

E os mesmos por vários meses e anos 
Falam muito mais que um mar de palavras.

15 de fevereiro de 2015

Atrasado... (Happy Valentine’s Day!)




Oh, those boyfriends
are passionate interesting
their hearts, their novels
committed love.
They boundless follies
heated passion without judgment
only accept improvisation
do not accept guesses.
Ah, these lovers
is shameless that supply
say gives nausea
say it seethes
and often ...
cause envy.

André Anlub®
(10/06/13)

No sofá de uma sala



No sofá de uma sala
(André Anlub - 21/4/13)

O amor é a maior das certezas
E mesmo assim acontecem infinitos equívocos.

Não se fala em outra coisa
Em todos os lugares:
Em bares, ginásios, tablados,
Basílicas, praias, boates,
Iates, aviões ou carros.

A bola gira, cabelo cai,
O amor derrotado.
Flecha no peito, faca nas costas,
O bobo da corte coroado.

A imagem escureceu,
Os braços ficaram pesados
E nada mais se pode fazer.

Há um enorme e frio buraco,
Onde o eco cantarola sua fala
E no perceber que chegou ao profundo
Vê-se sentado no sofá de uma sala.


Na arte nada, nunca, pode estar 100% a contento... 
A barriga fica cheia e acaba a fome!

Dueto da tarde (LXVI)



Dueto da tarde (LXVI)

Está no ar e é liberdade que se aprisiona individualmente em um leque de possibilidades.
Está no ar e quase cai com o peso da responsabilidade.
É a absolvição que muitos procuram, muleta inquebrável e onipresente, é o Rei e o indigente, é a lei e a contravenção.
A liberdade da prisão, a prisão da liberdade e todos falam nagô em iídiche.
Vê-se e põe-se então a salvação que escorre pelas mãos, que residia no interno e na intenção  e no momento transpira em policromias.
Os pés imaginam asas, mas imaginar asas não dá asas aos pés; os olhos imaginam o sossego, mas imaginar o sossego já é um bom começo.
Sonhar sonharia sonhará sempre sonhando sonhos sonháveis a sono solto.
Vê-se e faz-se circuncisão num fundo preto por cima dos pesadelos e entram as primaveras nos desenhos perfeitos nas circunscrições de suas quimeras.
Acordar seria fácil, mas incômodo. Ajeita a cabeça entre as estrelas, mesmo que elas sejam apenas poeira nada cósmica, e a cômica crônica de seu cotidiano é de novo e sempre a companheira ideal.

Rogério Camargo e André Anlub
(15/2/15)

Biografia quase completa






Escritor, locador, vendedor de livros, protético dentário pela SPDERJ, consultor e marketing na Editora Becalete e entusiasta pelas Artes com uma tela no acervo permanente do Museu de Arte Contemporânea da Bahia (MAC/BA)

Autor de sete livros solo em papel, um em e-book e coautor em mais de 130 Antologias poéticas

Livros:
• Poeteideser de 2009 (edição do autor)
• O e-book Imaginação Poética 2010 (Beco dos Poetas)
• A trilogia poética Fulano da Silva, Sicrano Barbosa e Beltrano dos Santos de 2014
• Puro Osso – duzentos escritos de paixão (março de 2015)
• Gaveta de Cima – versos seletos, patrocinado pela Editora Darda (Setembro de 2017)
• Absolvido pela Loucura; Absorvido pela Arte
(Janeiro de 2019)

• O livro de duetos: A Luz e o Diamante (Junho 2015)
• O livro em trio: ABC Tríade Poética (Novembro de 2015)

Amigos das Letras:
• Membro vitalício da Academia de Artes, Ciências e Letras de Iguaba (RJ) cadeira N° 95
• Membro vitalício da Academia Virtual de Letras, Artes e Cultura da Embaixada da Poesia (RJ)
• Membro vitalício e cofundador da Academia Internacional da União Cultural (RJ) cadeira N° 63
• Membro correspondente da ALB seccionais Bahia, São Paulo (Araraquara), da Academia de Letras de Goiás (ALG) e do Núcleo de Letras e Artes de Lisboa (PT)
• Membro da Academia Internacional De Artes, Letras e Ciências – ALPAS 21 - Patrono: Condorcet Aranha

Trupe Poética:
• Academia Virtual de Escritores Clandestinos
• Elo Escritor da Elos Literários
• Movimento Nacional Elos Literários
• Poste Poesia
• Bar do Escritor
• Pé de Poesia
• Rio Capital da Poesia
• Beco dos Poetas
• Poemas à Flor da Pele
• Tribuna Escrita
• Jornal Delfos/CE
• Colaborador no Portal Cronópios 2015
• Projeto Meu Poemas do Beco dos Poetas

Antologias Virtuais Permanentes:
• Portal CEN (Cá Estamos Nós - Brasil/Portugal)
• Logos do Portal Fénix (Brasil/Portugal)
• Revista eisFluências (Brasil/Portugal)
• Jornal Correio da Palavra (ALPAS 21)

Concursos, Projetos e Afins:
• Menção Honrosa do 2° Concurso Literário Pague Menos, de nível nacional. Ficou entre os 100 primeiros e está no livro “Brava Gente Brasileira”.
• Menção Honrosa do 4° Concurso Literário Pague Menos, de nível nacional. Ficou entre os 100 primeiros e está no livro “Amor do Tamanho do Brasil”.
• Menção Honrosa do 5° Concurso Literário Pague Menos, de nível nacional. Ficou entre os 100 primeiros e está no livro “Quem acredita cresce”.
• Menção Honrosa no I Prêmio Literário Mar de Letras, com poetas de Moçambique, Portugal e Brasil, ficou entre os 46 primeiros e está no livro “Controversos” - E. Sapere
• classificado no Concurso Novos Poetas com poema selecionado para o livro Poetize 2014 (Concurso Nacional Novos Poetas)
• 3° Lugar no Concurso Literário “Confrades do Verso”.
• indicado e outorgado com o título de "Participação Especial" na Antologia O Melhor de Poesias Encantadas/Salvador (BA).
• indicado e outorgado com o título de "Talento Poético 2015" com duas obras selecionadas para a Antologia As Melhores Poesias em Língua Portuguesa (SP).
• indicado e outorgado com o título de Talento Poético 2016 e 2017 pela Editora Becalete
• indicado e outorgado com o título de "Destaque Especial 2015” na Antologia O Melhor de Poesias Encantadas VIII
• Revisor, jurado e coautor dos tomos IX e X do projeto Poesias Encantadas
• Teve poemas selecionados e participou da Coletânea de Poesias "Confissões".
• Dois poemas selecionados e participou da Antologia Pablo Neruda e convidados (Lançada em ago./14 no Chile, na 23a Bienal (SP) e em out/14 no Museu do Oriente em Lisboa) - pela Literarte

André Anlub por Ele mesmo: Eu moro em mim, mas costumo fugir de casa; totalmente anárquico nas minhas lucidezes e pragmático nas loucuras, tento quebrar o gelo e gaseificar o fogo; não me vendo ao Sistema, não aceito ser trem e voo; tenho a parcimônia de quem cultiva passiflora e a doce monotonia de quem transpira melatonina; minha candura cascuda e otimista persistiu e venceu uma possível misantropia metediça e movediça; otimista sem utopia, pessimista sem depressão. Me considero um entusiasta pela vida, um quase “poète maudit” e um quase “bon vivant”.

Influências – atual: Neruda, Manoel de Barros, Sylvia Plath, Dostoiévski, China Miéville, Emily Dickinson, Žižek, Ana Cruz Cesar, Drummond
Hobbies: artes plásticas, gastronomia, fotografia, cavalos, escrita, leitura, música e boxe.
Influências – raiz: Secos e Molhados, Chico Buarque, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Mutantes, Jorge Amado, Neil Gaiman, gibis, Luiz Melodia entre outros.
Tem paixão pelo Rock, MPB e Samba, Blues e Jazz, café e a escrita. Acredita e carrega algumas verdades corriqueiras como amor, caráter, filosofia, poesia, música e fé.