9 de abril de 2015
Mar de doutrina sem fim
Mar de doutrina sem fim
(André Anlub - 12/5/14)
Houve aquele longo eco daquele verso forte desafiador;
Pegou carona na onda suntuosa de todo mar agitado:
- fui peixe insano com dentes grandes e olhar de bardo;
Fui garoto, fui garoupa, fui a roupa do rei de Roma...
E vou-me novamente mesmo agora não sendo.
Construo meus barcos no sumo da imaginação:
(minhas naves, pés e rolimãs),
E como imãs com polos iguais, passo batido...
Por ilhas virgens – praias nobres – boa brisa;
Quero ancorar nas ilhas Gregas, praias dos nudistas e ventos de ação.
Lá vem novamente as velhas orações dos poetas,
A tinta azul no papel árduo
E vozes roucas das bocas largas,
Mas prolixas: mês de maio, mais profetas.
E houve e não há, o que foi não se repete;
Indiferente das rimas de amor – vem outro repente...
O mar calmo oferece amparo:
- sou Netuno e esqueci o tridente,
Trouxe um riso com trinta e dois dentes;
Sou mistério que mora no quadrado de toda janela,
O beijo dele, dela, da alma ardente que faz o mar raro.
8 de abril de 2015
Na saliva da vida
Na saliva da vida
(André Anlub - 4/4/13)
Sem rumo, faz do instinto sua bússola,
Anda com a cara e a coragem...
Não mata um leão por dia,
Mas encara a besta macabra.
É dono dos prós e contras,
Um pé na frente e outro atrás.
Constrói seus moinhos de vento
Ao som de um clássico do jazz.
A cada lua minguante,
Pinta um cômodo da casa
E rega o jardim das camélias...
Que vibram nas águas dançantes.
O cachorro deitado num canto
E o canto dos pássaros belos:
- O pica-pau e o trinca-ferro
- O bem-te-vi e um melro...
Dão mais vida ao montante.
O voo da tranquilidade
Num céu azul de espaço,
Abraço da vida em liberdade
É o beijo na sede no riacho.
Não mais submerso em vil fachada,
Brinda os versos da mãe natureza;
Em aquarelas muito além das janelas
Que atravessa seguindo as pegadas.
Agora não são mais quimeras,
Novas paixões o esperam...
Sem sonho, sem pouco, sem mera
Nas mil opções de chegadas.
Charles Darwin sobre a escravidão.
Ao chegar no Brasil e ver de perto a escravidão, Darwin escreveu esse relato:
“Perto do Rio de Janeiro, minha vizinha da frente era uma velha senhora que tinha umas tarraxas com que esmagava os dedos de suas escravas. Em uma casa onde estive antes, um jovem criado mulato era, todos os dias e a todo momento, insultado, golpeado e perseguido com um furor capaz de desencorajar até o mais inferior dos animais. Vi como um garotinho de seis ou sete anos de idade foi golpeado na cabeça com um chicote (antes que eu pudesse intervir) porque me havia servido um copo de água um pouco turva… E essas são coisas feitas por homens que afirmam amar ao próximo como a si mesmos, que acreditam em Deus, e que rezam para que Sua vontade seja feita na terra! O sangue ferve em nossas veias e nosso coração bate mais forte, ao pensarmos que nós, ingleses, e nossos descendentes americanos, com seu jactancioso grito em favor da liberdade, fomos e somos culpados desse enorme crime.”
(Charles Darwin, A Viagem do Beagle)
Olheiros
et pendant ce temps là du côté d'Hawaii...
Posted by MCS Extrême on Quarta, 8 de abril de 2015
Olheiros
(André Anlub - 2/4/14)
Em ziguezague, cá e lá, tantos olhos nus,
Aguardando a ponta do sol
Que vai nascer num mote distante...
De um lugar nenhum... não importa!
Como sossegos que assustam morcegos
Escondidos em cavernas,
Companheiros dos sentimentos tímidos;
Alma cálida daquela paixão nada passageira,
Derramando na veia, demudando o que corre no corpo.
Da sola do pé ao topo:
- Vinho tinto - Vinho do Porto... saboreia.
Seu lugar à mesa não está vazio,
É seu disponível - é seu abrigo.
Inimigo e amigo do seu espírito
Em plena consciência da compaixão...
Humildade; venha fartar-se tão breve
Nessa mesa ou naquela
Na panela de quem se atreve...
Venha sentar-se tão logo
Nesse ou naquele colo ou no solo frio do chão.
As torradas estão prontas,
Saltam da torradeira,
Na hora exata de derreter
A manteiga; o aroma intenso do inexperiente mel
Espalha-se pela mesa junto com as tintas
De um novo artista que os olheiros cobiçam.
Hora do recreio
10 Composition Tips with Award-Winning Photographer Steve McCurry!www.artFido.com/popular-art
Posted by artFido - fetching art on Sábado, 21 de março de 2015
Hora do recreio
(André Anlub - 21/9/13)
Quem será o guardião desse coração:
Tão intenso raro e quente.
Nesse vai e vem do povo a cólera passa rente...
Tentando roubar o puro, esconder o tesouro,
Cavando um túmulo e matando os loucos.
Tudo se transforma na fala
Da saliva da ponta da língua.
Na palma da mão que entorna a raiva,
Perdendo-se no céu anfitrião.
Sendo o alicerce mais forte,
Fez-se o castelo - nasce o coveiro...
Que rompe vis elos, enterra as contendas.
Encarcera o faqueiro que insiste no corte.
A verdade mostra para que veio
E o ópio evapora na veia.
Surge a sorte pisando na morte,
Tornando o instante um instante perfeito.
O som é mais ameno,
No feliz badalar dos sinos
Para a hora do recreio.
Dueto da tarde (CXVIII)
Dueto da tarde (CXVIII)
A prisão do prisioneiro sorria (e ele não via) para ele do lado de fora
É o dentro roçando a morte, mas a “mais-valia” da vida sempre mostrou um tal norte que mesmo ao sul do sul sempre seria.
Mas era preciso abrir a porta. O prisioneiro não abria a porta.
Abria um largo sorriso – abria um conciso abraço – abria o laço, o lenço –, e abria até um tenso espaço... Mas a porta nada.
Para quem sorria o prisioneiro se a prisão lhe sorria e ele não via nem abria a porta que lhe sorria? Para tudo e para nada: tudo é nada na prisão que mantém a porta fechada.
Será que vinha em sua mente que tão torta é a tal porta, ao ponto de ser prepotente e se achar no direito que venha sempre um sujeito e a abra?
Dá dois passos para dentro e no centro do calabouço cala a boca e procura a saída.
Mexe no baú, nos maços de cigarros, vasculha o armário, levanta o colchão, enfia no sanitário sua mão e por fim encontra o seu vácuo... E dentro do vácuo sua história.
Reescreve o que deve sem pegar caneta, prancheta, papel, ideia de céu ou de inferno. Só reescreve o que deve mentalmente.
Deixa para por no papel depois, pois o ritual é notívago: dobrar bem dobrado, colocar dentro do saquinho plástico, enfiar novamente a mão no sanitário e esconder bem escondido.
A prisão tem suas regras. O prisioneiro segue as regras da prisão como um religioso. A única discussão ainda não se deu. Porque há um sorriso do lado de fora. E ele não vê.
Chega o dia em que o sorriso oculta seus dentes dando vez ao manto negro e a foice; foi-se a chance de se fazer visto, brota de imprevisto o inferno em longo alcance... o leva, o devora, ignora sua cela e seus manuscritos.
Quem não sai fica. Quem fica enraíza. Enraizado vai frutificar uma fruta não muito rara de sabor acre, de crosta em aço, quase, de perfume aziago, de aparência repulsiva. E a prisão continuará sorrindo para ele, do lado de fora.
Rogério Camargo e André Anlub
(8/4/15)
7 de abril de 2015
Foi hoje na madrugada
INCRÍVEL! O músico Wojtek Pilichowski, surpreende em um lindo solo de Baixo!
Posted by Cifras on Terça, 24 de junho de 2014
Foi hoje na madrugada
(André Anlub - 11/3/12)
Querem saber o seu verdadeiro nome,
Anseiam que diga seus mais secretos mistérios,
Depois irão espalhar aos quatro cantos e ventos,
Assim talvez possam beber na sua fonte.
Não que seja pecadora ao extremo...
Que confesse com afinco o passado e o presente.
Sei que sou afetuoso e inexperiente,
Pois meu coração está absolutamente enfermo.
Posso ouvi-la gritando por dentro,
Sentir o seu ventre ininterruptamente clamar:
- quero novamente arriscar um rebento,
Pois sei que você sabe exatamente o que é amar.
E vem me dizer com olhares irrigados:
- essa noite eu o vi em um maravilhoso sonho,
Abraçado comigo era belo e afetuoso,
Voávamos por sobre a Ilha de Páscoa,
Carregava-me nos braços, batendo suas asas.
Assim choro junto! E ela continua:
- tinha o seu rosto de quando era pequeno
sorriso, feição e discurso sereno.
Vi-me abençoada e regada em satisfação
Criei esse filho em minha imaginação.
Na raiz do dom
Atenção, rockeiros da madrugada! À 0h15, o diretor Vladimir Carvalho expõe seu lado cinéfilo no programa "Faróis do Cinema" e, logo na sequência exibiremos seu documentário "Rock Brasília - Era de Ouro"! Veja mais >> http://bit.ly/RockBRAss
Posted by Canal Brasil on Terça, 7 de abril de 2015
Na raiz do dom
(André Anlub - 8/6/14)
A lava incandescente esfriou-se
Deixou seu toque, deixou sua marca...
Na raiz do dom brotou a escultura.
Tornou-se uma espécie de diamante;
Como se habitasse o cerne de um vulcão
Com sua mente até o momento na vadiagem.
A imaginação no foco extremo em reflexão
E é erma a ínfima preocupação,
Pois assim cresce a suntuosa viagem.
Há o segredo escondido nas chamas,
Canção rara, afetuosa e leve,
Letra que derrama em sonho breve
No mistério do império na miragem.
Há o manuscrito de um Deus cintilando aos olhos,
Nas minhas, nas suas e nas leituras de todos.
É o ritmo dos jogos,
Parábolas com flores,
Pássaros pousados em bonecos de neve.
Vem à faísca em inspiração,
Veio o derramamento das tintas
Em mãos poéticas de mentes abertas
Em vozes de alerta.
Foi no ponto final ou nas três letras do “etc.”...
Ainda em algo abreviado de tal ser banal,
Ser errado que jamais o é,
E como transforma (-se)!
Veio novamente em nós,
Fez criação e liquefez na ação
E se tudo der certo em breve retorna.
Dueto da tarde (CXVII)
Trabalhador: querem tirar os seus direitos!Conheça o Projeto de Lei que pode atacar a CLT e os direitos dos trabalhadoresO PL 4330, que libera a terceirização para todas as atividades de empresas entrará na pauta do Congresso. As entidades trabalhistas acusam o projeto de, na prática, legalizar o desmanche da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), retirando direitos da classe trabalhadora e proporcionando aos setores patronais segurança jurídica para manter e até mesmo ampliar a precarização das relações e condições de trabalho.Centrais e movimentos vão às ruas contra o PL da TerceirizaçãoCentrais sindicais e movimentos populares do campo e da cidade realizam nesta terça-feira (7) manifestações em todo o Brasil para barrar a votação pelo Congresso Nacional do Projeto de Lei 4330. Os atos em todo o Brasil serão também em defesa da saúde pública, da democracia, dos direitos dos trabalhares, da Petrobras e das reformas política, tributária e agrária. Combate à corrupção e a necessidade do marco regulatório das comunicações também estão na pauta.Segundo o estudo “Terceirização e Desenvolvimento: uma conta que não fecha”, produzido pela CUT em parceira com o Dieese, O Brasil tem atualmente, 12,7 milhões de trabalhadores (6,8% do mercado de trabalho) terceirizados, muitas em vezes em condições de subemprego e análogo à escravidão. A pesquisa mostra que os terceirizados ganham menos, trabalham mais e correm mais risco de sofrer acidentes, inclusive fatais.Em dezembro de 2013, os trabalhadores terceirizados recebiam 24,7% a menos do que os que tinham contratos diretos com as empresas, tinham uma jornada semanal de 3 horas a mais e eram as maiores vítimas de acidentes de trabalho.Dos 10 maiores grupos de trabalhadores em condições análogas à de escravos resgatados entre 2010 e 2013, 90% eram terceirizados.No setor elétrico, segundo levantamento da Fundação Comitê de Gestão Empresarial (Coge), os trabalhadores terceirizados sofreram 3,4 vezes mais acidentes fatais do que os efetivos nas distribuidoras, geradoras e transmissoras da área de energia elétrica.#Dia7DiaDeLuta
Posted by Podemos Mais on Terça, 7 de abril de 2015
Dueto da tarde (CXVII)
A água fria na cascata, tempo gélido, céu gris, bruma pairando baixa pela mata e o sortilégio de um aprendiz.
Passos cuidadosos medindo o perigo e a segurança, colocando os dois numa balança, com a atenção de quem avança e a predileção pela alegria. Bem, era assado e assim que se dizia.
Olfato apurado: adiante há algo interessante. Mas só um ignorante avançaria sem medir o que pode e o que poderia.
Olhos de Lince no lance: há rastros largos que um leigo dirá ser da chuva. Dá chuva? nem chovendo!
Olhos de lanceiro lançando-se, mas com cuidado e método, com método e atenção, com atenção e cuidado.
Vê por todos os lados, e vê por dentro e por fora, e vê até além dessa bola: o tudo exposto em um porta-retrato.
A água fria da cascata pode ser a água quente da cascata, a água fervente da cascata e a mata, que mata, pode (deve?) dar vida.
Quem sabe a vida espera à frente e curará no mundo toda ferida – moléstia do doido doente que tudo tem mas nada presta.
O quem sabe é um “quem sabe?” Por enquanto é aqui e agora, um passo depois de outro, uma espreita depois de outra.
O rastro largo a cada pensar vago o deixava ainda mais fuçador; a água fria presta-lhe o banho e o sol não deu as caras, mas emprestou seu calor.
A floresta é o que resta e não se presta a descasos. Avançar sempre, mas com estratégia. Régia recompensa? Talvez, mas pouco importa. Tirando para sobreviver até amanhã já está ótimo.
Rogério Camargo e André Anlub
(7/4/15)
Assinar:
Postagens (Atom)
Biografia quase completa

Escritor, locador, vendedor de livros, protético dentário pela SPDERJ, consultor e marketing na Editora Becalete e entusiasta pelas Artes com uma tela no acervo permanente do Museu de Arte Contemporânea da Bahia (MAC/BA)
Autor de sete livros solo em papel, um em e-book e coautor em mais de 130 Antologias poéticas
Livros:
• Poeteideser de 2009 (edição do autor)
• O e-book Imaginação Poética 2010 (Beco dos Poetas)
• A trilogia poética Fulano da Silva, Sicrano Barbosa e Beltrano dos Santos de 2014
• Puro Osso – duzentos escritos de paixão (março de 2015)
• Gaveta de Cima – versos seletos, patrocinado pela Editora Darda (Setembro de 2017)
• Absolvido pela Loucura; Absorvido pela Arte
(Janeiro de 2019)
• O livro de duetos: A Luz e o Diamante (Junho 2015)
• O livro em trio: ABC Tríade Poética (Novembro de 2015)
Amigos das Letras:
• Membro vitalício da Academia de Artes, Ciências e Letras de Iguaba (RJ) cadeira N° 95
• Membro vitalício da Academia Virtual de Letras, Artes e Cultura da Embaixada da Poesia (RJ)
• Membro vitalício e cofundador da Academia Internacional da União Cultural (RJ) cadeira N° 63
• Membro correspondente da ALB seccionais Bahia, São Paulo (Araraquara), da Academia de Letras de Goiás (ALG) e do Núcleo de Letras e Artes de Lisboa (PT)
• Membro da Academia Internacional De Artes, Letras e Ciências – ALPAS 21 - Patrono: Condorcet Aranha
Trupe Poética:
• Academia Virtual de Escritores Clandestinos
• Elo Escritor da Elos Literários
• Movimento Nacional Elos Literários
• Poste Poesia
• Bar do Escritor
• Pé de Poesia
• Rio Capital da Poesia
• Beco dos Poetas
• Poemas à Flor da Pele
• Tribuna Escrita
• Jornal Delfos/CE
• Colaborador no Portal Cronópios 2015
• Projeto Meu Poemas do Beco dos Poetas
Antologias Virtuais Permanentes:
• Portal CEN (Cá Estamos Nós - Brasil/Portugal)
• Logos do Portal Fénix (Brasil/Portugal)
• Revista eisFluências (Brasil/Portugal)
• Jornal Correio da Palavra (ALPAS 21)
Concursos, Projetos e Afins:
• Menção Honrosa do 2° Concurso Literário Pague Menos, de nível nacional. Ficou entre os 100 primeiros e está no livro “Brava Gente Brasileira”.
• Menção Honrosa do 4° Concurso Literário Pague Menos, de nível nacional. Ficou entre os 100 primeiros e está no livro “Amor do Tamanho do Brasil”.
• Menção Honrosa do 5° Concurso Literário Pague Menos, de nível nacional. Ficou entre os 100 primeiros e está no livro “Quem acredita cresce”.
• Menção Honrosa no I Prêmio Literário Mar de Letras, com poetas de Moçambique, Portugal e Brasil, ficou entre os 46 primeiros e está no livro “Controversos” - E. Sapere
• classificado no Concurso Novos Poetas com poema selecionado para o livro Poetize 2014 (Concurso Nacional Novos Poetas)
• 3° Lugar no Concurso Literário “Confrades do Verso”.
• indicado e outorgado com o título de "Participação Especial" na Antologia O Melhor de Poesias Encantadas/Salvador (BA).
• indicado e outorgado com o título de "Talento Poético 2015" com duas obras selecionadas para a Antologia As Melhores Poesias em Língua Portuguesa (SP).
• indicado e outorgado com o título de Talento Poético 2016 e 2017 pela Editora Becalete
• indicado e outorgado com o título de "Destaque Especial 2015” na Antologia O Melhor de Poesias Encantadas VIII
• Revisor, jurado e coautor dos tomos IX e X do projeto Poesias Encantadas
• Teve poemas selecionados e participou da Coletânea de Poesias "Confissões".
• Dois poemas selecionados e participou da Antologia Pablo Neruda e convidados (Lançada em ago./14 no Chile, na 23a Bienal (SP) e em out/14 no Museu do Oriente em Lisboa) - pela Literarte
André Anlub por Ele mesmo: Eu moro em mim, mas costumo fugir de casa; totalmente anárquico nas minhas lucidezes e pragmático nas loucuras, tento quebrar o gelo e gaseificar o fogo; não me vendo ao Sistema, não aceito ser trem e voo; tenho a parcimônia de quem cultiva passiflora e a doce monotonia de quem transpira melatonina; minha candura cascuda e otimista persistiu e venceu uma possível misantropia metediça e movediça; otimista sem utopia, pessimista sem depressão. Me considero um entusiasta pela vida, um quase “poète maudit” e um quase “bon vivant”.
Influências – atual: Neruda, Manoel de Barros, Sylvia Plath, Dostoiévski, China Miéville, Emily Dickinson, Žižek, Ana Cruz Cesar, Drummond
Hobbies: artes plásticas, gastronomia, fotografia, cavalos, escrita, leitura, música e boxe.
Influências – raiz: Secos e Molhados, Chico Buarque, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Mutantes, Jorge Amado, Neil Gaiman, gibis, Luiz Melodia entre outros.
Tem paixão pelo Rock, MPB e Samba, Blues e Jazz, café e a escrita. Acredita e carrega algumas verdades corriqueiras como amor, caráter, filosofia, poesia, música e fé.
-
Filha e esposa de Edir Macedo dando, aula de desapego:
-
Vacina #Vacina Das Loucuras (boomboclaat) Aos prantos já sabia devidamente os desencontros que virão Na contramão do tempo que passava sem...
-
Poemas de Manoel de Barros Via: Templo Cultural Delfos SEU MARGENS Seu Zezinho-margens-plácidas, célebre fazedor de discursos patr...
