7 de julho de 2015

A crise econômica brasileira, que até nem é tão grave assim – nós mesmos já vivemos coisa bem pior –, está levando o comércio a fazer liquidações não só bem antes do costume como bem mais generosas. Ano passado a queima de estoque do inverno oferecia 40% de desconto. Este ano bate nos 70% e o inverno mal começou. Dizem que é só para os lojistas garantirem capital de giro, uma vez que o custo do dinheiro está muito alto. Não sei. O que eu sei é que este universo de coisas me bate mal na sensibilidade,  acho complicado, enredante, viscoso, pesado, feio, grosseiro. Por mim não haveria nada disso. Por mim, na minha delirante utópica visão de um ideal, todo mundo aplicava sem qualquer esforço, com absoluta naturalidade, aquela máxima: “De cada um conforme sua capacidade, a cada um conforme sua necessidade”. Tenho a alucinada pretensão de achar que isso levado a consequências  totais geraria um sistema de equilíbrio tamanho que não se precisaria comerciar coisa alguma. Talvez em algum lugar do universo eu não seja facilmente desmentido.

Rogério Camargo 

madrugada de 7 de julho de 2015



Tudo branco em paz se apraz o branco do Apraz. 
(madrugada de 7 de julho de 2015)

Escrever não é terapia, não é parto, não te faz farto tampouco filho. Escrever não é domínio nem domingo, não é sábado nem babado, nem modismo, erotismo macho bosta ou viado. Escrever não descoberta, nem procura, não é ouro, prata ou cobre, não está vestida ou desnuda, não é rua nem avenida, nem voo ou aterrisagem, não é quarto fechado, alcova, escova, pasta, dente, boca  ou paisagem, não é nada nem tudo, não é cura ou Kurosawa, nem rei nem vagabundo, nem o submundo da saudade. Escrever não é fuga nem afago, nem figo nem quiabo, não traz solução para o problema, não tem esquema, bula, equação, estratagema; não é longe nem perto, nem aqui, kiwi ou banana; não tem raça, cor e credo, nem cruz credo que ameaça; não trapaça ou joga limpo, não está no limbo, céu ou inferno. Aos olhos postos no céu azul, sem nuvem, podemos ler o verso... Nenhum verso estava ali, fizemos/falamos/escrevemos/sentimos para dor ou prazer em nós. Tudo é para si – nem sílaba que entre, nem poemas que saia – tão somente si. De resto fica a impressão da opção de parar ou andar ou correr ao redor do mundo, mesmo sabendo que poderá acabar no mesmo lugar. 

André Anlub

6 de julho de 2015

Algumas histórias

Quem curte a #músicaindependente do Brasil não pode perder a série O Outro Lado do Disco, todo domingo, às 21h30!Para...
Posted by Canal Brasil on Segunda, 6 de julho de 2015


Algumas histórias
(André Anlub - 12/02/12) - Parte II

Estava cá com meus botões,
Rememorando velhos bordões.
Pensando em épocas remotas,
Concupiscências e efígies mortas.

Lembrei-me de amores perdidos,
Esquecendo-me de dores achadas,
Pessoas que foram imaculadas
E demônios travestidos de amigos.

Recordo dos conhecidos porteiros
Nas calçadas com seus banquinhos,
Sentados o dia inteiro
Ao lado dos seus radinhos.
Vozes agudas dos rádios a pilha,
Diversão do seu dia a dia,
Hoje atrás de grades e guaritas,
Entregues a sorte e a morte,
Sem segurança...
(à revelia)

Lembrei-me das ruas sem movimento,
Que serviam de campo de futebol.
A ausência maciça de lamento,
Para todos nascia o sol.

O gol feito de chinelos,
A bola “dente de leite”,
Seguia torta em caminhos retos,
Felicidade que compunha a gente.

manhã de 6 de julho de 2015



O frio das frutinhas congeladas; o calor das mangas no pé e no aguardo da sua subida
(manhã de 6 de julho de 2015)

Volta Voltaire, sai Sartre. Entre filosofia nada barata e contos e desencontros de Kafka, fico com Jorge Amado. Assim sigo no tempo sem dar tempo as intempéries, com o pé direito e direto ao direito de apenas ser feliz e nada mais. Ouvidos atentos  nas bocas que nada falam, assim não se escuta, – até se ouve.... mas – nada se escuta. Mostre-me sua simpatia que vou varrer a casa, prender os cachorros, preparar o lanche e o chá da tarde... pois terei enorme prazer em já deixar a porta escancaradamente aberta – à sua disposição. “Não se faz mais alegria como antigamente”, discordo completamente. Há demasiada ambição, há exagerado ódio e pedras nas mãos; mas há mais foco, pois se conhece melhor os inimigos. Aliás, eles estão fendidos, tão expostos que até cegos veem... Há menos máscaras para nos enganarmos. Meu maracujá está subindo pelas paredes, mas não de raiva e sim de produção, de querer vida, querer dar frutos e mostrar-se belo. Faz um tempinho – acho que foi em 2012 – que eu disse: tenho a parcimônia de quem cultiva passiflora. Agora admito ainda mais: é verdade, e acho que minha paciência aumentou daqueles tempos para cá. Muita coisa mudou e o cenário é o mesmo. Como? Explico! Mudou a priori dentro da minha cabeça; meus atos estão mais lúcidos, assim como vejo o mesmo acontecer com amigos que caminharam sem medo e com determinação e coragem. Alguns arriscaram e não foram felizes, mas arriscaram e irão arriscar novamente... Mas muitos – muitos mesmo – estão em marcha forte e inatingível ao objetivo traçado. 
Continuo aplaudindo os que saem da inércia (seja mental, espiritual ou física) dos devaneios traquinas, com fedor nas narinas, e incongruentes. Aplaudo de pé sim, e aplaudo sempre, aqueles que são verdadeiramente felizes (ou tentam ser) e não se afogam – se consolam – se isolam – se viciam – se vitimizam ou sequer pensam sobre alguma coisa que não sejam suas angústias – se castram nas filosofias de autoajuda, das furtações de vida e valores, oferecendo a concessão gratuita e mentirosa de sorrisos frios, de rios de água insalubre, de comoções vazias, de bom dia com caras de bundinha e da insensibilidade nas árvores frutíferas... Prefere as frutinhas congeladas. 

André Anlub

5 de julho de 2015

Fruto franco

Some crazy surfers riding the biggest waves in the world.Download song from video: https://soundcloud.com/goshfatherjinco/dido-thankyou-gjedition
Posted by Goshfather & Jinco on Quarta, 8 de outubro de 2014


Fruto franco
(André Anlub - 13/4/13)

Estreia uma nova forma de amar,
Na verdade, não tão nova assim.
Vivendo um dia de cada vez,
Sendo verdadeiro e oportuno.

Renovando a cada sol nascer,
Inovando a cada breu noturno.

Na tez uma coloração; degrade do arrebol,
Ilumina por vez o ser sincero, dedicado.

Alma é força e lume,
Sentimento ao cume,
Fez da idade, moça.

Com o tempo torna-se rotina,
Surge, na surdina, o sentimento maior.

Ao som de grandes esperanças (high hopes)
Pesando na balança:
Mudança – procura – sina.

Cai dente de leite, estrela cadente - no céu da boca.
Dança de línguas, mingau adoçado - letrinhas na sopa.
Um pé de manga e bem ao lado - pé de fio dental.
Um ponto final, logo depois - etecetera e tal.

Para Sylvia



Para Sylvia      
(André Anlub - 15/4/12)

Abra a porta e deixe a felicidade entrar,
Conte à ela toda sua vida e suas histórias,
Fale de suas amarguras e vitórias...
Convide-a para um chá, temos pão integral e frutas.
Que tal a deixarmos recitar um poema seu?
Fazer desse momento aquele que nunca se esqueça:
- Vamos Sylvia, então escolha você...
Assim, de repente,
Sumimos para além dessa redoma de vidro,
Para longe de uma coação em sua cabeça.
Diga em voz alta, exponha o que lhe faz falta!
- Abram todos, todas as janelas,
Se for repressão ou depressão...
Ainda não está fenecida.
- Faça as pazes com a vida,
Invente que escrever é sua mazela.
- Coloque mais um prato na mesa,
Mais lenha na lareira,
Ajeite a cama...
A alegria quer ficar.
- Sylvia, não se vá...
As letras já estão em prantos.
Todas as pessoas que foram seus sufrágios,
Agora estão deitadas
Em posição fetal,
Com olhos encharcados...
Olhando o além,
Com suas poesias em mãos,
Vivenciando o quão a vida é fatal,
Descobrindo que nem a morte é em vão.
(e nos tempos atuais...)
Presente muitas vezes em meus sonhos,
Com a alcunha de Victória,
Sempre longa fábula de final feliz,
Quimera de uma escritora
Que também é atriz.
Passeando em pensamento,
Sendo lida ao relento,
Denotando em aforismos,
O seu mundo em fartas folhas
Na cabeceira do surrealismo.
Segue mãe:
- imponente e linda.
Colosso na exposição dos sentimentos.
Por dentro estrutura abalável,
Sensibilidade inimaginável.
Os rebentos amparados,
Longe das asas da mãe...
O fim já anunciado
Pelos martírios de viver.
Sua escolha: infindável branca folha,
Jamais entenderão, jamais...
O que seria seu bel-prazer.
Trinta anos são tão parcos,
Para uma rainha na imortalidade.
Temos que carregar os fracassos
Com a incumbência de pisá-los.
O dito “Efeito Sylvia Plath”...
Muitos poetas carregam no cerne...
Não está pertinente a perder:
- É somar o muito além do que há.

Dueto da tarde (CXCVI)



Dueto da tarde (CXCVI)

Era preciso encontrar um ponto de equilíbrio entre ir e não ir, entre ficar e não ficar.
Aquele ponto cego – nem retrocesso nem avanço – que reside na língua, entre a mente e o ouvido.
Uma viagem no trem cargueiro das responsabilidades esvaziadas, postas para escanteio por um zagueiro tosco.
A sensatez faz a mala entupindo de pedras, enquanto a loucura carrega os dois nos ombros; o meio termo é quase inexistente.
Drama cotidiano. A cota do ano é diária. Era preciso encontrar o nem lá nem cá, mas que não fosse um muro onde sentar a covardia.
Optou pelo ponto e vírgula; optou pela porta: entrada/saída; optou pela intersecção – traço – travessão... E nada feito!
A saída não é negar a saída pela ânsia de sair. Ou de entrar. Ou de arrancar a pele porque está fazendo muito calor.
Mais do que nunca o equilíbrio se faz necessário; como o infeliz que não vai adiante – não sai do armário – com medo de ser taxado por sua sexualidade ou por ser o amante.
E assim estava-se porque assim se está quase sempre todo o sempre. Algum deus deveria ser o culpado. Mas não aparecia para ser algemado.
Seria até mais sensato deixar o anual e o diário, achar o intermediário entre deus e o diabo; um mortal qualquer, tipo o Zé que é plantador de quiabo.
Levantou-se cambaleando e foi do nada para lugar nenhum, bêbado de sua filosofia inconsequente.
Já não importa a decisão tomada, não havia mais equilíbrio; não havia mais diálogo nem mesmo com a gravidade. O que resta fora do reto? Talvez tentar sincronizar a tontura.
Faz o que pode com o que tem. Dá adeus com uma chegada, aproxima-se com uma despedida e espera desesperando. A vida não lhe cobra nada; mesmo que viva uma cobrança.
Um dia foi preciso encontrar o ponto de equilíbrio. Mas ele não espera mais em pontos; resolve pegar o bonde em movimento.
Põe a mão trêmula no fiel da balança. Reconhece que é um infiel que balança. Mas é o que tem para o momento.

Rogério Camargo e André Anlub
(5/7/15)

Insone e insano no seno e cosseno do ser


Este es el intro que se usó en la inducción de Ringo Starr al Salón de la Fama del Rock and Roll
Posted by Supernova on Quinta, 4 de junho de 2015


Insone e insano no seno e cosseno do ser 
(André Anlub - 15/6/13)

Eu vejo, vejo!
Nas paredes do corredor que leva à cozinha,
Algumas sombras que balançam,
Com as leves e tontas brisas,
Expondo seus desenhos simplórios,
Notórias alucinações, visões dela...
Vou abocanhar meu pão de centeio,
Com queijo coalho e margarina,
E uma fatia generosa de mortadela.
Por enquanto, só por enquanto,
Primeira noite de inverno,
Sem arrepio, sem espanto,
(Por enquanto)
Encontra-se calma e silenciosa.
Quebrou-se o silêncio,
No barulho do meu copo de vodca.
O gelo frenético batendo,
No fino e fanho vidro,
Ao ser mexido pelo dedo.
Olhos mirando o bloquinho,
Sou zanho, sou zen, sozinho.
O álcool companheiro agora me deixa,
Foi estacionar no cérebro,
Criou raiz e espera ser regado.
Convite à escrita,
Sorriso no canto do lábio,
Nos dedos da mão direita,
Uma imaginária tatuagem escrita;
O que há, não diz!
Mas uma letra se esconde por debaixo do anel.
A verdade deve ser sempre colocada à prova,
As horas são escassas
E procura-se o término de um romance real.
Depois de linhas traçadas,
Dois comprimidos de anfetamina, a garrafa já no final,
Boca seca, pupila dilatada (Tenta-se dormir).



Mick Jagger e Buddy Guy

We're doing a duet tonight! Buddy Guy #StonesSummerfest
Posted by Mick Jagger on Terça, 23 de junho de 2015

Biografia quase completa






Escritor, locador, vendedor de livros, protético dentário pela SPDERJ, consultor e marketing na Editora Becalete e entusiasta pelas Artes com uma tela no acervo permanente do Museu de Arte Contemporânea da Bahia (MAC/BA)

Autor de sete livros solo em papel, um em e-book e coautor em mais de 130 Antologias poéticas

Livros:
• Poeteideser de 2009 (edição do autor)
• O e-book Imaginação Poética 2010 (Beco dos Poetas)
• A trilogia poética Fulano da Silva, Sicrano Barbosa e Beltrano dos Santos de 2014
• Puro Osso – duzentos escritos de paixão (março de 2015)
• Gaveta de Cima – versos seletos, patrocinado pela Editora Darda (Setembro de 2017)
• Absolvido pela Loucura; Absorvido pela Arte
(Janeiro de 2019)

• O livro de duetos: A Luz e o Diamante (Junho 2015)
• O livro em trio: ABC Tríade Poética (Novembro de 2015)

Amigos das Letras:
• Membro vitalício da Academia de Artes, Ciências e Letras de Iguaba (RJ) cadeira N° 95
• Membro vitalício da Academia Virtual de Letras, Artes e Cultura da Embaixada da Poesia (RJ)
• Membro vitalício e cofundador da Academia Internacional da União Cultural (RJ) cadeira N° 63
• Membro correspondente da ALB seccionais Bahia, São Paulo (Araraquara), da Academia de Letras de Goiás (ALG) e do Núcleo de Letras e Artes de Lisboa (PT)
• Membro da Academia Internacional De Artes, Letras e Ciências – ALPAS 21 - Patrono: Condorcet Aranha

Trupe Poética:
• Academia Virtual de Escritores Clandestinos
• Elo Escritor da Elos Literários
• Movimento Nacional Elos Literários
• Poste Poesia
• Bar do Escritor
• Pé de Poesia
• Rio Capital da Poesia
• Beco dos Poetas
• Poemas à Flor da Pele
• Tribuna Escrita
• Jornal Delfos/CE
• Colaborador no Portal Cronópios 2015
• Projeto Meu Poemas do Beco dos Poetas

Antologias Virtuais Permanentes:
• Portal CEN (Cá Estamos Nós - Brasil/Portugal)
• Logos do Portal Fénix (Brasil/Portugal)
• Revista eisFluências (Brasil/Portugal)
• Jornal Correio da Palavra (ALPAS 21)

Concursos, Projetos e Afins:
• Menção Honrosa do 2° Concurso Literário Pague Menos, de nível nacional. Ficou entre os 100 primeiros e está no livro “Brava Gente Brasileira”.
• Menção Honrosa do 4° Concurso Literário Pague Menos, de nível nacional. Ficou entre os 100 primeiros e está no livro “Amor do Tamanho do Brasil”.
• Menção Honrosa do 5° Concurso Literário Pague Menos, de nível nacional. Ficou entre os 100 primeiros e está no livro “Quem acredita cresce”.
• Menção Honrosa no I Prêmio Literário Mar de Letras, com poetas de Moçambique, Portugal e Brasil, ficou entre os 46 primeiros e está no livro “Controversos” - E. Sapere
• classificado no Concurso Novos Poetas com poema selecionado para o livro Poetize 2014 (Concurso Nacional Novos Poetas)
• 3° Lugar no Concurso Literário “Confrades do Verso”.
• indicado e outorgado com o título de "Participação Especial" na Antologia O Melhor de Poesias Encantadas/Salvador (BA).
• indicado e outorgado com o título de "Talento Poético 2015" com duas obras selecionadas para a Antologia As Melhores Poesias em Língua Portuguesa (SP).
• indicado e outorgado com o título de Talento Poético 2016 e 2017 pela Editora Becalete
• indicado e outorgado com o título de "Destaque Especial 2015” na Antologia O Melhor de Poesias Encantadas VIII
• Revisor, jurado e coautor dos tomos IX e X do projeto Poesias Encantadas
• Teve poemas selecionados e participou da Coletânea de Poesias "Confissões".
• Dois poemas selecionados e participou da Antologia Pablo Neruda e convidados (Lançada em ago./14 no Chile, na 23a Bienal (SP) e em out/14 no Museu do Oriente em Lisboa) - pela Literarte

André Anlub por Ele mesmo: Eu moro em mim, mas costumo fugir de casa; totalmente anárquico nas minhas lucidezes e pragmático nas loucuras, tento quebrar o gelo e gaseificar o fogo; não me vendo ao Sistema, não aceito ser trem e voo; tenho a parcimônia de quem cultiva passiflora e a doce monotonia de quem transpira melatonina; minha candura cascuda e otimista persistiu e venceu uma possível misantropia metediça e movediça; otimista sem utopia, pessimista sem depressão. Me considero um entusiasta pela vida, um quase “poète maudit” e um quase “bon vivant”.

Influências – atual: Neruda, Manoel de Barros, Sylvia Plath, Dostoiévski, China Miéville, Emily Dickinson, Žižek, Ana Cruz Cesar, Drummond
Hobbies: artes plásticas, gastronomia, fotografia, cavalos, escrita, leitura, música e boxe.
Influências – raiz: Secos e Molhados, Chico Buarque, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Mutantes, Jorge Amado, Neil Gaiman, gibis, Luiz Melodia entre outros.
Tem paixão pelo Rock, MPB e Samba, Blues e Jazz, café e a escrita. Acredita e carrega algumas verdades corriqueiras como amor, caráter, filosofia, poesia, música e fé.