Os melhores nem sempre são os ideais, há de se distinguir uns dos outros.
(madrugada de 16 de agosto de 2015)
A conotação disse pra denotação que a mesma tinha um coração de pedra; a denotação acreditou e morreu de infarto!
Enfrentou um inimigo fraco e normal para massagear seu ego; pensou no fato de que pequenos e frágeis problemas fortificam para encarar os grandes e fortes desafios. Banalizou o banalizado; voou baixo – rasante – e em um levante dentro de um rompante: adorou a própria história. Um sonho: os fortes nos fortes, a esquerda e seus assistentes para funerais; liga aqui, desliga lá, assim segue a palavra certa no disfarce da errada. Os óculos embasados nas visões embaçaram... não se vê absolutamente nada; tudo é estranho, agitado e vadio; tudo é apocalíptico, paralítico e sombrio. Ninguém mais fala bem da realeza, está falida, carcomida pela inocência descabida, mas que cabia em todos os momentos. Deduções: simples observações; coincidências: análises complexas de costumes. Pensa-se que não! E nas esquinas papéis no chão, nas poças d’águas das chuvas, são anotações importantes, poemas raros e listas de compras de supermercados; há algo demasiadamente misterioso nessa magia negra do cotidiano; algo aquém/além que não conseguimos tocar, ver e descobrir. Nada pode ser só o que é só, e ser só o que é muito e ser só seja o que for. Ninguém quer se meter em assuntos disformes, textos escritos em letras garrafais em um idioma extraterreno que se finge não dar atenção. Existe o sábio que vive na simplicidade, à vontade e feliz; planta, colhe, come, dorme... segue na “rotinagem” com meditações nos intervalos e muito maracujá para passar bem à noite. O sábio pode ter medo de algo, mas mesmo que todos saibam, o medo jamais saberá; pode não temer a morte, mas isso ele prefere desconversar. Ele sabe que a hora é de não mais recordar; é hora de cortar a corda e deixar a âncora o mais livre possível para afundar (no bom sentido). Nesse momento ventos fortes chegam ao local... e o local se entrega a eles. Há um ser melhor dentro do sábio, dentro de todos nós... mas nem sempre é o ideal usá-lo o tempo todo; assim o cansa, o deixa frágil, previsível e vulnerável. Há o tempo certo de empunhar a espada e o tempo certo de deixa-la oculta; o tempo certo da gargalhada solta e travessa e o tempo para rir por dentro. A desconstrução de uma identidade forjada há anos pelo sistema (e muitas vezes com o aval da família) às vezes é muito difícil; a exemplo da pessoa que é moldada para ser mãe e/ou dona de casa, e tem isso como meta, mote e foco, e nada mais se busca. Já vivenciei muitos casos de amigas que estudaram, batalharam e se formaram em faculdades, mas não puderam exercer a profissão, pois se tornaram mães e/ou propriedades privadas implícitas dos maridos, por seguinte "do lar". Algumas quando acordam e descobrem-se descoloridas, caem por si e constatam que já é tarde demais; por orgulho, comodismo ou sabe-se lá o motivo, repassam (consciente ou inconsciente) ao filho a doutrina machista e à filha a submissão.
Manhã de 14 de abril de 2015 (com sabor de Bardo que brada na quebrada)
Vim novamente da escola da história; aquela sofrida – ou nem tanto. Passo e vejo a rasteira do capoeirista que entorta a pista ou somente meus olhos.
Leio enquetes no céu sobre cores do tempo, sobre sofrimentos e felicidades, casos eternos perdidos em uma bolha chamada: “talvez”... E algo mais, ou algo assim – ou nem tanto. Sinto o cheiro de grama encharcada, de cavalo, daquele mato irrigado, daquela bosta de gado – estrume fresco. Pois bem, estou em casa, enfim.
(vou fazer café fresco, pão de centeio, queijo coalho e Muddy Waters no som bem alto). Acendi a lareira, o incenso, a ideia e vi o moleque Manoelzinho descendo a ladeira nesse frio congelante e inventivo... Menino, sem casaco, sem uma calça quente, sem gorro, sem dente, sem família. Voa por cima do muro uma coberta de linho (tenho uma novinha que ganhei da minha avó), ele pega e se transforma em um casulo gigante – algo pré-histórico. Deu-me um nó na garganta e não consegui cantar! Resolvi fazer uma oração, calado (antigamente era mais fácil ser enfático, fantástico, fanático, fantasioso e sonhador). Nesse instante um dos santos da estante me olha com um olhar de quem quer dar um passeio; me fala mudo com olhos fixos, e, por fim, me cala em receio – o pego – levo ao outro cômodo e o acomodo em cima do parapeito da janela. Nesse momento o tempo abre, o sol brota tímido e as nuvens quase se transluzem – dando para ver a felicidade ao longe.
Tarde de 20 de Abril de 2015
Vem à dor de cabeça, mesmo que imaginária; vêm os placebos da leitura, escrita e ficar solitário. A versão da história há tempos foi deturpada, pois nunca faz-se nada que não traga um avesso apraz. Nada é capaz de entreter intermitentemente os eu próprio capataz; loucura, e é mesmo. O avesso agora se fez travesso e belo, repartindo o bolo em ¼ de desequilíbrio. Complexo colorido de combinações perfeitas aos olhos perplexos e mentes entreabertas; mentes de calibres sutis, em situações de insinuações sinuosas e citações hostis (tirei a noite para ler Foucault, mas faltou fetiche e o fantoche para findar tal festa). Vem à dor na perna, mesmo que real. Após a corrida vespertina em um suor mais forte, em um sol mais forte, um pique mais forte de um corpo mais fraco. É abril, mas poderia ser sonho; é um mês escancaradamente gordo; os bordões estavam prontos e os bordéis idem: tais “ai” e “hum” e “ha” num vai e vem intenso de dar inveja ao pêndulo do relógio antigo da sala. É abril, mês que escancara; vou dar minha cara à tapa que estarei pronto para qualquer jornada (tirei a noite para ler Ana C., vai faltar você. Já cedo faltou enredo, há medo no querer). Não é física e nem afásico, talvez algo frásico sobre/sob fusão: alcança-se o ponto de ebulição da água 50% mais rapidamente ocupando-se em outra coisa.
Ela deixou o rastro do seu corpo no suar, no soar, no sorrir... Deixou ares de paz em céus azuis, em noites bem-vindas, em toda a dicotomia de céus sem fim... Ela deixou, mas prometeu voltar antes que tudo esvaeça.
Noite de 18 de abril de 2015 (com divinização da poesia – divisor de águas)
Na sombra dos medos nasceu o pé de luz. (meu pé de cabra arrombador de Eus) E esse pé cresceu – se ergueu, ficou forte – criou porte, deu frutos, assim. Amadureceu a chave do mundo – a chave de tudo e futuro eternizado: chavão. Janelas se abrem; se abrem cortinas e vem o beijo do sol e vem penetrando o clarão. Mistérios nas nuvens, e obtusos e abstrusos e absortos. Abriram-se dentro de um aberto brilho no imaginativo castelo os portões. As notícias melhoraram com o céu lavado, o infinito ficou mais perto; ouço aquela menina me chamar para um drink no escuro. Ou no inferno, “a la Tarantino”. Visões de queijos e vinhos – paladares de bocas e intestinos, tudo faz sentido de alguma forma. Há um gigante ou há um anão entre o rei e o umbigo, decididamente isso é de fato uma norma. Já ouvi a menina dizendo cantando que nada a deprimia... E depois sumia. Talvez fosse para outra galáxia ou talvez tocasse violino para inspirar um milhão de alguém. Lá vem um inverno rigoroso... Vou colocar um casaco, deitar, ler e tirar um cochilo... Na luz da coragem o pé de luz cresce. O mar não está para peixe ou é você que não está para o mar? Às vezes é bom fingir-se de morto e deixar a maré te levar! Busque o sol somente para ti: privado – intransferível – infindável; ele há de te retribuir: livre – comunitário – temporário... Assim, como quase sempre é o amor.
André Anlub
14 de setembro de 2015
Samba do crioulo doido na casa da mãe Joana
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Samba do crioulo doido na casa da mãe Joana
(André Anlub - 5/7/14)
Tudo naquela bolha de sabão,
O mundo, o universo, as aves, o mar...
Tudo coloridamente alucinatório
Na majestosa bolha de sabão.
Chegam os louros de toda a vitória:
O pódio, as coroas de flores,
A beijoca aqui e outra acolá;
Chega o conforto num colchão de molas,
Vão-se os odores de podre
Do peixe dourado morto;
Vão-se as duradouras dores
No ponto morto das costas.
Cada pétala dessa certa rosa
Coloriu-se com as cores preferidas de todos,
Foi um bafafá, foi uma correria – para aqui, para lá.
O canto esfarela e professa
Dançando com cada caravana sem freio,
Ri dos ventos úmidos
Que não deixam as fardagens secarem nos céus,
Mas chora com seu som abafado
Pelo sol escaldante
Pendurado na ponta da lança de um Deus.
Seriam sonhos?
Ergueram os mais belos castelos,
Barro por barro, pedra por pedra,
Para depois deixarem vazios, sem libertinagens, sem histórias...
Só com o eco do silêncio, com o vazio e o tempo,
Com a fantasia de um achismo simplório.
Não, não se vê mais um tesouro que nos atrai,
Tampouco a arca vazia.
Alguém o roubou e levou para muito longe
(além da estrada)
E esse alguém morre de sede ou de fome (e fica a arca)...
Um anjo a viu em lugar deserto aonde ninguém ia,
Ninguém fala, canta, late ou mia,
Ninguém vai.
E ficou a arca... ficou a arca com a morte,
Ficou a arca com a morte e a foice
Ficou a arca, a morte, a foice e a lança...
Ficaram os quatro para a próxima ganância...
Se não há cor, colora; se já há colorido, se esbalde.
Se cansar de se esbaldar, desbote... e repita sempre tal dote.
Hipnotiza-me sem a mínima hesitação, e com a carcaça não tenha perdão. Me molda e muda, me desvenda e desnuda, aperta tanto meu coração, que em seu transmuta.
Samba do crioulo doido na casa da mãe Joana
(André Anlub - 5/7/14)
Tudo naquela bolha de sabão,
O mundo, o universo, as aves, o mar...
Tudo coloridamente alucinatório
Na majestosa bolha de sabão.
Chegam os louros de toda a vitória:
O pódio, as coroas de flores,
A beijoca aqui e outra acolá;
Chega o conforto num colchão de molas,
Vão-se os odores de podre
Do peixe dourado morto;
Vão-se as duradouras dores
No ponto morto das costas.
Cada pétala dessa certa rosa
Coloriu-se com as cores preferidas de todos,
Foi um bafafá, foi uma correria – para aqui, para lá.
O canto esfarela e professa
Dançando com cada caravana sem freio,
Ri dos ventos úmidos
Que não deixam as fardagens secarem nos céus,
Mas chora com seu som abafado
Pelo sol escaldante
Pendurado na ponta da lança de um Deus.
Seriam sonhos?
Ergueram os mais belos castelos,
Barro por barro, pedra por pedra,
Para depois deixarem vazios, sem libertinagens, sem histórias...
Só com o eco do silêncio, com o vazio e o tempo,
Com a fantasia de um achismo simplório.
Não, não se vê mais um tesouro que nos atrai,
Tampouco a arca vazia.
Alguém o roubou e levou para muito longe
(além da estrada)
E esse alguém morre de sede ou de fome (e fica a arca)...
Um anjo a viu em lugar deserto aonde ninguém ia,
Ninguém fala, canta, late ou mia,
Ninguém vai.
E ficou a arca... ficou a arca com a morte,
Ficou a arca com a morte e a foice
Ficou a arca, a morte, a foice e a lança...
Ficaram os quatro para a próxima ganância...
Se não há cor, colora; se já há colorido, se esbalde.
Se cansar de se esbaldar, desbote... e repita sempre tal dote.
Hipnotiza-me sem a mínima hesitação, e com a carcaça não tenha perdão. Me molda e muda, me desvenda e desnuda, aperta tanto meu coração, que em seu transmuta.
13 de setembro de 2015
Ponderações “nas internas II”
Ah, esses namorados, são apaixonados interessantes; seus corações, seus romances (amor compromissado).
Fazem loucuras sem limites, paixões ardentes sem juízo, só aceitam improvisos, não aceitam palpites.
Ah, esses amantes, é sem vergonha essa entrega; dizem que dá náuseas, dizem que dá raiva e quase sempre causa inveja.
“Medo de ser feliz” isso não é verossímil, não existe o invencível; se a tristeza persiste, me persegue e não desiste: eu ponho meu dedo em riste, pois se é preciso temer algo, tenho medo é de ser triste.
A perspectiva de um admirável amor faz bater o peito num ritmo frenético... é diurético no sangue que corre ligeiro, feito um vírus bom, que se espalha e entorpece.
O amor é assim: chega e me cerca, aperta e acerta o que já seria certo no cerne.
Meus versos são libertos, não há musa, nem mordaça, nem há um alvo que se faça. Às vezes eles voam e são de quem os pega, são de quem os abraça.
Sobre o amor?
- Sim, eu conheço, sei bem dessa fábula; sei qual o seu curso, bons e maus imprevistos; falam de alguns vícios, falam de absurdos, mas não provaram na língua o que dizem amargas.
Fazem loucuras sem limites, paixões ardentes sem juízo, só aceitam improvisos, não aceitam palpites.
Ah, esses amantes, é sem vergonha essa entrega; dizem que dá náuseas, dizem que dá raiva e quase sempre causa inveja.
“Medo de ser feliz” isso não é verossímil, não existe o invencível; se a tristeza persiste, me persegue e não desiste: eu ponho meu dedo em riste, pois se é preciso temer algo, tenho medo é de ser triste.
A perspectiva de um admirável amor faz bater o peito num ritmo frenético... é diurético no sangue que corre ligeiro, feito um vírus bom, que se espalha e entorpece.
O amor é assim: chega e me cerca, aperta e acerta o que já seria certo no cerne.
Meus versos são libertos, não há musa, nem mordaça, nem há um alvo que se faça. Às vezes eles voam e são de quem os pega, são de quem os abraça.
Sobre o amor?
- Sim, eu conheço, sei bem dessa fábula; sei qual o seu curso, bons e maus imprevistos; falam de alguns vícios, falam de absurdos, mas não provaram na língua o que dizem amargas.
10 de setembro de 2015
Num tempo que desabrocha
"Nós não temos uma notícia sobre o perigo da instabilidade econômica mundial, da situação da Europa, da situação dos...
Posted by TV Brasil on Quinta, 6 de agosto de 2015
Num tempo que desabrocha
(André Anlub - 11/1/14)
O ontem manchou a face e talvez criasse tal monstro
de um amor nostálgico e sem identidade;
Perdido entre despeitos, intrigas e calafrios;
perpetuando-se no forte tempo e num corpo frágil.
- E pensavam que só a morte o dissiparia na eternidade.
No encalço de um pé descalço que anda sobre cacos de vidro
viu a lucidez divina, viu história e desenvoltura.
Criou ampla escultura com o perdão alheio e latão impuro.
Fez-se o mais novo aluno, assíduo e frio, na escola da vida.
Tempos selvagens de trepidações na alma
terremotos que cochicham ao ouvido
sondando a mente e despontando estradas:
- quero estar sozinho, quero leito e um copo de vinho.
- quero o som baixinho e as janelas e portas fechadas.
São altas as montanhas e é incrível
quão o sol, forte é o clarão que habita no cume.
Há um tempo que desafia, e esquenta, e esfria, e desabrocha.
A simples flor torna-se mais que uma flor...
Torna-se nossa – ternura, torna-se lume.
7 de setembro de 2015
É a hora de Botticelli pintar-te
With Syria.
Posted by Banksy on Segunda, 17 de março de 2014
É a hora de Botticelli pintar-te
(André Anlub - 22/6/13)
Tu és a oitava maravilha do mundo.
És amor, nostalgia e atualidade,
A alegria que criaste ao redor.
No suor da tua labuta,
Na gota do teu pranto,
Há o brilho da vida minha,
Há o tempo que é nosso dono.
Fizeste meu ar mais ameno, mais leve...
E em breve momento,
Fizeste nosso destino
Que agora eternizado.
Tens nas mãos a magia,
O poder de dar vida no que tocas.
Tua fala levanta voo nos cantares...
E na pequenez de curtos versos nascem grandes histórias, cordéis... Dos melhores.
Digas sempre sim,
Minha alma carece deste afago,
Deste amor, de teus flertes.
Foste lá, no colorido do novo mundo,
Onde os poetas sorriem e erguem castelos,
Onde os martelos penduram belas pinturas,
Onde esculturas são vivas e beijam,
Onde há o amargo só nas frutas mais verdes.
6 de setembro de 2015
Flor de lis, de lírio e lírico
Onde jazz meu coração une lambes, intervenção urbana e poesia. Conheça o projeto e apoie a publicação do seu primeiro livro. Compartilhe: http://bit.ly/JazzMeuCoração
Posted by Catarse on Domingo, 6 de setembro de 2015
Flor de lis, de lírio e lírico
(André Anlub - 6/1/13)
Chegando do silêncio veio como tempestade
e mordia suas ideias
tirava os laços dos futuros presentes
mostrava o onipresente
que ao botar pra fora os dentes
provava não ser um Oni enfim:
Nomeada como imperatriz de amores
que ganha de súbito
sua coroa, trono e sonho
se aproximando do súdito
com suas suntuosas flores.
Ouço você falar em público:
- o que seria mais certo - onde estaria o erro - qual a importância disso
A resposta vem com o ar fecundo
quebrando o coeso silencio
queimando mil brancos lenços
prevendo o fim dos futuros lamentos.
A resposta bateu de frente
com seu cheiro de alfazema
com seu humor de hiena
e interpretação eloquente.
Na tela do cinema da esquina
já se viu esse filme antigo
de um multicor lírico
com tons de pura boemia.
Sim, é poesia!
Faz crescer as flores
e nasce nas flores crescidas.
“Nós somos um
país desonesto”, disse o técnico do Atlético Mineiro, ao reclamar, com razão,
dos escandalosos favorecimentos que o Corinthians vem recebendo das
arbitragens. Árbitros erram porque são humanos. Até aí, tudo bem. Mas quando a
soma destas humanidades favorece apenas um dentre vários, mais do que
desconfiar, dá pra ter certeza. Na fala do competente Levir Culpi há um vício
de origem, no entanto. Algo muito sintomático e descritivo. O que é um país? É mar,
montanhas, planaltos, planícies? É a conjuntura econômica, o PIB, a dívida pública?
É o numero de medalhas conquistados na última Olimpíada? Um país é o povo, nem
mais nem menos. O resto é abstração e estatística. O país é desonesto porque o
povo é desonesto. Se no micro o povo considera aceitável estacionar em vaga de
cadeirante, não respeitar sinaleira para pedestre, dirigir com carteira de
habilitação irregular (para ficar só no trânsito), por que razão no macro não
criaria estruturas como as denunciadas nas operações Lava Jato e Zelotes? Só
que não se pode dizer isso. É ofensivo. Corre-se o risco de ter a vidraça
apedrejada. Então usa-se o eufemismo: “Somos um país desonesto”. E isso cria um
distanciamento confortável: é o país o desonesto, não o povo, não nós.
Rogério Camargo
Mestre Noza
Inocêncio Medeiros da Costa, Inocêncio da Costa Nick ou simplesmente Mestre Noza (Taquaritinga do Norte, setembro de 1897 - São Paulo, 21 de dezembro de 1983), foi um escultor em madeira brasileiro.
Nasceu em pernambuco, em 1897. Em 1912 foi a pé, como romeiro, da cidade Quipapá até Juazeiro do Norte, no Ceará[1] , onde trabalhou como funileiro e, em seguida, numa oficina de rótulos. Aprendeu a fazer cabos de revólver e, atendendo a pedidos de romeiros, começou a fazer pequenas esculturas de santos. Na década de quarenta do século XX, Noza começou a fazer capas de madeira para ilustrar folhetos de cordel. Nascia o xilógrafo Mestre Noza.
Em 1961 participou da primeira exposição em Paris. Em 1965 seu álbum Via Sacra foi editado em Paris e obteve excelente recepção.
Mestre Noza se tornou conhecido como escultor, artesão, xilógrafo, santeiro, imaginário. Seus trabalhos participaram de diversas exposições no Brasil.
Algumas xilogravuras de Mestre Noza fazem parte do Museu de Arte do Ceará e do Instituto de Estudos Brasileiros da USP.
Mestre Noza morreu em São Paulo no dia 21 de dezembro de 1983, de parada cardio-respiratoria.
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Biografia quase completa

Escritor, locador, vendedor de livros, protético dentário pela SPDERJ, consultor e marketing na Editora Becalete e entusiasta pelas Artes com uma tela no acervo permanente do Museu de Arte Contemporânea da Bahia (MAC/BA)
Autor de sete livros solo em papel, um em e-book e coautor em mais de 130 Antologias poéticas
Livros:
• Poeteideser de 2009 (edição do autor)
• O e-book Imaginação Poética 2010 (Beco dos Poetas)
• A trilogia poética Fulano da Silva, Sicrano Barbosa e Beltrano dos Santos de 2014
• Puro Osso – duzentos escritos de paixão (março de 2015)
• Gaveta de Cima – versos seletos, patrocinado pela Editora Darda (Setembro de 2017)
• Absolvido pela Loucura; Absorvido pela Arte
(Janeiro de 2019)
• O livro de duetos: A Luz e o Diamante (Junho 2015)
• O livro em trio: ABC Tríade Poética (Novembro de 2015)
Amigos das Letras:
• Membro vitalício da Academia de Artes, Ciências e Letras de Iguaba (RJ) cadeira N° 95
• Membro vitalício da Academia Virtual de Letras, Artes e Cultura da Embaixada da Poesia (RJ)
• Membro vitalício e cofundador da Academia Internacional da União Cultural (RJ) cadeira N° 63
• Membro correspondente da ALB seccionais Bahia, São Paulo (Araraquara), da Academia de Letras de Goiás (ALG) e do Núcleo de Letras e Artes de Lisboa (PT)
• Membro da Academia Internacional De Artes, Letras e Ciências – ALPAS 21 - Patrono: Condorcet Aranha
Trupe Poética:
• Academia Virtual de Escritores Clandestinos
• Elo Escritor da Elos Literários
• Movimento Nacional Elos Literários
• Poste Poesia
• Bar do Escritor
• Pé de Poesia
• Rio Capital da Poesia
• Beco dos Poetas
• Poemas à Flor da Pele
• Tribuna Escrita
• Jornal Delfos/CE
• Colaborador no Portal Cronópios 2015
• Projeto Meu Poemas do Beco dos Poetas
Antologias Virtuais Permanentes:
• Portal CEN (Cá Estamos Nós - Brasil/Portugal)
• Logos do Portal Fénix (Brasil/Portugal)
• Revista eisFluências (Brasil/Portugal)
• Jornal Correio da Palavra (ALPAS 21)
Concursos, Projetos e Afins:
• Menção Honrosa do 2° Concurso Literário Pague Menos, de nível nacional. Ficou entre os 100 primeiros e está no livro “Brava Gente Brasileira”.
• Menção Honrosa do 4° Concurso Literário Pague Menos, de nível nacional. Ficou entre os 100 primeiros e está no livro “Amor do Tamanho do Brasil”.
• Menção Honrosa do 5° Concurso Literário Pague Menos, de nível nacional. Ficou entre os 100 primeiros e está no livro “Quem acredita cresce”.
• Menção Honrosa no I Prêmio Literário Mar de Letras, com poetas de Moçambique, Portugal e Brasil, ficou entre os 46 primeiros e está no livro “Controversos” - E. Sapere
• classificado no Concurso Novos Poetas com poema selecionado para o livro Poetize 2014 (Concurso Nacional Novos Poetas)
• 3° Lugar no Concurso Literário “Confrades do Verso”.
• indicado e outorgado com o título de "Participação Especial" na Antologia O Melhor de Poesias Encantadas/Salvador (BA).
• indicado e outorgado com o título de "Talento Poético 2015" com duas obras selecionadas para a Antologia As Melhores Poesias em Língua Portuguesa (SP).
• indicado e outorgado com o título de Talento Poético 2016 e 2017 pela Editora Becalete
• indicado e outorgado com o título de "Destaque Especial 2015” na Antologia O Melhor de Poesias Encantadas VIII
• Revisor, jurado e coautor dos tomos IX e X do projeto Poesias Encantadas
• Teve poemas selecionados e participou da Coletânea de Poesias "Confissões".
• Dois poemas selecionados e participou da Antologia Pablo Neruda e convidados (Lançada em ago./14 no Chile, na 23a Bienal (SP) e em out/14 no Museu do Oriente em Lisboa) - pela Literarte
André Anlub por Ele mesmo: Eu moro em mim, mas costumo fugir de casa; totalmente anárquico nas minhas lucidezes e pragmático nas loucuras, tento quebrar o gelo e gaseificar o fogo; não me vendo ao Sistema, não aceito ser trem e voo; tenho a parcimônia de quem cultiva passiflora e a doce monotonia de quem transpira melatonina; minha candura cascuda e otimista persistiu e venceu uma possível misantropia metediça e movediça; otimista sem utopia, pessimista sem depressão. Me considero um entusiasta pela vida, um quase “poète maudit” e um quase “bon vivant”.
Influências – atual: Neruda, Manoel de Barros, Sylvia Plath, Dostoiévski, China Miéville, Emily Dickinson, Žižek, Ana Cruz Cesar, Drummond
Hobbies: artes plásticas, gastronomia, fotografia, cavalos, escrita, leitura, música e boxe.
Influências – raiz: Secos e Molhados, Chico Buarque, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Mutantes, Jorge Amado, Neil Gaiman, gibis, Luiz Melodia entre outros.
Tem paixão pelo Rock, MPB e Samba, Blues e Jazz, café e a escrita. Acredita e carrega algumas verdades corriqueiras como amor, caráter, filosofia, poesia, música e fé.
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Filha e esposa de Edir Macedo dando, aula de desapego:
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Vacina #Vacina Das Loucuras (boomboclaat) Aos prantos já sabia devidamente os desencontros que virão Na contramão do tempo que passava sem...
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Poemas de Manoel de Barros Via: Templo Cultural Delfos SEU MARGENS Seu Zezinho-margens-plácidas, célebre fazedor de discursos patr...





