Pegando as sucatas das poesias criei essa
Larguei a moderação e o respeito
E com despeito, no bolso guardo minhas mãos.
Joguei meus restos nesse papel nada higiênico
Tudo para expor o que há do nada... Somado ao vazio que sinto.
Minha má trajetória não é um mito
É por vez uma solitária que se alimenta... Do pouco que me faz bem
Tornando meu tormento um pesadelo infinito
Um parasita que no meu corpo habita nesse momento nada zen
Da tristeza que há, mesmo que no fundo, em qualquer sentimento bom
Passado para o papel de um modo íntimo
Em letras pretas, tortas e falhas
Que almejam transparecer o meu tom.
André Anlub
17 de novembro de 2011
16 de novembro de 2011

Minha Musa
Em tronco de cajazeira
Com doce alma felina
Esquecendo-me do tempo e da vida
Farei escultura de sua sutil beleza.
Nos olhos o fino acabamento
Com corte vertical de navalha
Para de repente um momento
Uma lágrima dimana em calha.
Boca suave em longas ondas
Relevos da carne entalhada
Perco-me sem eira nem beira
Nariz que faz alvo uma estrela
Enfeita o olhar que ilumina
Meus beijos em farpas que cortam.
André Anlub
10 de novembro de 2011
Me vi pela vida
Sai do ostracismo
Marasmo jamais
Abri a janela!
Larguei a bebida, peguei minha magrela... Sai para a vida.
Chamei de “tesão” a donzela!
Curtindo meu tempo, pois o mesmo é curto.
Um absurdo, com tudo no mundo e tudo voa ao vento
E o contentamento?
Larguei a tristeza, cuspi na grandeza com delicadeza
Senti a brisa no rosto, me vi pela vida.
Não sou mais esboço!
Mostrei o dedo pro desgosto... Com muito gosto
Cicatrizaram feridas.
Pude retornar feliz, com a incumbência resolvida
Viram-me pela vida, como eu sempre a quis.
André Anlub
Marasmo jamais
Abri a janela!
Larguei a bebida, peguei minha magrela... Sai para a vida.
Chamei de “tesão” a donzela!
Curtindo meu tempo, pois o mesmo é curto.
Um absurdo, com tudo no mundo e tudo voa ao vento
E o contentamento?
Larguei a tristeza, cuspi na grandeza com delicadeza
Senti a brisa no rosto, me vi pela vida.
Não sou mais esboço!
Mostrei o dedo pro desgosto... Com muito gosto
Cicatrizaram feridas.
Pude retornar feliz, com a incumbência resolvida
Viram-me pela vida, como eu sempre a quis.
André Anlub
8 de novembro de 2011
"Algemoso"
Escorre nos pensamentos
Escorre com toque de nostalgia
De vazia se faz cheia, mas agora de poesia
Do pó ao pó.
Mente criativa na ativa... Ativa idéia
Filosoficamente velha, é nova, pode ser tudo
De sol a moribundo, de amor a moribundo...
O que acharem melhor.
Dentro da imaginação tem tudo
Mente ou não, em mente
De lagarta a borboleta...
São iguais, outrora diferentes
A cor roxa é violeta
Papo benevolente
Que prende.
“Algemoso”.
O poeta magoado
Sóbrio ou ébrio
Sendo que anda fazendo curvas
Caminhos são fardos
Infernos são céus
Todos os gatos são pardos.
André Anlub
"
Escorre com toque de nostalgia
De vazia se faz cheia, mas agora de poesia
Do pó ao pó.
Mente criativa na ativa... Ativa idéia
Filosoficamente velha, é nova, pode ser tudo
De sol a moribundo, de amor a moribundo...
O que acharem melhor.
Dentro da imaginação tem tudo
Mente ou não, em mente
De lagarta a borboleta...
São iguais, outrora diferentes
A cor roxa é violeta
Papo benevolente
Que prende.
“Algemoso”.
O poeta magoado
Sóbrio ou ébrio
Sendo que anda fazendo curvas
Caminhos são fardos
Infernos são céus
Todos os gatos são pardos.
André Anlub
"
4 de novembro de 2011
Conte-me
E as primaveras
Falo, todas elas...
Contam-me cores mil.
E os outonos
Digo, só alguns poucos...
Tingem de laranja as fachadas.
Os verões
Vestem ouro...
Ardendo em sol todas as madrugadas.
Invernos
Nuvens são como espumas do mar
Estações que variam com a chuva...
O sol que ofusca meu olhar
É o mesmo que ilumina meu rumo.
Como dizer em qual delas está você?
André Anlub
Falo, todas elas...
Contam-me cores mil.
E os outonos
Digo, só alguns poucos...
Tingem de laranja as fachadas.
Os verões
Vestem ouro...
Ardendo em sol todas as madrugadas.
Invernos
Nuvens são como espumas do mar
Estações que variam com a chuva...
O sol que ofusca meu olhar
É o mesmo que ilumina meu rumo.
Como dizer em qual delas está você?
André Anlub
1 de novembro de 2011
Imponência
De uma forma deveras palpável
A grafia renasce no arcabouço
Vindo de uma sensação mutável
Tornando-se finalizada ante o esboço.
As letras jamais envelhecidas
Amareladas com rigidez perene
Órfãs sem jamais terem nascidas
Lapidadas pela sutileza do cerne.
Apólogo nas mentes funcionais
Decreto soberbo dos irracionais
É boa imprecação em todas as formas.
Sem acatamento diante da alusão
Dona de si perante comunhão
Jamais dará ouvidos às normas.
André Anlub
De uma forma deveras palpável
A grafia renasce no arcabouço
Vindo de uma sensação mutável
Tornando-se finalizada ante o esboço.
As letras jamais envelhecidas
Amareladas com rigidez perene
Órfãs sem jamais terem nascidas
Lapidadas pela sutileza do cerne.
Apólogo nas mentes funcionais
Decreto soberbo dos irracionais
É boa imprecação em todas as formas.
Sem acatamento diante da alusão
Dona de si perante comunhão
Jamais dará ouvidos às normas.
André Anlub
24 de outubro de 2011
A Idéia quer Se Mostrar
Uma idéia na cabeça
Um corpo e otimismo
Não falta mais nada
Para chegar a lugar nenhum.
Tenho que por para fora
Explosão, realismo
Vou somar, multiplicar
Um mais um...
Quem tem põe, quem não tem passa a ter
Tem para mostrar, expõe...
Talvez esconda para ninguém ver
Uma idéia na mão
Tela, poesia, escultura
Não sou Rodin para chegar à perfeição.
Procuro sonhar, ponho para fora, realizar
Só se for agora...
Nunca serei um Van Gogh
Malfati, Bouguereau, Renoir.
Quero trilhar caminhos dos sonhos...
Dos alucinados pela arte...
Do melhor que posso dar.
André Anlub
Um corpo e otimismo
Não falta mais nada
Para chegar a lugar nenhum.
Tenho que por para fora
Explosão, realismo
Vou somar, multiplicar
Um mais um...
Quem tem põe, quem não tem passa a ter
Tem para mostrar, expõe...
Talvez esconda para ninguém ver
Uma idéia na mão
Tela, poesia, escultura
Não sou Rodin para chegar à perfeição.
Procuro sonhar, ponho para fora, realizar
Só se for agora...
Nunca serei um Van Gogh
Malfati, Bouguereau, Renoir.
Quero trilhar caminhos dos sonhos...
Dos alucinados pela arte...
Do melhor que posso dar.
André Anlub
22 de outubro de 2011
“Desabaflorando”
Hoje acordei perturbado, na verdade nem acordei
Nesse sucumbir, perdi a guerra, minha missão
Desarmado, “desamado”, sou um “não”...
Em um poço sem fundo, por dentro da lama, no fogo... Sou rei.
Reinando no ruim, posso tocar o céu
Pronunciar o som do amor, do ódio e da morte
Que tal ser a saliva ácida da besta... Ou até o mel
Da sangria desatada, que faz rios, sou o corte.
Fatos e revoluções habitam minha mente
Minh'alma quer ser livre, ela tenta novamente
Enxergo o que quero, quando e como quero.
Falo devagar, como um ébrio maldito
Faço citações de papiros do Egito
Crio rimas poéticas, jogo fogo em tudo... Sou Nero.
André Anlub
Nesse sucumbir, perdi a guerra, minha missão
Desarmado, “desamado”, sou um “não”...
Em um poço sem fundo, por dentro da lama, no fogo... Sou rei.
Reinando no ruim, posso tocar o céu
Pronunciar o som do amor, do ódio e da morte
Que tal ser a saliva ácida da besta... Ou até o mel
Da sangria desatada, que faz rios, sou o corte.
Fatos e revoluções habitam minha mente
Minh'alma quer ser livre, ela tenta novamente
Enxergo o que quero, quando e como quero.
Falo devagar, como um ébrio maldito
Faço citações de papiros do Egito
Crio rimas poéticas, jogo fogo em tudo... Sou Nero.
André Anlub
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Biografia quase completa

Escritor, locador, vendedor de livros, protético dentário pela SPDERJ, consultor e marketing na Editora Becalete e entusiasta pelas Artes com uma tela no acervo permanente do Museu de Arte Contemporânea da Bahia (MAC/BA)
Autor de sete livros solo em papel, um em e-book e coautor em mais de 130 Antologias poéticas
Livros:
• Poeteideser de 2009 (edição do autor)
• O e-book Imaginação Poética 2010 (Beco dos Poetas)
• A trilogia poética Fulano da Silva, Sicrano Barbosa e Beltrano dos Santos de 2014
• Puro Osso – duzentos escritos de paixão (março de 2015)
• Gaveta de Cima – versos seletos, patrocinado pela Editora Darda (Setembro de 2017)
• Absolvido pela Loucura; Absorvido pela Arte
(Janeiro de 2019)
• O livro de duetos: A Luz e o Diamante (Junho 2015)
• O livro em trio: ABC Tríade Poética (Novembro de 2015)
Amigos das Letras:
• Membro vitalício da Academia de Artes, Ciências e Letras de Iguaba (RJ) cadeira N° 95
• Membro vitalício da Academia Virtual de Letras, Artes e Cultura da Embaixada da Poesia (RJ)
• Membro vitalício e cofundador da Academia Internacional da União Cultural (RJ) cadeira N° 63
• Membro correspondente da ALB seccionais Bahia, São Paulo (Araraquara), da Academia de Letras de Goiás (ALG) e do Núcleo de Letras e Artes de Lisboa (PT)
• Membro da Academia Internacional De Artes, Letras e Ciências – ALPAS 21 - Patrono: Condorcet Aranha
Trupe Poética:
• Academia Virtual de Escritores Clandestinos
• Elo Escritor da Elos Literários
• Movimento Nacional Elos Literários
• Poste Poesia
• Bar do Escritor
• Pé de Poesia
• Rio Capital da Poesia
• Beco dos Poetas
• Poemas à Flor da Pele
• Tribuna Escrita
• Jornal Delfos/CE
• Colaborador no Portal Cronópios 2015
• Projeto Meu Poemas do Beco dos Poetas
Antologias Virtuais Permanentes:
• Portal CEN (Cá Estamos Nós - Brasil/Portugal)
• Logos do Portal Fénix (Brasil/Portugal)
• Revista eisFluências (Brasil/Portugal)
• Jornal Correio da Palavra (ALPAS 21)
Concursos, Projetos e Afins:
• Menção Honrosa do 2° Concurso Literário Pague Menos, de nível nacional. Ficou entre os 100 primeiros e está no livro “Brava Gente Brasileira”.
• Menção Honrosa do 4° Concurso Literário Pague Menos, de nível nacional. Ficou entre os 100 primeiros e está no livro “Amor do Tamanho do Brasil”.
• Menção Honrosa do 5° Concurso Literário Pague Menos, de nível nacional. Ficou entre os 100 primeiros e está no livro “Quem acredita cresce”.
• Menção Honrosa no I Prêmio Literário Mar de Letras, com poetas de Moçambique, Portugal e Brasil, ficou entre os 46 primeiros e está no livro “Controversos” - E. Sapere
• classificado no Concurso Novos Poetas com poema selecionado para o livro Poetize 2014 (Concurso Nacional Novos Poetas)
• 3° Lugar no Concurso Literário “Confrades do Verso”.
• indicado e outorgado com o título de "Participação Especial" na Antologia O Melhor de Poesias Encantadas/Salvador (BA).
• indicado e outorgado com o título de "Talento Poético 2015" com duas obras selecionadas para a Antologia As Melhores Poesias em Língua Portuguesa (SP).
• indicado e outorgado com o título de Talento Poético 2016 e 2017 pela Editora Becalete
• indicado e outorgado com o título de "Destaque Especial 2015” na Antologia O Melhor de Poesias Encantadas VIII
• Revisor, jurado e coautor dos tomos IX e X do projeto Poesias Encantadas
• Teve poemas selecionados e participou da Coletânea de Poesias "Confissões".
• Dois poemas selecionados e participou da Antologia Pablo Neruda e convidados (Lançada em ago./14 no Chile, na 23a Bienal (SP) e em out/14 no Museu do Oriente em Lisboa) - pela Literarte
André Anlub por Ele mesmo: Eu moro em mim, mas costumo fugir de casa; totalmente anárquico nas minhas lucidezes e pragmático nas loucuras, tento quebrar o gelo e gaseificar o fogo; não me vendo ao Sistema, não aceito ser trem e voo; tenho a parcimônia de quem cultiva passiflora e a doce monotonia de quem transpira melatonina; minha candura cascuda e otimista persistiu e venceu uma possível misantropia metediça e movediça; otimista sem utopia, pessimista sem depressão. Me considero um entusiasta pela vida, um quase “poète maudit” e um quase “bon vivant”.
Influências – atual: Neruda, Manoel de Barros, Sylvia Plath, Dostoiévski, China Miéville, Emily Dickinson, Žižek, Ana Cruz Cesar, Drummond
Hobbies: artes plásticas, gastronomia, fotografia, cavalos, escrita, leitura, música e boxe.
Influências – raiz: Secos e Molhados, Chico Buarque, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Mutantes, Jorge Amado, Neil Gaiman, gibis, Luiz Melodia entre outros.
Tem paixão pelo Rock, MPB e Samba, Blues e Jazz, café e a escrita. Acredita e carrega algumas verdades corriqueiras como amor, caráter, filosofia, poesia, música e fé.
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Filha e esposa de Edir Macedo dando, aula de desapego:
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