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20 de abril de 2012
FINALIDADE DA ARTE
Abranjo o pincel como se fosse meu pai
Chega de despedida, chega de adeus
A inspiração chegou, a timidez se foi
Sou Netuno, Odin, Zeus.
Faço um traço, entro em ação
Cores dimanam do meu pensar
Encéfalo explode, ogiva nuclear
Arco-íris, cogumelo, refração.
Começam a germinar imagens
Transpor o que tinha na gaveta da mente
Minhas passagens, viagens incoerentes
Saem absolutos, imponentes, pelas mãos.
Os "nãos" e os "sins" de outras épocas ou horas
Conspurcam a tela branca
Formam uma figura que desbanca
A imaginação do artista, sua história.
E pronto, o rebento lindo e bem-vindo
Ali, à sua frente, imaculado
É mais uma obra, quase do divino
Da verve, alento, do artista amado.
"Gosto de pintar, gosto de poesia, de escrever, tocar bateria, gosto de viver, longe da vida vazia, faço das artes minha orgia."
André Anlub
22 de março de 2012
Obra-prima
Tece a busca do aconchego amoral
No horizonte bem próximo fita-se expectativa
A arte se contorce, vai e vem das mãos.
Matizes deflagram em frenesi surreal.
Surge a pergunta e se obtêm solução
O colorido e sombras entram no mais salutar consenso
Feliz? - Às vezes sim, muitas outras vezes não
Mas agora são um só - dominante e dominado.
Quiçá tudo feito não esteja a contento...
E não está!
Surta e larga os pincéis - rumo ao pesadelo
Epiléticas mãos fazem movimentos elípticos
A tela, ante natureza morta, torna-se morto abstrato
Sem tato o artista desmonta, senta e chora.
Ao cair de quatro pingos de compunção
Levanta a cabeça, encara a vida e olha ao lado
Encabulado vê-se de fato o que seria sua sina
Ensaia um sorriso e em tons tênues declama:
“Majestosa obra-prima”
André Anlub
No horizonte bem próximo fita-se expectativa
A arte se contorce, vai e vem das mãos.
Matizes deflagram em frenesi surreal.
Surge a pergunta e se obtêm solução
O colorido e sombras entram no mais salutar consenso
Feliz? - Às vezes sim, muitas outras vezes não
Mas agora são um só - dominante e dominado.
Quiçá tudo feito não esteja a contento...
E não está!
Surta e larga os pincéis - rumo ao pesadelo
Epiléticas mãos fazem movimentos elípticos
A tela, ante natureza morta, torna-se morto abstrato
Sem tato o artista desmonta, senta e chora.
Ao cair de quatro pingos de compunção
Levanta a cabeça, encara a vida e olha ao lado
Encabulado vê-se de fato o que seria sua sina
Ensaia um sorriso e em tons tênues declama:
“Majestosa obra-prima”
André Anlub
21 de março de 2012
Nada e tudo
Nada poderá ser dito
Pois coisa alguma mudará o agora...
O concreto é espelho
São olhos verossímeis e diretos.
Nada poderá ser visto
Pois tudo é breu
Qualquer fagulha nesse espaço...
É como vulcão no vácuo
Tamanho sem poder.
Nada poderá ser tocado
Pois se não pode ser visto...
Onde estará?
Absolutamente preto no preto.
De repente alguém saiba o que é para ser dito
Até tocá-lo com delicadas ou nervosas mãos
Quiçá vê-lo nitidamente
Aonde se encaixam o sim e o não.
Mas se estiver no âmago de um buraco negro?
Na fantasia de um artista?
Ou meramente no amanhã?
André Anlub
Pois coisa alguma mudará o agora...
O concreto é espelho
São olhos verossímeis e diretos.
Nada poderá ser visto
Pois tudo é breu
Qualquer fagulha nesse espaço...
É como vulcão no vácuo
Tamanho sem poder.
Nada poderá ser tocado
Pois se não pode ser visto...
Onde estará?
Absolutamente preto no preto.
De repente alguém saiba o que é para ser dito
Até tocá-lo com delicadas ou nervosas mãos
Quiçá vê-lo nitidamente
Aonde se encaixam o sim e o não.
Mas se estiver no âmago de um buraco negro?
Na fantasia de um artista?
Ou meramente no amanhã?
André Anlub
4 de março de 2012
Da Arte
Primeiro marquei meu horizonte
Em um traço negro em declínio
Deixo a inspiração fazer domínio
Depois me embriago na fonte.
Pintores são fantoches e fetiches
Sobem em nuvens ou caem em piches
Respiram a mercê de sua cria
São puros profetas à revelia.
Tudo podem e nada é temível
Nem mesmo perderem o dom
Sabem o quão infinito é o tom.
Seus corações de loucos palpitam
E no cerne que neles transitam...
Saem às cores do anseio invisível.
André Anlub

Foto: arq. pessoal
Em um traço negro em declínio
Deixo a inspiração fazer domínio
Depois me embriago na fonte.
Pintores são fantoches e fetiches
Sobem em nuvens ou caem em piches
Respiram a mercê de sua cria
São puros profetas à revelia.
Tudo podem e nada é temível
Nem mesmo perderem o dom
Sabem o quão infinito é o tom.
Seus corações de loucos palpitam
E no cerne que neles transitam...
Saem às cores do anseio invisível.
André Anlub

Foto: arq. pessoal
1 de fevereiro de 2012
Do ego
Ele segue altivo, vitorioso e de bela aparência
Segue muito bom naquilo que gosta e faz
No seu andar desfila, brilha e transmite paz.
Mas tudo isso não deixa de ser o que ele pensa.
De superego inflado permuta por mais uma dose de ar
Procura estar onde abonam os “tapinhas nas costas”
Ignora algumas perguntas, mas sabe as respostas.
Mas nisso tudo ainda pode estar muito enganado.
Elogios e afagos, sem dietas, vão lhe alimentar
No pódio ele quer sempre os três primeiros lugares
E nos altares... Ainda almeja ficar mais elevado.
Ego não tem encanto nem quando é verdadeiro
Resta a agudeza de se achar beleza e um ser superior
Tudo se mescla com as empáfias e indelicadezas
E mostra um mendigo buscando ser um pouco amado.
André Anlub
“Nunca se viu egoísmo que não se queixe de ingratidão.”
Emmanuel
Imagem: web
Segue muito bom naquilo que gosta e faz
No seu andar desfila, brilha e transmite paz.
Mas tudo isso não deixa de ser o que ele pensa.
De superego inflado permuta por mais uma dose de ar
Procura estar onde abonam os “tapinhas nas costas”
Ignora algumas perguntas, mas sabe as respostas.
Mas nisso tudo ainda pode estar muito enganado.
Elogios e afagos, sem dietas, vão lhe alimentar
No pódio ele quer sempre os três primeiros lugares
E nos altares... Ainda almeja ficar mais elevado.
Ego não tem encanto nem quando é verdadeiro
Resta a agudeza de se achar beleza e um ser superior
Tudo se mescla com as empáfias e indelicadezas
E mostra um mendigo buscando ser um pouco amado.
André Anlub
“Nunca se viu egoísmo que não se queixe de ingratidão.”
Emmanuel
Imagem: web
24 de outubro de 2011
A Idéia quer Se Mostrar
Uma idéia na cabeça
Um corpo e otimismo
Não falta mais nada
Para chegar a lugar nenhum.
Tenho que por para fora
Explosão, realismo
Vou somar, multiplicar
Um mais um...
Quem tem põe, quem não tem passa a ter
Tem para mostrar, expõe...
Talvez esconda para ninguém ver
Uma idéia na mão
Tela, poesia, escultura
Não sou Rodin para chegar à perfeição.
Procuro sonhar, ponho para fora, realizar
Só se for agora...
Nunca serei um Van Gogh
Malfati, Bouguereau, Renoir.
Quero trilhar caminhos dos sonhos...
Dos alucinados pela arte...
Do melhor que posso dar.
André Anlub
Um corpo e otimismo
Não falta mais nada
Para chegar a lugar nenhum.
Tenho que por para fora
Explosão, realismo
Vou somar, multiplicar
Um mais um...
Quem tem põe, quem não tem passa a ter
Tem para mostrar, expõe...
Talvez esconda para ninguém ver
Uma idéia na mão
Tela, poesia, escultura
Não sou Rodin para chegar à perfeição.
Procuro sonhar, ponho para fora, realizar
Só se for agora...
Nunca serei um Van Gogh
Malfati, Bouguereau, Renoir.
Quero trilhar caminhos dos sonhos...
Dos alucinados pela arte...
Do melhor que posso dar.
André Anlub
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Biografia quase completa

Escritor, locador, vendedor de livros, protético dentário pela SPDERJ, consultor e marketing na Editora Becalete e entusiasta pelas Artes com uma tela no acervo permanente do Museu de Arte Contemporânea da Bahia (MAC/BA)
Autor de sete livros solo em papel, um em e-book e coautor em mais de 130 Antologias poéticas
Livros:
• Poeteideser de 2009 (edição do autor)
• O e-book Imaginação Poética 2010 (Beco dos Poetas)
• A trilogia poética Fulano da Silva, Sicrano Barbosa e Beltrano dos Santos de 2014
• Puro Osso – duzentos escritos de paixão (março de 2015)
• Gaveta de Cima – versos seletos, patrocinado pela Editora Darda (Setembro de 2017)
• Absolvido pela Loucura; Absorvido pela Arte
(Janeiro de 2019)
• O livro de duetos: A Luz e o Diamante (Junho 2015)
• O livro em trio: ABC Tríade Poética (Novembro de 2015)
Amigos das Letras:
• Membro vitalício da Academia de Artes, Ciências e Letras de Iguaba (RJ) cadeira N° 95
• Membro vitalício da Academia Virtual de Letras, Artes e Cultura da Embaixada da Poesia (RJ)
• Membro vitalício e cofundador da Academia Internacional da União Cultural (RJ) cadeira N° 63
• Membro correspondente da ALB seccionais Bahia, São Paulo (Araraquara), da Academia de Letras de Goiás (ALG) e do Núcleo de Letras e Artes de Lisboa (PT)
• Membro da Academia Internacional De Artes, Letras e Ciências – ALPAS 21 - Patrono: Condorcet Aranha
Trupe Poética:
• Academia Virtual de Escritores Clandestinos
• Elo Escritor da Elos Literários
• Movimento Nacional Elos Literários
• Poste Poesia
• Bar do Escritor
• Pé de Poesia
• Rio Capital da Poesia
• Beco dos Poetas
• Poemas à Flor da Pele
• Tribuna Escrita
• Jornal Delfos/CE
• Colaborador no Portal Cronópios 2015
• Projeto Meu Poemas do Beco dos Poetas
Antologias Virtuais Permanentes:
• Portal CEN (Cá Estamos Nós - Brasil/Portugal)
• Logos do Portal Fénix (Brasil/Portugal)
• Revista eisFluências (Brasil/Portugal)
• Jornal Correio da Palavra (ALPAS 21)
Concursos, Projetos e Afins:
• Menção Honrosa do 2° Concurso Literário Pague Menos, de nível nacional. Ficou entre os 100 primeiros e está no livro “Brava Gente Brasileira”.
• Menção Honrosa do 4° Concurso Literário Pague Menos, de nível nacional. Ficou entre os 100 primeiros e está no livro “Amor do Tamanho do Brasil”.
• Menção Honrosa do 5° Concurso Literário Pague Menos, de nível nacional. Ficou entre os 100 primeiros e está no livro “Quem acredita cresce”.
• Menção Honrosa no I Prêmio Literário Mar de Letras, com poetas de Moçambique, Portugal e Brasil, ficou entre os 46 primeiros e está no livro “Controversos” - E. Sapere
• classificado no Concurso Novos Poetas com poema selecionado para o livro Poetize 2014 (Concurso Nacional Novos Poetas)
• 3° Lugar no Concurso Literário “Confrades do Verso”.
• indicado e outorgado com o título de "Participação Especial" na Antologia O Melhor de Poesias Encantadas/Salvador (BA).
• indicado e outorgado com o título de "Talento Poético 2015" com duas obras selecionadas para a Antologia As Melhores Poesias em Língua Portuguesa (SP).
• indicado e outorgado com o título de Talento Poético 2016 e 2017 pela Editora Becalete
• indicado e outorgado com o título de "Destaque Especial 2015” na Antologia O Melhor de Poesias Encantadas VIII
• Revisor, jurado e coautor dos tomos IX e X do projeto Poesias Encantadas
• Teve poemas selecionados e participou da Coletânea de Poesias "Confissões".
• Dois poemas selecionados e participou da Antologia Pablo Neruda e convidados (Lançada em ago./14 no Chile, na 23a Bienal (SP) e em out/14 no Museu do Oriente em Lisboa) - pela Literarte
André Anlub por Ele mesmo: Eu moro em mim, mas costumo fugir de casa; totalmente anárquico nas minhas lucidezes e pragmático nas loucuras, tento quebrar o gelo e gaseificar o fogo; não me vendo ao Sistema, não aceito ser trem e voo; tenho a parcimônia de quem cultiva passiflora e a doce monotonia de quem transpira melatonina; minha candura cascuda e otimista persistiu e venceu uma possível misantropia metediça e movediça; otimista sem utopia, pessimista sem depressão. Me considero um entusiasta pela vida, um quase “poète maudit” e um quase “bon vivant”.
Influências – atual: Neruda, Manoel de Barros, Sylvia Plath, Dostoiévski, China Miéville, Emily Dickinson, Žižek, Ana Cruz Cesar, Drummond
Hobbies: artes plásticas, gastronomia, fotografia, cavalos, escrita, leitura, música e boxe.
Influências – raiz: Secos e Molhados, Chico Buarque, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Mutantes, Jorge Amado, Neil Gaiman, gibis, Luiz Melodia entre outros.
Tem paixão pelo Rock, MPB e Samba, Blues e Jazz, café e a escrita. Acredita e carrega algumas verdades corriqueiras como amor, caráter, filosofia, poesia, música e fé.
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Filha e esposa de Edir Macedo dando, aula de desapego:
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Vacina #Vacina Das Loucuras (boomboclaat) Aos prantos já sabia devidamente os desencontros que virão Na contramão do tempo que passava sem...
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Poemas de Manoel de Barros Via: Templo Cultural Delfos SEU MARGENS Seu Zezinho-margens-plácidas, célebre fazedor de discursos patr...