2 de setembro de 2021

Alejandra Pizarnik










Alejandra Pizarnik

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.


Alejandra Pizarnik (Buenos Aires, 29 de abril de 1936 — 25 de setembro de 1972) foi uma escritora e poetisa argentina.

Biografia

O nome Alejandra foi uma criação da adolescência. Os seus pais eram originários da Rússia.[1] Estudou filosofia e letras na Universidade de Buenos Aires e posteriormente pintura con Juan Batlle Planas.


Faleceu em 1972 devido a dose excessiva de soníferos.


Obras

La última inocencia (1956),

Las aventuras perdidas (1958),

Árbol de Diana (1962),

Los trabajos y las noches (1965),

Extracción de la piedra de locura (1968)

El infierno musical (1971), postumamente foi publicado Textos de Sombra y últimos poemas que reúne textos publicados em revistas desde 1963 e poemas do final de sua vida, inéditos até então.

Alguns de seus artigos (ensaios poéticos) foram dedicados a Erszebét Bathory ou Elizabeth Bathory como em La Condesa Sangrienta (1967), à obra de Julio Cortázar, Silvina Ocampo, André Breton e Antonin Artaud.


A apreciação, traduções e estudos sobre sua obra cresce paulatinamente, com edições completas de sua prosa, poesia e diários em alguns países.


Via: A mente é maravilhosa


As frases de Alejandra Pizarnik mostram uma poetisa dotada de uma impressionante sensibilidade e uma lucidez fora do comum. Essa artista, filha de imigrantes russos e nascida na Argentina, teve uma vida instável e infeliz.


Sua infância e adolescência a marcaram muito. Ela sofria de acne muito forte, asma e sobrepeso. Sua irmã, em contrapartida, era “perfeita” aos olhos dos pais. Alejandra se transformou em uma jovem rebelde e, ao mesmo tempo, introvertida que representava tudo que uma garota não deveria ser. Desde muito cedo, começou a tomar anfetaminas e barbitúricos.


“Cubra a memória do seu rosto com a máscara de quem você será e assuste a menina que você foi”.

-Alejandra Pizarnik-


Depois de fazer terapia, ela encontrou uma estabilidade temporária. Veio uma época de grande produção intelectual. Foi nessa fase que ela produziu seus poemas mais belos e algumas frases inesquecíveis. Ela se suicidou com apenas 36 anos. Veja a seguir algumas das suas afirmações mais lembradas.


O trabalho nas frases de Alejandra Pizarnik

Uma das frases de Alejandra Pizarnik diz o seguinte: “A verdade: trabalhar para viver é mais idiota do que viver. Eu me pergunto quem inventou a expressão ‘ganhar a vida’ como sinônimo de trabalhar. Me pergunto onde está esse idiota”.


Nesse texto fica muito bem refletido seu espírito contestador e crítico. Nessa frase em particular vemos uma Alejandra Pizarnik brava e indignada. Mais do que contra o trabalho, sua objeção aqui reside em equipará-lo com a vida. Em supor que a vida se faz ou se ganha no campo profissional.


A tarefa do poeta

Muito se falou sobre a função da poesia. Para que existem poetas? Uma das frases de Alejandra Pizarnik resolve esse enigma de uma maneira bonita e elegante. Associa a missão poética com a cura. Outorga à palavra poética o poder de curar, reparar e desintoxicar.


Ela diz da seguinte maneira: “Diz-se que o poeta é um bom terapeuta. Nesse sentido, a missão poética implicaria exorcizar, conjurar e, além disso, reparar. Escrever um poema é reparar a ferida fundamental, o rasgo. Porque todos estamos feridos”.


As dualidades e o ser

Muitas das frases de Alejandra Pizarnik falam sobre as dualidades que habitam em nós. Sobre ser você mesmo e outro ao mesmo tempo. Sobre a identidade flutuante e nunca completamente definida. Nela, ficava claro que havia a menina ferida e a mulher indomável.


Uma das suas frases diz: “Prazer de se perder na imagem pressentida. Eu me levantei do meu cadáver, fui em busca de quem sou. Peregrina de mim, fui até a que dorme em um país ao vento”. Fala sobre o que se foi e já não é mais, mas que sempre continuará sendo. Sobre esse morrer e renascer sendo outro, mas um outro que carrega esse cadáver dentro.


A busca e a vertigem

Essa é uma das frases mais bonitas de Alejandra Pizarnik e diz o seguinte: “Buscar. Não é um verbo, mas uma espécie de vertigem. Não indica ação. Não quer dizer ir ao encontro de alguém, mas jazer porque alguém não vem”. A busca à qual ela se refere é aquela que acompanha a expectativa do que está para chegar ou de quem está para chegar.


O intimamente desejado produz essa vertigem na qual não se sabe qual sentimento é mais extremo: o da ausência ou o da presença. Quando se espera que algo desejado chegue, não se está em posição ativa, mas em um tormento para o qual não há palavras. E se demora, o tormento se torna tortura, quase morte.


Olhar com inocência

Olhar com inocência significa para ela olhar sem expectativa, sem preconceito e sem julgamento. É o tipo de olhar que não espera encontrar algo, mas que se satisfaz no simples fato de ver, de contemplar. Na seguinte frase, faz uma associação entre esse olhar inocente e o nada.


A frase é a seguinte: “E principalmente olhar com inocência. Como se não acontecesse nada, o que é verdade”. A esse olhar que não espera nada, soma-se o fato de que efetivamente o que se vê é o nada. Uma bela maneira de expressar esse abandono que existe nos momentos vazios.


Alejandra Pizarnik nunca conseguiu superar completamente a depressão que a mergulhava em certos bloqueios e dolorosos devaneios. Ela ficou várias vezes internada em hospitais psiquiátricos. Os últimos versos que escreveu, pouco antes de morrer, dizem: “Não quero ir /nada além/ do que até o fundo”.


Via: Mallarmargens












AS JAULAS


Lá fora há sol.

Não é mais que um sol

mas os homens o olham

e depois cantam.


Eu não sei do sol.

Eu sei a melodia do anjo

e o sermão quente

do último vento.

Sei gritar até o amanhecer

quando a morte pousa nua

em minha sombra.


Eu choro debaixo do meu nome.

Eu agito lenços pela noite

e barcos sedentos de realidade

dançam comigo.

Eu oculto pregos

para escarnecer meus sonhos enfermos.


Lá fora há sol.

Eu me visto de cinzas.


LAS JAULAS


Afuera hay sol.

No es más que un sol

pero los hombres lo miran

y después cantan.


Yo no sé del sol.

Yo sé la melodía del ángel

y el sermón caliente

del último viento.

Sé gritar hasta el alba

cuando la muerte se posa desnuda

en mi sombra.


Yo lloro debajo de mi nombre.

Yo agito pañuelos en la noche

y barcos sedientos de realidad

bailan conmigo.

Yo oculto clavos

para escarnecer a mis sueños enfermos.


Afuera hay sol.

Yo me visto de cenizas.


FILHAS DO VENTO


Vieram.

Invadem o sangue.

Cheiram a plumas,

a carência,

a pranto.

Mas você alimenta o medo

e a solidão

como a dois animais pequenos

perdidos no deserto.


Vieram

incendiar a idade do sonho.

Um adeus é sua vida.

Mas você se abraça

como a serpente louca do movimento

que só se encontra a si mesma

porque não há ninguém.


Você chora debaixo do seu pranto,

você abre o cofre dos seus desejos,

e é mais rica do que a noite.


Mas há tanta solidão

que as palavras se suicidam.


HIJAS DEL VIENTO


Han venido.

Invaden la sangre.

Huelen a plumas,

a carencia,

a llanto.

Pero tú alimentas al miedo

y a la soledad

como a dos animales pequeños

perdidos en el desierto.


Han venido

a incendiar la edad del sueño.

Un adiós es tu vida.

Pero tú te abrazas

como la serpiente loca de movimiento

que sólo se halla a sí misma

porque no hay nadie.


Tú lloras debajo de tu llanto,

tú abres el cofre de tus deseos

y eres más rica que la noche.


Pero hace tanta soledad

que las palabras se suicidan.


SOMENTE


já compreendo a verdade


explode em meus desejos


e em minhas desgraças

em meus desencontros

em meus desequilíbrios

em meus delírios


já compreendo a verdade


agora

a buscar a vida


SOLAMENTE


ya comprendo la verdad


estalla en mis deseos


y en mis desdichas

en mis desencuentros

en mis desequilibrios

en mis delirios


ya comprendo la verdad


ahora

a buscar la vida



SUA VOZ


Emboscado em minha escrita

canta em meu poema.

Refém de sua doce voz

petrificada em minha memória.

Pássaro preso em sua fuga.

Ar tatuado por um ausente.

Relógio que pulsa comigo

para que nunca desperte.


TU VOZ


Emboscado en mi escritura

cantas en mi poema.

Rehén de tu dulce voz

petrificada en mi memoria.

Pájaro asido a su fuga.

Aire tatuado por un ausente.

Reloj que late conmigo

para que nunca despierte.


O MEDO


No eco das minhas mortes

ainda há medo.

Você sabe do medo?

Sei do medo quando digo meu nome.

É o medo,

o medo com chapéu preto

escondendo ratos em meu sangue,

ou o medo com lábios mortos

bebendo meus desejos.

Sim. No eco das minhas mortes

ainda há medo.


EL MIEDO


En el eco de mis muertes

aún hay miedo.

¿Sabes tu del miedo?

Sé del miedo cuando digo mi nombre.

Es el miedo,

el miedo con sombrero negro

escondiendo ratas en mi sangre,

o el miedo con labios muertos

bebiendo mis deseos.

Sí. En el eco de mis muertes

aún hay miedo.


FESTA NO VAZIO


Como o vento sem asas preso em meus olhos

é a chamada da morte.

Só um anjo me enlaçará ao sol.

Onde o anjo,

onde sua palavra.


Oh perfurar com vinho a suave necessidade de ser.


FIESTA EM EL VACÍO


Como el viento sin alas encerrado en mis ojos

es la llamada de la muerte.

Sólo un ángel me enlazará al sol.

Dónde el ángel,

dónde su palabra.


Oh perforar con vino la suave necesidad de ser.



NAUFRÁGIO INCONCLUSO


Esse temporal a destempo, essas grades nas meninas dos meus

olhos, essa pequena história de amor que se fecha como um

leque que aberto mostrava a bela alucinada: a mais

nua do bosque no silêncio musical dos abraços.


NAUFRAGIO INCONCLUSO


Este temporal a destiempo, estas rejas en las niñas de mis

ojos, esta pequeña historia de amor que se cierra como un

abanico que abierto mostraba a la bella alucinada: la más

desnuda del bosque en el silencio musical de los abrazos.


A DANÇA IMÓVEL


Mensageiros na noite anunciaram o que não ouvimos.

Buscaram debaixo do uivo da luz.

Quiseram deter o avanço das mãos enluvadas

que estrangulavam a inocência.


E se esconderam-se na casa do meu sangue,

como não me arrasto até o amado

que morre atrás de minha ternura?

Por que não fujo

e me persigo com facas

e deliro?


De morte foi tecido cada instante.

Eu devoro a fúria como um anjo idiota

invadido por malezas

que o impedem de recordar a cor do céu.


Mas eles e eu sabemos

que o céu tem a cor da infância morta.



LA DANZA INMÓVIL


Mensajeros en la noche anunciaron lo que no oímos.

Se buscó debajo del aullido de la luz.

Se quiso detener el avance de las manos enguantadas

que estrangulaban a la inocencia.


Y si se escondieron en la casa de mi sangre,

¿cómo no me arrastro hasta el amado

que muere detrás de mi ternura?

¿Por qué no huyo

y me persigo con cuchillos

y me deliro?


De muerte se ha tejido cada instante.

Yo devoro la furia como un ángel idiota

invadido de malezas

que le impiden recordar el color del cielo.


Pero ellos y yo sabemos

que el cielo tiene el color de la infancia muerta.



A CARÊNCIA


Eu não sei de pássaros,

Não conheço a história do fogo.

Mas creio que minha solidão deveria ter asas.


LA CARENCIA


Yo no sé de pájaros,

no conozco la historia del fuego.

Pero creo que mi soledad debería tener alas.


A ÚLTIMA INOCÊNCIA


Partir

em corpo e alma

partir.


Partir

desfazer-se dos olhares

pedras opressoras

que dormem na garganta.


Hei de partir

não mais inércia sob o sol

não mais sangue devastado

não mais fila para morrer.


Hei de partir


Então avante viajante!


LA ÚLTIMA INOCENCIA


Partir

en cuerpo y alma

partir.


Partir

deshacerse de las miradas

piedras opresoras

que duermen en la garganta.


He de partir

no más inercia bajo el sol

no más sangre anonadada

no más fila para morir.


He de partir


Pero arremete ¡viajera!


Alejandra Pizarnik (Buenos Aires, 1936) foi uma escritora e poeta argentina. Seu nome verdadeiro era Flora, o pseudônimo Alejandra foi criado em sua adolescência. Faleceu aos 36 anos, em 1972, ao ingerir uma dose excessiva de soníferos. Alguns de seus ensaios poéticos foram dedicados a Erszebét Bathory ou Elizabeth Bathory como em La Condesa Sangrienta (1967), à obra de Julio Cortázar, Silvina Ocampo, André Breton e Antonin Artaud. Seu primeiro livro foi La última Inocencia (1956) e o último El Infierno Musical (1971). É considerada uma das maiores poetas argentinas do Século XX.


Mariana Basílio (Bauru, 1989) é uma poeta e tradutora paulista. Autora de Nepente (Giostri, 2015) e Sombras & Luzes (Penalux, 2016). Atualmente trabalha em seus dois próximos livros, Tríptico Vital (premiado no ProAC 32/2017), e Megalômana. Paralelamente, traduz uma antologia de poetas americanas do Século XX. É colaboradora dos portais Zonadapalavra e Liberoamérica. Tem poemas, entrevistas e traduções em diversas revistas do Brasil e de Portugal, entre elas: Alagunas, Diversos Afins, Escamandro, Garupa, Germina, InComunidade, Mallarmargens, Oceânica, Odara, O Garibaldi, Rai




31 de agosto de 2021

excelente terça a todos

 



O ser humano é desprezível em sua maioria 

A ESPERA DE UM MILAGRE: História que  inspirou o filme: 

O Adolescente George Stinney Jr. de ascendência africana foi a pessoa mais jovem condenada à morte no século 20 nos Estados Unidos.

Ele tinha apenas 14 anos quando foi executado em uma cadeira elétrica.

Durante o julgamento, até o dia de sua execução, ele sempre carregava uma Bíblia nas mãos, alegando inocência.

Ele foi acusado de matar duas meninas Brancas, Betty de 11 anos e Mary de 7, os corpos foram encontrados perto da casa onde o adolescente residia com seus pais.

Naquela época, todos os jurados eram Brancos. O julgamento durou apenas 2 horas e a sentença foi dada 10 minutos depois.

Os pais da criança foram ameaçados e impedidos de lhe dar presentes no tribunal e depois expulsá-los daquela cidade.

Antes da execução, George passou 81 dias sem poder ver seus pais.

Ele estava preso em uma cela solitária, a 80 km de sua cidade. Ele foi ouvido sozinho sem a presença de seus pais ou um advogado.

Ele foi eletrocutado com 5.380 volts na cabeça.

70 anos depois, sua inocência foi finalmente comprovada por um juiz da Carolina do Sul. A criança era inocente, alguém fez de tudo para culpá-lo apenas por ser negro.

Stephen King se inspirou neste caso para fazer seu livro "The Green Mile", que foi levado ao cinema com a performance de Tom Hanks e Michael Clark Duncan interpretando John Coffey. 

Nome do Filme: "A Espera de um Milagre"

28 de agosto de 2021

Das Loucuras (as moscas sabem quando as mãos estão ocupadas)

 











Das Loucuras (as moscas sabem quando as mãos estão ocupadas)


É uma ordem: baixem agora as armas de fogo;

Peguem as facas e através da fumaça procurem os pescoços.

Antes: vejam se é de ouro e tirem o cordão;

Antes: vejam se é um totem e retoquem a tatuagem.


Nessa engrenagem do Sistema em abrolhos,

O mundo tira bastante sarro com a nossa cara...

E sai caro, pois é claro, como o branco dos olhos,

Que ele está meramente numa sacanagem rara. 


As moscas procuram o sumido saco de pão,

Pois um quilo de queijo coalho deu mofo.

Estamos além da fenda do fundo do poço...

No ponto de vista vasto de alguém no Japão.


É uma ordem: sem dó, nem ré, tasquem fogo...

Hasteiem essa imundice de bandeira sem emblema;

Trapo sem ideologia, sem noite nem dia, sem cor, sem rumo...

A cada novo engano, a cada novo problema, uma anátema!

Entramos pelo cano – entupidos nos esgotos de Ipanema.


As moscas procuram o suor!

Pois a cada dia que passa a pele está mais ressecada...

Desidratada... vai de mal a pior.


As mãos procuram as moscas!

Em sopapos estrepitosos; em só papo furado...

Os ditosos as esmagam sem dó.


É uma ordem: vamos todos assistir uma ópera...

Quem sabe assim uma divindade médica opera,

E novamente nos tornamos pó.


André Anlub




24 de agosto de 2021

Charlie Watts


Charlie Watts, lendário baterista dos Rolling Stones, morreu aos 80 anos nesta terça, 24. A notícia foi confirmada pelo o publicitário do músico, Bernard Doherty, à agência PA. "É com imensa tristeza que anunciamos a morte de nosso amado Charlie Watts," escreveu.


Watts morreu em um hospital de Londres e estava cercado pela família, segundo o Daily Mail. A causa da morte não foi divulgada.


A notícia vem após o anúncio de que o baterista não participaria da turnê dos Rolling Stones nos EUA para se recuperar de um prcedimento médico.


Integrante dos Rolling Stones desde 1963, Charlie Watts era apaixonado por jazz e ajudou a banda a levar o rock 'n' roll para as massas nos anos 1960, com clássicos como "(I Can't Get No) Satisfaction," "Jumpin' Jack Flash" e "The Last Time."


Foto: Kevin Winter/Equipe

Das Loucuras (pimentorium in anus outrem refrescus est)

 


Das Loucuras (pimentorium in anus outrem refrescus est)


Baixa o lume do Sol

Pra poder ver o poder do Sol do vagalume...

E assim se fez o feliz e o futuro

Que batem em sua porta quase a demolindo.


Nesse dia lindo e apimentado de certezas

O doce vento traz o cheiro de estrume.

Nada é para sempre, mas acabaram-se as avarezas...

Fica a certeza de estar se reconstruindo.


Foca no próprio umbigo, blindado e ambíguo...

É espelho amigo usando-se como espelho.


Já pisa e pulsa e passa o tempo sorrindo

Que o desprezo de um dia ruim que ficou longe.


Já chega Janeiro e com ele a aflição...

Aquela aflição nova e antiga de estar num velho ano novo.

Mas dessa vez é diferente, é mudança, o muito é outro...

Tudo ecoa: benesses de ganhos remotos

Todos coam o mesmo café envelhecido

Todos ouvem os toques da trombeta do escopo.


Lá vem Lacan e o grande Outro;

Lá vem licor e o pequeno mesmo.

Ressaca guerra; trégua, café com leite e biscoito...

Lá vou eu outra vez fazendo alusão ao Círculo de Fogo.


André Anlub

21 de agosto de 2021

Conte-me












Conte-me


E as primaveras

Falo, todas elas...


Contam-me cores mil.


E os outonos

Digo, só alguns poucos...


Tingem de laranja as fachadas.


Os verões

Vestem ouro...

Ardendo em sol todas as madrugadas.


Invernos

Nuvens são como espumas do mar

Estações que variam com a chuva...


O sol que ofusca meu olhar

É o mesmo que ilumina meu rumo.


Como dizer em qual delas está você?


André Anlub

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Imponência


De uma forma deveras palpável

A grafia renasce no arcabouço

Vindo de uma sensação mutável

Tornando-se finalizada ante o esboço.


As letras jamais envelhecidas

Amareladas com rigidez perene

Órfãs sem jamais terem nascidas

Lapidadas pela sutileza do cerne.


Apólogo nas mentes funcionais

Decreto soberbo dos irracionais

É boa imprecação em todas as formas.


Sem acatamento diante da alusão

Dona de si perante comunhão

Jamais dará ouvidos às normas.


André Anlub


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A Idéia quer Se Mostrar

Uma idéia na cabeça

Um corpo e otimismo

Não falta mais nada

Para chegar a lugar nenhum.


Tenho que por para fora

Explosão, realismo

Vou somar, multiplicar

Um mais um...


Quem tem põe, quem não tem passa a ter

Tem para mostrar, expõe...

Talvez esconda para ninguém ver


Uma idéia na mão

Tela, poesia, escultura

Não sou Rodin para chegar à perfeição.


Procuro sonhar, ponho para fora, realizar

Só se for agora...


Nunca serei um Van Gogh

Malfati, Bouguereau, Renoir.


Quero trilhar caminhos dos sonhos...

Dos alucinados pela arte...

Do melhor que posso dar.

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“Desabaflorando”

Hoje acordei perturbado, na verdade nem acordei

Nesse sucumbir, perdi a guerra, minha missão

Desarmado, “desamado”, sou um “não”...

Em um poço sem fundo, por dentro da lama, no fogo... Sou rei.


Reinando no ruim, posso tocar o céu

Pronunciar o som do amor, do ódio e da morte

Que tal ser a saliva ácida da besta... Ou até o mel

Da sangria desatada, que faz rios, sou o corte.


Fatos e revoluções habitam minha mente

Minh'alma quer ser livre, ela tenta novamente

Enxergo o que quero, quando e como quero.


Falo devagar, como um ébrio maldito

Faço citações de papiros do Egito

Crio rimas poéticas, jogo fogo em tudo... Sou Nero.


André Anlub

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Cheers


O berro, o bar e a brisa

O copo brusco que vai ao chão e não quebra

Um velho bilhar... E quando fico em sinuca...

É o velho frio na nuca.


O jukebox é disputado

Também o jogo de dardo...

Que tem uma foto amarelada,

do Sarney, toda furada.


Esse bar não abre nem fecha

É flecha sempre lançada

Pois o coração do poeta

Não seca, não se afoga... Não nada!


Absinto é homeopático

Cerveja cria uma grande barriga

O garçom pra lá de simpático...

Sempre serve uma dose extra

Com uma porção de lingüiça.


Temos que chegar diariamente

Com uma pequena prosa

Que fale de espinho ou da rosa

De um culpado ou inocente.


Com ela batemos o ponto

Sairemos só muito tonto

Chamando urubu de meu louro...

Deixando a freguesia contente.


Garçom, um Southern Comfort...

E um copo cheio de gelo

Aproveitando minha falta de zelo

Com meu fígado guerreiro.


Hoje trouxe do meu terreno

Colhi praticamente agora

Gostoso é feito na hora

Deixa o ébrio ameno.


O aipim não é brincadeira...

Tem mais alcunha que o poeta

Alguns conhecem com outro nome

Pode ser mandioca ou macaxeira.


Frito desce redondo

Cozido desce oval

Com uma cachaça de rolha

Entramos em um vendaval.


Hoje trouxe esse conto

Amanhã venho com outro

Vou para uma taberna

Uma prostituta me espera.


André Anlub

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Faz Valer

Porque nem sempre só há dor

em todas as praças, sorrisos,

em muitos lares, união....


De mãos dadas com seus filhos,

preparando, amenamente, nova prole.


Porque nem todos são só prantos,

alegres, tristes ou indecisos,

fazem do amor seu principal tempero...


Capital inicial, sua matéria prima,

espírito imortal.


Porque a poesia faz encanto...

dentro, ou fora, de paredes sólidas,

voando, sem perder as forças...


Pelo infinito mais belo.


André Anlub


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Sair, Saindo

Vou sair por este mar vagabundo

Onde não pode apoiar-se nas paredes

Nem no domingo se deita em uma rede

Só digo gritando que sou dono do mundo.


Olhando o céu sobre minha estrada

Vejo um futuro quase sem mágoa

Uma ablução com a beleza da água

Que bebo e utilizo de estada.


Mas se a imundice visitar-me

E com seu odor e despudor, encruar-me

Terei que refazer minhas malas.


Quem sabe em uma ampla casa eu viva

No horizonte da minha mente ativa

Que são, no dia a dia, minhas salas.


André Anlub



17 de agosto de 2021

Começo do livro - 13/5/14

A espada é erguida em algum ponto do planeta;
Logo em seguida derrama-se a tinta da lança chamada caneta.

Dos martelos
(6/8/12)

Já voltei daquele passeio
Em terras loucas e quentes,
Com aquele absurdo vermelho
Que adorna por ser inerente
Às paixões corriqueiras.

Estou exausto
Feito cão em fim de passeio,
Com a língua pra fora
E o coração festeiro.

Eu em plena liberdade,
Tenho um letreiro na testa,
Escrito que o sexo é festa
E o amor finalidade.

Acho que sempre me alongo
Quando escrevo sobre esse tema.
Vou e venho no trapézio e na cena
Ao som de um zepelim e seu gongo.

Por livre e espontânea vontade
Exponho-me.
Ponho-me a entender o assombro
De que não há sempre certeza
Para toda a verdade.

Assim constroem-se castelos
Nos terrenos da avareza.
E o plebeu no destino,
Do nordestino ao sulista,
Dominará seu recinto,
Erguerá seu martelo.

Adversidades acontecem, muita luta e pouco caso, e sensações se perdem; O rabo abana o cachorro, o choro do velho solitário. Mas há de se ter esperança, (no coloquial - na criança) nas palavras que amadurecem.

“Bon Vivant”
(26/1/13)

Deitam-se nos leitos de letras
Sob o olhar de um grifo.
Osculam suas grafias,
Afrodite adotada.

Bem tratados, enfastiam,
Criadores que tudo criam.

Poucas são as causas que agarram,
Muitas são suas fantasias.
Se aquecendo no fogo de Nero
Ao som de hinos homéricos.

Ah, mil redes confortáveis,
Sentindo brisa doce na face,
Seguem confortados na vida
Ao tom de uma pressuposta amada.

Governados por algo,
No absoluto, por rosas.

Permeiam no céu com alvoroço,
Rodam pelo colosso de rodes.
Passeiam no manuscrito de Virgílio.

Ficaríamos a eternidade, ponderaríamos em múltiplos dialetos: em esperanto ou mimica, canto dos anjos, sinais de fumaça; em puras línguas e raças, dos baldios ou espertos, até além da imortalidade.
Mas salivas não seriam gastas à toa, expondo as qualidades extremas, da força da inteligência e o poder do ventre e da cria ecoando ao vento e ao sempre.
A voz que nunca é pendente, nesse momento presente, agarra a unhas e dentes, no direito de expor ao planeta o que das mulheres pertence.

Dos antolhos
(5/6/12)

Quero um apropriado escudo Celta,
Pois há lanças voando sem rumo,
Almejando ébrias mentes sem prumo,
Mas por acidente a mesma me acerta.

Quero o melhor dos virgens azeites,
Pois nas saladas só tem abobrinhas,
Na disparidade de várias cozinhas,
Todos adotam a mesma receita.

Quero ver e ler o que outros registram,
Sem antolhos nem cínica mordaça,
Sem caroço impelido na garganta,
Faz o engasgo que mata na empáfia.

Mas não só quero como também ofereço,
Meus singelos poemas com terno adereço.
E com pachorra e olhos modestos,
Vê-se admirável o que era obsoleto.


Ando com ideias antigas de modernizar meus conceitos.
No fundo, são adágios superados...
Há tempos que tenho a teimosia de querer ser atualizado.

Sempre vivo
(4/1/13)

Precisamos de dias mais longos,
Cheios de ar, aves; árvores por todos os cantos,
Cantos açucarando os pesares.

(Afagando os ouvidos)

Ouvi dos sinceros seus sins,
Som de detalhes...
De talhes simplórios,
Corpos notórios, 
Felicidade - gemidos.

Precisamos de larga boca
E nada oca a mente.
Mente aquele que no medo,
Em segredo,
No paladar do azedo, 
Expõe que não ama
E não segue passo à frente.

Por aqui, por ali,
O sol nasceu mais vivo;
Vi você de repente,
Menos breve e arredio
Arrepender-se contente.

Poemas 2011 parte II

 



Acesso da Fantasia


Milhões de vozes me chamam

Atrozes escritores que banham

Terror e beleza de sonhos! Mensageiro nas portas

Comporto a inspiração derradeira


Tu és a única, esperança do divino

Fazes soltar tintas em papéis

Mas me engano ao pensar que perecerás

Pois sempre precede o silêncio da balbúrdia dos sinos!


Portas que tu abres chaves que nunca perdes

No engodo do fracassado, tu renovas, acordas a cada letra

Fazendo valer o som das trombetas

Trazendo harmonia as flautas que ergues.


André Anlub

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Livro do Mal


Foi a mais bela de todas

Vivia em seu castelo protegida por um dragão

Usava ouro, jóias e vestidos de seda

Ninguém podia lhe tocar a mão.


Era pintora e falava mais de dez idiomas

Sua voz era de um belo tom

Tudo de nada serviu

Pois de casa nunca saiu

Para expor o seu dom!


Passava o dia inteiro cantando e escrevendo em sua redoma

Já havia escrito mais de cem livros

Entre contos, prosas e poesias

Havia um que era exclusivo.


Um livro de poesias sobre a vida

Sobre ser o que nunca virá a ser

Falava sobre viver com várias saídas

Livre arbítrio para beber e comer.


Narrava a vida em Gomorra e Sodoma

Sobre vinhos e depravações

Subtrações que se revolvem em somas

Mostrava quase todas as emoções.


Mas o seu tempo foi passando

A velhice chegou

Sua pele foi enrugando

A demência lhe pegou.


Por fim morreu com seus escritos

Nunca o mostrou.

A verve que antes perdida

Surgiria agora como um mito.


As datas foram ocasião

Os livros que o passado deixou fora

Atualmente em uma escavação

Acharam essa biblioteca de outrora.


O mundo caiu em sobras

Sua escrita alguém publicou

Tal sombra do mal o devorou.


Não tinha asteróides nem cobras

Nem as previsões de sábios

É o puro armageddon de alfarrábios.


Embora seja só uma história

E o livro não tenha o menor dolo

Bebemos o vinho e comemos o bolo.


Tomando cuidado com a verve

Sabendo sempre o que lê

Com atenção no que escreve

Fazendo a escrita valer.


André Anlub

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SÓ MAIS UM SER


Dou mais uma chance a razão

Saindo do meu refúgio careta

Vago na galáxia dos incertos

Sem querer povoar nenhum planeta


Me lembro de uma época remota

Uma casca de ovo inquebrável

Por dentro um grande tesouro

Por fora muro branco sem porta


Sinto grande aperto no peito

Respeito o meu modo de ser

No culto a beleza, piso com despeito

Uma rosa, espinho do mal querer


Com singela venda de fogo

Fico cego, quente e vaidoso

Quando toca-me quebrando a casca

Me forma um homem de um feto formoso


Muito além de mais tudo

Obtuso, convexo e concreto

Um vampiro banguela na boca do mundo

Um ser feliz, alegre e incompleto


André Anlub

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Sem Limites


Absurdo é querer-te assim

Como um mendigo na chuva, querendo comida

Sentir a dor de cada segundo do tempo sem ti

Rosa sem florescer.


Falaste sujeira pra mim

Me pisaste, chorei

Te quero, cegamente, sem fim

Meu querubim, meu diabo.


Por vezes imploro perdão

Sem mesmo ter pecado, na cruz

Tu enfias os pregos em minhas mãos

Grito pra todos e tudo...

Te amo e te peço perdão.


André Anlub

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Eternidade da palavra


É surreal! Assim como a vida

Inspiração imaculada, poesias e uni versos

Abarcando campos, lagos e hipotéticas estórias

Curando cortes, desenhando e apagando feridas.


Sento-me a beira de um alto precipício

O crepúsculo gentilmente e sempre me acompanha

Pego o bloco, meu ofício de um todo fictício

Delineado, não há política tampouco barganha.


Inteligência não é democrática, nem deve ser

A pura verve, que nos toca o ser

Tornar-se-á estática e criação


Ao surgir de uma bela ave avermelhada

Remeteu-me a uma estrada, inventiva jornada

Que de pés descalços, sou um sheik, menino ou ancião.


André Anlub

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“Dialongamente” Falando


Podem chamar de ironia

Realidade ou fantasia.


Podem até me discriminar

Calar minha boca, mandar parar

Mas minha voz tem força

E digo que meu grito, poder

Não me enforcam nessa forca

Como?

Vocês não irão saber...


Podem começar um sermão

Pode ser que eu não durma

Sou mais forte que aparento

Sou mais leve que uma pluma.


Por vocês eu só lamento

Meu pranto irei sorver

Digo que não me adianto

Como?

Vocês não irão saber...


Podem me vendar os olhos

Costurar, apertado, meus lábios

Se disserem que são sábios

Podem jogar seus cérebros aos porcos.


Podem dizer que sou debochado

Direi que tenho armadura

Torturar-me-ão

Farão queimaduras.


Não sentirei o queimado!


Como?

Então irão saber...


Só digo que sou amado

E amando sigo a viver!


André Anlub

Biografia quase completa






Escritor, locador, vendedor de livros, protético dentário pela SPDERJ, consultor e marketing na Editora Becalete e entusiasta pelas Artes com uma tela no acervo permanente do Museu de Arte Contemporânea da Bahia (MAC/BA)

Autor de sete livros solo em papel, um em e-book e coautor em mais de 130 Antologias poéticas

Livros:
• Poeteideser de 2009 (edição do autor)
• O e-book Imaginação Poética 2010 (Beco dos Poetas)
• A trilogia poética Fulano da Silva, Sicrano Barbosa e Beltrano dos Santos de 2014
• Puro Osso – duzentos escritos de paixão (março de 2015)
• Gaveta de Cima – versos seletos, patrocinado pela Editora Darda (Setembro de 2017)
• Absolvido pela Loucura; Absorvido pela Arte
(Janeiro de 2019)

• O livro de duetos: A Luz e o Diamante (Junho 2015)
• O livro em trio: ABC Tríade Poética (Novembro de 2015)

Amigos das Letras:
• Membro vitalício da Academia de Artes, Ciências e Letras de Iguaba (RJ) cadeira N° 95
• Membro vitalício da Academia Virtual de Letras, Artes e Cultura da Embaixada da Poesia (RJ)
• Membro vitalício e cofundador da Academia Internacional da União Cultural (RJ) cadeira N° 63
• Membro correspondente da ALB seccionais Bahia, São Paulo (Araraquara), da Academia de Letras de Goiás (ALG) e do Núcleo de Letras e Artes de Lisboa (PT)
• Membro da Academia Internacional De Artes, Letras e Ciências – ALPAS 21 - Patrono: Condorcet Aranha

Trupe Poética:
• Academia Virtual de Escritores Clandestinos
• Elo Escritor da Elos Literários
• Movimento Nacional Elos Literários
• Poste Poesia
• Bar do Escritor
• Pé de Poesia
• Rio Capital da Poesia
• Beco dos Poetas
• Poemas à Flor da Pele
• Tribuna Escrita
• Jornal Delfos/CE
• Colaborador no Portal Cronópios 2015
• Projeto Meu Poemas do Beco dos Poetas

Antologias Virtuais Permanentes:
• Portal CEN (Cá Estamos Nós - Brasil/Portugal)
• Logos do Portal Fénix (Brasil/Portugal)
• Revista eisFluências (Brasil/Portugal)
• Jornal Correio da Palavra (ALPAS 21)

Concursos, Projetos e Afins:
• Menção Honrosa do 2° Concurso Literário Pague Menos, de nível nacional. Ficou entre os 100 primeiros e está no livro “Brava Gente Brasileira”.
• Menção Honrosa do 4° Concurso Literário Pague Menos, de nível nacional. Ficou entre os 100 primeiros e está no livro “Amor do Tamanho do Brasil”.
• Menção Honrosa do 5° Concurso Literário Pague Menos, de nível nacional. Ficou entre os 100 primeiros e está no livro “Quem acredita cresce”.
• Menção Honrosa no I Prêmio Literário Mar de Letras, com poetas de Moçambique, Portugal e Brasil, ficou entre os 46 primeiros e está no livro “Controversos” - E. Sapere
• classificado no Concurso Novos Poetas com poema selecionado para o livro Poetize 2014 (Concurso Nacional Novos Poetas)
• 3° Lugar no Concurso Literário “Confrades do Verso”.
• indicado e outorgado com o título de "Participação Especial" na Antologia O Melhor de Poesias Encantadas/Salvador (BA).
• indicado e outorgado com o título de "Talento Poético 2015" com duas obras selecionadas para a Antologia As Melhores Poesias em Língua Portuguesa (SP).
• indicado e outorgado com o título de Talento Poético 2016 e 2017 pela Editora Becalete
• indicado e outorgado com o título de "Destaque Especial 2015” na Antologia O Melhor de Poesias Encantadas VIII
• Revisor, jurado e coautor dos tomos IX e X do projeto Poesias Encantadas
• Teve poemas selecionados e participou da Coletânea de Poesias "Confissões".
• Dois poemas selecionados e participou da Antologia Pablo Neruda e convidados (Lançada em ago./14 no Chile, na 23a Bienal (SP) e em out/14 no Museu do Oriente em Lisboa) - pela Literarte

André Anlub por Ele mesmo: Eu moro em mim, mas costumo fugir de casa; totalmente anárquico nas minhas lucidezes e pragmático nas loucuras, tento quebrar o gelo e gaseificar o fogo; não me vendo ao Sistema, não aceito ser trem e voo; tenho a parcimônia de quem cultiva passiflora e a doce monotonia de quem transpira melatonina; minha candura cascuda e otimista persistiu e venceu uma possível misantropia metediça e movediça; otimista sem utopia, pessimista sem depressão. Me considero um entusiasta pela vida, um quase “poète maudit” e um quase “bon vivant”.

Influências – atual: Neruda, Manoel de Barros, Sylvia Plath, Dostoiévski, China Miéville, Emily Dickinson, Žižek, Ana Cruz Cesar, Drummond
Hobbies: artes plásticas, gastronomia, fotografia, cavalos, escrita, leitura, música e boxe.
Influências – raiz: Secos e Molhados, Chico Buarque, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Mutantes, Jorge Amado, Neil Gaiman, gibis, Luiz Melodia entre outros.
Tem paixão pelo Rock, MPB e Samba, Blues e Jazz, café e a escrita. Acredita e carrega algumas verdades corriqueiras como amor, caráter, filosofia, poesia, música e fé.