E foi-se

E foi-se

Surge vez e outra um tempo ruim, um dia sem cor...
Faz sorrir os que têm o deleite em colorir momentos.

Explode aqui, explode ali, o silêncio fica acolá.
É o cão na viola!
Samba-se o samba mais doce,
Embriaga-se da fonte até o galo cantar.

Deixe abrir a janela que o visual é novo...
Serpentinas e música, loucuras para quem quiser ver.
No viver e na morte, de sul a norte,
Quase nada de novo no front...
O restante dos escombros esconde o menino do povo.

Meça direitinho para não errarem no reparo;
Os cabelos mais longos, o caminhar de novo,
O mar a cada dia mais belo,
Na bela história de um náufrago;
O calvário de um estorvo é vício de já trouxe amparo.

Nos sons que se fazem agora,
A cama fica pronta, o travesseiro mais fofo;
Os sonhos desmontam desesperos;
A verdade não mais sabe sua hora.
Explode aqui, explode ali,
O barulho não é mais ouvido!
De tudo que já foi encolhido
Com a vida foi jogado fora.

Solidão: só lidou com saudade, só lhe dou atenção...
Lá estou eu, sonhando...
Com os olhos embaçados e embasados nos seus. 

André Anlub

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