No Silêncio do Nada (Por nada não)



No Silêncio do Nada (Por nada não)
(André Anlub - 3/8/10)

Escrever é expressão, é dar pressão e se exceder.
É no viver levar o mesmo com mais emoção.

Aos que temem a caneta:
Fiquem imbuídos de lançar a flecha
E terão a certeza de acertar pelo menos um coração.

Os pensamentos são mutáveis,
Assim como a inspiração.
Variam conforme o dia, o clima,
Moldam-se de acordo com o humor,
Com a razão e a dor.

Por isso, ninguém jamais poderá mudar a escrita!
Ela, por si só, já é mutante.
Isso que a torna sempre viva
E deveras interessante.

O renascer a cada segundo faz-nos pensar em Coisas novas – novos temas.
Migramos de um ser com o âmago quase Moribundo, para aquele que ilumina com sons, Artes e poemas.

Faço essas anotações num domingo, madrugada,
Flagro-me escrevendo com os olhos quase Fechando sob a luz da cabeceira,
Dentro do silêncio do nada.

Pingos que caem ao chão,
Nuvens nublando o tempo que se arrasta
Em um céu total e ampliado (amor de irmão).

Ouço sons que outrora eram de pássaros,
Vejo rastros de coloridos animais
Voando entre suas pernas e braços
Aquecimentos e afeições (amor de mãe).

Na infância maravilhosa pulando cordas,
Nas bordas das encostas crio asas
E palavras e desculpas inexistem...

Bordões escritos em ovos fritos,
Suas surdas calúnias de salto alto
Atravessam a avenida em um domingo.

Pelos sorrisos de crianças 
Que nunca se perdem, semblante belo,
Imponente e irrestrito (amor de filho).

Invadi o campo inimigo, 
fui render e ser rendido sem a menor cerimonia, 
sem medo do sentimento, 
Sem convite e sem umbigo.

As veias não mais enferrujam! 
O óleo quente e doce do sangue passeia 
dando Alimento ao corpo, dando luz à vida...
Adoçando a alma.

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