22 de abril de 2015

PurOOsSo

Não são escombros da segunda guerra que terminou em 1948. É um vídeo atual feito com a tecnologia-drone. Coisas que a...
Posted by Expedito Gonçalves Dias on Quarta, 22 de abril de 2015


              Outro dia flagrei-me lembrando de certa véspera de Natal, lá pelos idos de 1992, quando encontrei nas areias finas da praia de Grumari, um grande amigo de infância; foi realmente uma enorme coincidência, já que estou falando de uma praia que se encontra numa reserva ambiental, que conta com a presença de poucos “points” e que é brindada com ondas em quase toda sua extensão (2,5 km). O encontro: estava na praia num dia ensolarado, dando minha corrida pela areia e esquecendo-me da advertência do médico a respeito do meu joelho bichado... Advertência esta que eu não deveria correr nem pela areia mais dura, perto do mar, muito menos pela areia fofa... de repente vi aquela prancha fincada na areia, ao lado de uma cadeira vazia e um guarda sol com estampa de cerveja. Reconheci a prancha e já voltei meus olhos ao mar. Lá estava o “brother”, surfando de jacaré, bem ao estilo de nossa meninice... sentei-me na cadeira, meu joelho “sorriu”, olhei novamente para o mar e assobiei... trocamos acenos e me ofereci à poesia. Ele, morador do Bairro Peixoto em Copacabana, era meu vizinho de bairro, andávamos na mesma turma e dividíamos as mesmas praias e namoradas... Ele, que sempre após a ceia na casa dele passava na minha para comer mais um pouco e beber mais um vinho, já avisou que naquele ano não seria diferente, deixando-me extremamente feliz. Nesse dia, nessa cena congelada na hora, e agora se congela na memória, começou meu mergulho no mundo poético, uma de minhas razões de viver. Um poema nasceu, amadureceu e se concretizou anos depois; o poema melhor lapidado e com respingos dos Natais que passamos juntos, sorrisos que dividimos e das opiniões e namoradas que trocamos... 
Um poema de saudade, de falta e da sensação que deveria ter ficado mais datas ao seu lado... grande amigo.

O poema:
Acordei com uma lágrima;
No sonho bem claro o rosto,
De pronto sorriso me olhava;
Amigo de praias e farras
Que o vento levou sem aviso;
Deixando a doce lembrança,
Momentos que não amarelam,
E regam o verde singelo
Desse jardim da saudade.

Dueto da tarde (CXXXI)

This is a massive wave! Huge respect to Mark Matthews riding this!
Posted by Extreme on Segunda, 20 de abril de 2015


Dueto da tarde (CXXXI)

Pulou de uma desmedida altitude, soltou o grito estilo “Munch”, murchou as flores em volta, voltou a se vitimar no escuro.
Procurou nos bolsos da esperança, mas viu que havia saído sem ela naquela manhã gelada.
Na queda a antiga balada, enquanto o fundo não vinha; tinha faro imaturo para a vida e roía a corda escondido. 
Ferido de si mesmo, não sutura nem cicatriza. Supura e profetiza: isso vai acabar comigo!
Já viu a luz no fundo no poço, mas fechava os olhos na vista; já está à vista o cheque com fundo para pagar sua dívida à vista.
Quer liquidar a fatura. Mas a pressa tem inimigas. A perfeição também. Senta para esperar, mas o banco é tão desconfortável quanto a espera.
Então retorna à queda fazendo piradas piruetas no ar. Ao longe o céu o observa – a cada instante mais longe – a cada momento menor.
Grita enquanto cai. Munch pintaria mais um grito se o escutasse. E qualquer poeta reconheceria o desespero.
Já longe de tudo e todos, até mesmo da luz, chega a lugar nenhum, chega ao fino funil.
Ir é continuar indo. Parar é continuar indo. Não há saída em procurar saída.
Vagando na escuridão de Caravaggio ouve uma voz e o sufrágio: 
- volta logo ao topo, pois Monet quer pintá-lo de novo.
E eu conheço Monet? Devo conhecer Monet... Pelo menos parece que Monet me conhece...
Decide-se a fugir de  Caravaggio, mesmo levando Caravaggio consigo; fugir de Guernica e Picasso, com Guernica e Picasso no coração. Levanta os olhos e dá com um pássaro de Aldemir Martins.

Rogério Camargo e André Anlub
(22/4/15)

21 de abril de 2015

Vem assim no repentino

Meanwhile, in Australia.  Snapchat me @PazPaz
Posted by Paz on Segunda, 20 de abril de 2015


Vem assim no repentino 
(André Anlub - 15/6/14)

O amor qualquer de qualquer uma pessoa,
Visto num lugar abandonado,
Esparramado com folhas secas
E sombras anêmicas.

As árvores já estavam nuas,
Céu nublado e o vento seco;
Era de dar medo tal quadro, causava transtorno
Já em pensamento.

Faria tortura se estivesse realmente acontecendo.
O amor nessa brenha largado,
E as aves que aqui já deixaram
Abandonados seus velhos ninhos.

O sol (coitado) só batia de lado,
Tímido e afastado quase que sentindo frio.

O amor nesse terreno baldio,
Cercado por uma cerca velha e enferrujada,
Que em toda sua extensão
Servia de apoio para uma parreira.

Há um portãozinho branco descascado,
Empenado, torto, caído, pálido, podre,
Cheirando a lenha velha,
Louco para ser queimado,
Ser alforriado, mas para os cupins ainda com serventia.

E o amor ainda lá, deitado,
Quem sabe aguardando a chuva
Ou talvez a uva da parreira ao lado...
E de repente o amor lá, sorriu, avistou o pão, o vinho...

Viu alguém andando sozinho, vago, 
com a cabeça baixa e o rosto cálido; 
novamente riu, gargalhou...
Avistou seu alvo, sua vítima. 
Ajustou sua mira e arrebatou. 

Dueto da tarde (CXXX)



Dueto da tarde (CXXX)

Nenhuma dúvida sobre a dúvida nenhuma: é um sonho e a gente acorda.
As paisagens, as pessoas, os amores, os amanhãs, as dores, gostos e contragostos estão ai... E são enigmas.
Levamos as imagens no coração e o coração às imagens, como se ele pudesse animá-las.
São os santos de barro, são as casas de pedras; no alto na nuvem ou no centro da terra, alguém sério atenta irrequieto.
É preciso dominar o que é preciso e nos domina, pensa. Mas enquanto pensa, o que é preciso age com precisão. 
Na exaustão da procura descansa na consequência; na observação da essência se agarra na sua própria construção.
Cobra engolindo a si mesma com a mesma frequência da rejeição. Refeição indigesta. Gesta de sapo ao sol.
Nenhum equívoco no invólucro nada lúcido de uma fidúcia infinda: não há dúvida quando só se vê o que se quer ver.
As costas à frente, a frente deixada para trás. E a certeza da certeza, que não separa separação de afastamento.
Alguns enigmas da vida vão se desfazendo pelo caminho, deixando michas que ao longo do tempo vão se unindo até formar um novo enigma.
O que resta de dúvida é um lago. Nele os peixes da sobrevivência crescem até serem fisgados e acabarem na mesa das satisfações, engordando o comodismo e como dito: Gesta de sapo ao sol.

Rogério Camargo e André Anlub
(21/4/15)

Vídeo sobre agrotóxicos produzido por Frei Gilvander continua fora do ar


Fonte: http://www.brasildefato.com.br/node/12501

"Retirado do ar desde outubro do ano passado, vídeo denunciava o envenenamento da população da cidade de Unaí (MG) e região pelo abuso de agrotóxicos utilizados na marca “Feijão Unaí”

01/04/2013

do jornal A Verdade

O juiz do município de Unaí, região Noroeste de Minas Gerais, pediu, em outubro do ano passado, a prisão de Frei Gilvander, padre Carmelita, assessor da Comissão Pastoral da Terra (CPT) e militante dos direitos humanos. O motivo para o pedido de prisão foi a divulgação de um vídeo - já retirado do ar - produzido pelo frei no qual denuncia o envenenamento da população da cidade de Unaí e região pelo abuso de agrotóxicos utilizados na marca “Feijão Unaí”.

No vídeo, depoimento de uma trabalhadora de uma escola municipal de Arinos, cidade vizinha de Unaí, relata que o feijão foi enviado para a merenda escolar e que as cozinheiras não suportaram o mau cheiro e os sinais de veneno contidos no feijão, chegando, inclusive a passar mal. Isso se repetiu várias vezes, chegando ao ponto de até descartar o feijão no lixo.

A cidade de Unaí é a campeã nacional em casos de câncer. Segundo os dados da Comissão Parlamentar da Câmara Federal, em Unaí há 1260 casos de pessoas com câncer por ano. A média mundial não ultrapassa 400 casos anuais para cada 100.000 habitantes. A cidade também é a campeã nacional em produção de feijão e de uso de agrotóxicos, uma verdadeira ameaça a saúde da população.

A prisão de Frei Gilvander se daria caso não retirasse de circulação o vídeo que fazia a denúncia, um verdadeiro ataque à liberdade de expressão e informação. Os diretores do Google e do Youtube estão respondendo a processo pela veiculação do vídeo.

Frei Gilvander é um grande companheiro da luta do povo pobre e por isso desperta o ódio dos poderosos. Em maio, por seu apoio à luta do povo por moradia e denúncia do despejo da Ocupação Eliana Silva e de outras comunidades sofreu dezenas de ameaças de morte (veja na entrevista ao Jornal A Verdade clicando aqui). Mas segue firme na luta contando com cada vez mais apoio das comunidades e das pessoas de luta, justas e honestas.

No dia 25 de outubro, organizações da sociedade civil e movimentos sociais lançaram manifesto contra a criminalização do Frei Gilvander Luís Moreira e o uso abusivo de venenos."

É a hora de Botticelli pintar-te



É a hora de Botticelli pintar-te 
(André Anlub - 22/6/13)

Tu és a oitava maravilha do mundo.
És amor, nostalgia, atualidade,
A alegria que criaste ao redor.

No suor da tua labuta, 
Na gota do teu pranto,
Há o brilho da vida minha, 
Há o tempo que é nosso dono.

Fizeste meu ar mais ameno, mais leve...
E em breve momento fizeste nosso destino,
Que agora eternizado.

Tens nas mãos a magia,
O poder de dar vida no que tocas.

Tua fala levanta longo voo nos teus cantares,
E na pequenez de curtos versos
Nascem grandes histórias,
Cordéis... dos melhores.

Digas sempre sim,
Minha alma carece desse afago,
Desse amor,
De teus flertes.

Foste lá:
No colorido do novo mundo,
Onde os poetas sorriem
E erguem castelos.
Onde os martelos penduram belas pinturas,
Onde esculturas são vivas e beijam,

Onde há o amargo só nas frutas mais verdes.

Dos antolhos


Dos antolhos 
(André Anlub - 5/6/12)

Quero um apropriado escudo Celta,
Pois há lanças voando sem rumo,
Almejando ébrias mentes sem prumo,
Mas por acidente a mesma me acerta.

Quero o melhor dos virgens azeites,
Pois nas saladas só tem abobrinhas,
Na disparidade de várias cozinhas,
Todos adotam a mesma receita.

Quero ver e ler o que outros registram,
Sem antolhos nem cínica mordaça,
Sem caroço impelido na garganta,
Faz o engasgo que mata na empáfia.

Mas não só quero como também ofereço,
Meus singelos poemas com terno adereço.
E com pachorra e olhos modestos,
Vê-se admirável o que era obsoleto.

20 de abril de 2015

Noite de 20 de Abril de 2015



Noite de 20 de Abril de 2015

Iniciava-se: há ditadores querendo salgar a carne do churrasco. 
Isso é inadmissível!

Fiz aniversário no começo do ano. Não tinha bolo, mas tinha bala! 
E da boa e bem doce.
Não sou mais um consumidor assíduo de doces, só os mais “light”.
A criação atualmente é meu carboidrato, minha glicose, minha paçoquinha, meu doce de leite com suco de amora.

Agora vi na televisão: mulher deu a luz a cinco crianças; agora olhei para o céu e cinco estrelas se destacaram.

Medianamente o meridiano escolhe uma ponta. Espontaneamente o espontâneo fica indeciso.
É muito siso para um inciso nessa pouca boca; é muito oca para se construir uma oca e ocupar todo espaço preciso.

Farei aniversário no começo do ano que vem. Talvez tenha bolo, talvez tenha bala!
E, de boa: nada de doce.

André Anlub

Biografia quase completa






Escritor, locador, vendedor de livros, protético dentário pela SPDERJ, consultor e marketing na Editora Becalete e entusiasta pelas Artes com uma tela no acervo permanente do Museu de Arte Contemporânea da Bahia (MAC/BA)

Autor de sete livros solo em papel, um em e-book e coautor em mais de 130 Antologias poéticas

Livros:
• Poeteideser de 2009 (edição do autor)
• O e-book Imaginação Poética 2010 (Beco dos Poetas)
• A trilogia poética Fulano da Silva, Sicrano Barbosa e Beltrano dos Santos de 2014
• Puro Osso – duzentos escritos de paixão (março de 2015)
• Gaveta de Cima – versos seletos, patrocinado pela Editora Darda (Setembro de 2017)
• Absolvido pela Loucura; Absorvido pela Arte
(Janeiro de 2019)

• O livro de duetos: A Luz e o Diamante (Junho 2015)
• O livro em trio: ABC Tríade Poética (Novembro de 2015)

Amigos das Letras:
• Membro vitalício da Academia de Artes, Ciências e Letras de Iguaba (RJ) cadeira N° 95
• Membro vitalício da Academia Virtual de Letras, Artes e Cultura da Embaixada da Poesia (RJ)
• Membro vitalício e cofundador da Academia Internacional da União Cultural (RJ) cadeira N° 63
• Membro correspondente da ALB seccionais Bahia, São Paulo (Araraquara), da Academia de Letras de Goiás (ALG) e do Núcleo de Letras e Artes de Lisboa (PT)
• Membro da Academia Internacional De Artes, Letras e Ciências – ALPAS 21 - Patrono: Condorcet Aranha

Trupe Poética:
• Academia Virtual de Escritores Clandestinos
• Elo Escritor da Elos Literários
• Movimento Nacional Elos Literários
• Poste Poesia
• Bar do Escritor
• Pé de Poesia
• Rio Capital da Poesia
• Beco dos Poetas
• Poemas à Flor da Pele
• Tribuna Escrita
• Jornal Delfos/CE
• Colaborador no Portal Cronópios 2015
• Projeto Meu Poemas do Beco dos Poetas

Antologias Virtuais Permanentes:
• Portal CEN (Cá Estamos Nós - Brasil/Portugal)
• Logos do Portal Fénix (Brasil/Portugal)
• Revista eisFluências (Brasil/Portugal)
• Jornal Correio da Palavra (ALPAS 21)

Concursos, Projetos e Afins:
• Menção Honrosa do 2° Concurso Literário Pague Menos, de nível nacional. Ficou entre os 100 primeiros e está no livro “Brava Gente Brasileira”.
• Menção Honrosa do 4° Concurso Literário Pague Menos, de nível nacional. Ficou entre os 100 primeiros e está no livro “Amor do Tamanho do Brasil”.
• Menção Honrosa do 5° Concurso Literário Pague Menos, de nível nacional. Ficou entre os 100 primeiros e está no livro “Quem acredita cresce”.
• Menção Honrosa no I Prêmio Literário Mar de Letras, com poetas de Moçambique, Portugal e Brasil, ficou entre os 46 primeiros e está no livro “Controversos” - E. Sapere
• classificado no Concurso Novos Poetas com poema selecionado para o livro Poetize 2014 (Concurso Nacional Novos Poetas)
• 3° Lugar no Concurso Literário “Confrades do Verso”.
• indicado e outorgado com o título de "Participação Especial" na Antologia O Melhor de Poesias Encantadas/Salvador (BA).
• indicado e outorgado com o título de "Talento Poético 2015" com duas obras selecionadas para a Antologia As Melhores Poesias em Língua Portuguesa (SP).
• indicado e outorgado com o título de Talento Poético 2016 e 2017 pela Editora Becalete
• indicado e outorgado com o título de "Destaque Especial 2015” na Antologia O Melhor de Poesias Encantadas VIII
• Revisor, jurado e coautor dos tomos IX e X do projeto Poesias Encantadas
• Teve poemas selecionados e participou da Coletânea de Poesias "Confissões".
• Dois poemas selecionados e participou da Antologia Pablo Neruda e convidados (Lançada em ago./14 no Chile, na 23a Bienal (SP) e em out/14 no Museu do Oriente em Lisboa) - pela Literarte

André Anlub por Ele mesmo: Eu moro em mim, mas costumo fugir de casa; totalmente anárquico nas minhas lucidezes e pragmático nas loucuras, tento quebrar o gelo e gaseificar o fogo; não me vendo ao Sistema, não aceito ser trem e voo; tenho a parcimônia de quem cultiva passiflora e a doce monotonia de quem transpira melatonina; minha candura cascuda e otimista persistiu e venceu uma possível misantropia metediça e movediça; otimista sem utopia, pessimista sem depressão. Me considero um entusiasta pela vida, um quase “poète maudit” e um quase “bon vivant”.

Influências – atual: Neruda, Manoel de Barros, Sylvia Plath, Dostoiévski, China Miéville, Emily Dickinson, Žižek, Ana Cruz Cesar, Drummond
Hobbies: artes plásticas, gastronomia, fotografia, cavalos, escrita, leitura, música e boxe.
Influências – raiz: Secos e Molhados, Chico Buarque, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Mutantes, Jorge Amado, Neil Gaiman, gibis, Luiz Melodia entre outros.
Tem paixão pelo Rock, MPB e Samba, Blues e Jazz, café e a escrita. Acredita e carrega algumas verdades corriqueiras como amor, caráter, filosofia, poesia, música e fé.